sexta-feira, setembro 09, 2011

Futurologia

Uma das qualidades que desconhecia em mim é a da premonição ou da futurologia, como preferirem. Tenho de confessar que me agrada. Particularmente quando o que penso que vai acontecer....acontece.

Desde há alguns tempos a esta parte percebo que o que penso que acontecerá...acontece. Não estou a dar uma de convencido ou de pretensioso. Estou apenas e só a partilhar que tenho tido "olho" para a coisa e que até tenho tido sorte em algumas premonições. Como consigo fazer isso? Fácil, caros e caras amigos. Amadurecimento. Os anos já vão pesando nesta "velha carcaça" e a experiência de vida adquirida vai sendo significativamente importante. E indelével, em alguns casos.

Concretizando um pouco para se perceber melhor do que falo. Sei, por exemplo, que a probabilidade que há em eu acertar na chave do euromilhões desta semana é a mesma que a do Bin Laden ter sido morto há poucos meses, no ataque efectuado à sua residência pelas tropas norte-americanas. Ou a mais que certa e continuada senda do actual Governo em continuar a mexer no bolso dos portugueses (para aqueles que ainda os têm) por forma a honrar os compromissos assumidos com a troika. Se dói? Dói. Mas consigo perceber este tipo de questões com algum distanciamento e alheamento. Como? Porque desde o início vi que o único caminho que o actual Governo poderia seguir, seria o do complicado e intrincado exercício da futurologia.

Só assim consigo entender que tenham sido anunciadas e implementadas uma série de medidas socialmente impopulares. Constato que os sindicatos, tipicamente aglutinadores de trabalhadores descontentes, não estão a ser bem-sucedidos nas convocatórias para as greves gerais. Porquê? Porque as pessoas começaram a ganhar consciência que o actual Executivo não está a fazer mais do que "aplicar-um-garrote-à-hemorragia" em que o anterior Executivo deixou o País. E ainda que seja avançada pelos próprios sindicatos a "simpática-e-desejável-adesão-em-massa",  não tenho dúvidas que os números efectivos, não espelham essa realidade.  A onda caracterizada pela crispação e contestação social é menor. E assim continuará a ser. E temos actualmente um Executivo que pratica um governo de "gestão". De circunscrição do prejuízo. E de minimização dos danos.

É com pena que realizo que este exercício simples de futurologia deveria ter sido realizado há alguns anos. E não da forma como acabou por ser feito. Não com tanto sacrifício para algumas famílias que não têm mais "furos no cinto". Ou mesmo os próprios dos "cintos". E o pior está para vir.

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