sábado, outubro 22, 2011

Captura de Terroristas

Nos últimos tempos foram conhecidas duas importantes baixas no mundo do terrorismo. Supostamente. A questão, no meu entender, não passa pela mediatização à volta destes (felizes) acontecimentos. Passa sim pela falta de evidências. "Ver para crer" é uma máxima que se adequa perfeitamente.

Tenho em mim o péssimo defeito de gostar de saber o que "compro". Chego a ser irritantemente desconfiado. Gosto de conhecer e perceber bem os detalhes. Na impossibilidade de tocar, sentir ou mesmo presenciar, o trabalho de "venda" é substancialmente dificultado para quem me tenta convencer de algo. Daqui decorre de imediato que não "comprei" a captura, morte e "última homenagem" prestada em alto mar a um dos mais conhecidos terroristas do século. Vou mais longe. 

Acho oportuno que sejam conhecidas estas baixas no mundo terrorista a pouco tempo das eleições presidenciais norte-americanas. Teoria rebuscada? Não, não é. Se pensarmos nas centenas de milhões de dólares dos contribuintes americanos que foram gastos na caça ao homem, não será. É uma das possíveis justificações para que ultimamente tenham sido dadas a conhecer importantes "machadadas" no mundo do crime. Da mesma forma que será importante e reflexo de uma viragem na política belicista dos EUA. Falo da retirada dos 30.000 militares norte-americanos baseados no Iraque. É altura de começar a mostrar trabalho (ainda que como sempre, haja a lamentar a perda de várias vidas). E claro, a contenção. Só assim vejo legitimidade para alguém que é considerado o "homem mais poderoso do mundo" e que ultimamente tem partilhado a sua preocupação com as contas do "velho continente"..quando o seu país é efectivamente aquele ao qual está associado o maior despesismo. Sem controlo.

Quanto às últimas notícias acerca da morte do outro terrorista e ditador, também guardo as minhas reservas. É certo que há filmagens, mas infelizmente tenho algumas dúvidas. Para mim, são demasiado rápidas e pormenores como a "barba", as "vestes", acabam por ser comuns em países como a Líbia. Ou seja, o meu cepticismo está naturalmente em "modo on" e assim sendo, reservo-me ao direito de não acreditar nas notícias. Ou de manter o meu cepticismo, justificado por uma (e muito bem) consolidada mediatização.

Devo ser a única pessoa do mundo que não acredita que dois homens, tidos como os mentores de ataques terroristas e uma imensidão de barbáries tenham sido capturados. Ou tão facilmente capturados, como se tem dito. Dois homens, com inteligência para idealizar, preparar e mandar executar autênticos massacres, não deixariam em momento algum a segurança e o anonimato da sua localização ao acaso. Não faz sentido. 

Ou seja, para terminar, não está em causa que o combate ao terrorismo tenha sido eficaz. Está em causa o secretismo na divulgação das imagens de uma das capturas, e de filmagens confusas e distorcidas na outra. É a minha forma de ver as coisas.

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