terça-feira, setembro 06, 2011

Imposto Fast Food

Fiquei agradavelmente surpreso pelo facto de ontem ter sido sugerida a criação de um imposto para a "alimentação de plástico", ou "comida de lixo" (tradução do inglês junk food) ou também conhecida como fast food. Tranquilizou-me muito saber que há alguém que está de "olho bem aberto" relativamente ao flagelo português e que é a obesidade. Segundo os últimos números reflectidos no Inquérito Nacional de Saúde (realizado entre 2005 e 2006) foi notória a subida face ao anterior Inquérito (1998/1999). Constatou-se  o aumento da obesidade masculina em cerca de de 30,7 % e de 16,3 % no que toca ao sexo feminino. Em ambos os casos na faixa etária dos 55 aos 64 anos. Na minha opinião tratam-se de aumentos que importa reter e que têm como consequência imediata uma afectação de 23,4% da população (ambos os secos) na faixa etária acima referida. Os números não enganam.

Por outro lado, na mesma notícia, foi também avançada a questão dos "cortes" nos subsídios atribuídos ao Ministério da Saúde. Mais um compromisso assumido pelo Governo e no seguimento do pacote de medidas de austeridade a que se obrigou dar continuidade. Sugerir uma importante medida como é esta, da criação do tal imposto para a taxação da "comida de lixo" ( na óptica de ajudar a melhorar os hábitos alimentares dos portugueses) e referindo en passant  que também vão haver cortes lá no Ministério...cheira a queixinhas. Trata-se do aproveitamento do momento: "Ah-e-tal-defendo-que-as-pizzas-daquela-massa-alta-e-fofa-deve-ter-um-imposto-acrescido-porque-faz-mal-à-saúde-e-até-pode-causar-a-obesidade. Ah-já-agora-aproveito-o-momento-para-dizer-que-me-lembrei-há-instantes-que-o-Governo-anunciou-a-semana-passada-cortes-nos-subsídios-atribuídos-ao-Ministério". Não faz sentido. Há momentos e locais para que este tipo de contestação, e não necessariamente aquando da divulgação deste tipo de notícia.

Para terminar, fiquei a pensar nesta sugestão avançada ontem para o tal imposto. Cheguei a uma conclusão. É muito provável que para os alimentos saudáveis (e.g.: espinafre, nabos, tomates, cenouras, feijão verde, batata doce, beterraba, etc.) venha também a ser sugerido o decréscimo do IVA ou mesmo a sua abolição. Afinal são alimentos que fazem bem e que contribuem para a erradicação da obesidade que tantos portugueses afecta. Aguardarei com expectativa esse tão importante anúncio. 

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