domingo, setembro 04, 2011

Demissões

Escrevo estas linhas depois de na última semana terem sido conhecidas mais algumas demissões. De pessoas que zangadas com algumas medidas impopulares que estão a ser corajosamente tomadas pelo novo Executivo, quiseram assumir uma posição de fractura e "bateram a porta".

Acho muito bem que as pessoas se demitam. Até se deviam demitir mais. Só faz falta quem cá esta, lá diz o adágio popular. Tenho mesmo muita pena que não haja mais demissões. Talvez a situação não tivesse chegado onde chegou, e talvez Portugal vivesse uma outra situação mais confortável. Passo a explicar o meu ponto de vista...

Um dos grandes problemas que se coloca, aquando da contratação de alguém para ocupar determinado cargo, acaba por ser um recrutamento deficiente. Como causas prováveis para esta lacuna, a montante, estão vários factores conhecidos: a urgência e interesse na ocupação de um lugar que ficou repentinamente vago, a falta de transparência num concurso que aparece num dia e...desaparece volvidas algumas horas e a falta de análise dos currículos dos candidatos, como quem diz, as "cunhas", entre outras.

Como em tudo na vida, é importante equacionar sempre os imponderáveis... Mesmo para quem ache que faz as coisas muito certo e que todos as outras pessoas devem alguma coisa à inteligência..É um erro subestimar a inteligência dos outros. O que quero dizer, com isto, é que mais cedo ou mais tarde, "no melhor pano cai a nódoa". E o pior é conhecido por todos nós. O descrédito de alguém. E é nessas alturas que, em alguns casos, se opta pelo jogo da vitimização antes que seja descoberto "rabo do gato escondido" e as pessoas demitem-se. Pena é que entretanto, e não raro, já tenham feito muito mal. E por vezes interferindo com terceiros. O que não deixa de ser lamentável.

Espero que as pessoas que se demitem, e para as quais se prove que negligenciaram deliberadamente as suas responsabilidades, sejam exemplarmente punidas. É disso que o País precisa. Punições exemplares. Castigos inéditos. É isso que hoje em dia faz falta. Para ver se Portugal se "endireita". Até lá...continuem a "fazer-birrinha-e-vão-para-a-casa-da-Mamã"e demitam-.se. Todos.

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