quarta-feira, setembro 14, 2011

O anonimato

É usual, quando somos crianças, e quando ainda não existe uma mente trabalhada (ou com responsabilidade), que exista uma série de brincadeiras idiotas que fazem todo o sentido recorrendo-se ao anonimato. Uma delas é clássico telefonema para casa de alguém perguntando se dá para encomendar uma pizza. Do outro lado a pessoa diz que se trata de engano, que é uma casa particular e não fazendo caso disso questiona-se se pode ser com massa fina e crocante ou se se pode colocar anchovas em vez de atum. Coisas desse estilo. Mais tarde, e mais "à séria", é a encomenda de uma pizza para uma morada qualquer e ainda melhor se for possível ver a cara de incredulidade da pessoa quando vem à porta. Entre outros tantos estúpidos exemplos clássicos que aqui podia dizer.

Por outro lado, quando se fala em anonimato na idade adulta, a situação assume contornos diferentes. A primeira questão é: Porquê o anonimato? Porque não quer ser reconhecido(a). Parece-me claro. Mas porque será que não quer ser conhecido(a)? Salvo situações muito específicas (e.g.: doações de grandes quantias monetárias, uma ajuda extraordinária a alguém por outro alguém que tem renome e poucas mais situações), usa-se o anonimato porque se tem algo a esconder. A identidade.  Donde, prefere-se a cobardia do anonimato.

É lamentável que algumas pessoas não conheçam a palavra "verticalidade". O ser "homenzinho / mulherzinha" para assumir determinadas posições. Aparte dessa falta de hombridade, o tempo que me toma algo anónimo é facilmente quantificável. Não é mais que uma milésima de segundo. À distância de uma chamada telefónica rejeitada no botão específico ou do botão de "delete" do computador. Tudo isto para quando não conheço a proveniência. Similarmente, é o tempo que entendo que é mais que suficiente para quem se esconde no anonimato.. Não podem ser pessoas sérias. E assim sendo, são tratadas como tal.

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1 comentário:

Anónimo disse...

"É lamentável que algumas pessoas não conheçam a palavra "verticalidade". O ser "homenzinho / mulherzinha" para assumir determinadas posições."
É mesmo lamentável alguns comportamentos da "gente grande"... por isso, volta aquela frase: "quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais".