sexta-feira, outubro 14, 2011

Cicatrizes

Sou uma daquelas pessoas que tem uma história para cada uma das cicatrizes que orgulhosamente ostenta no corpo. Não são muitas, é certo, mas são algumas e todas representam momentos em que naturalmente terei visto estrelas. Não tenho dúvida alguma.

Aparte do facto dos meus joelhos terem mais cicatrizes do que Portugal tem de políticos sérios, acho alguma piada quando hoje em dia observo estas marcas e me recordo das histórias que as originaram. É curioso identificar a ocorrência de uma maior parte das cicatrizes deste meu corpo de Adónis a uma determinada época do ano. Eu explico. Imagine-se o escriba há alguns anos, com t-shirt e calção a circular numa "bicla" brilhante e lustrosa, como não podia deixar de ser. Com alguma propriedade posso também partilhar que conheço de muito perto o meu tão querido alcatrão alentejano. Alias, região geográfica que certamente me conhece e bem, e onde deixei bastante do meu DNA dos joelhos e cotovelos.

Para tornar as coisas ainda mais interessantes, imagine-se o tal alcatrão alentejano, em que não raro são obtidas temperaturas iguais às que se sentem exteriormente. Ou seja, de forma directa, os 40º Celsius de temperatura ambiente são os mesmos 40º Celsius no alcatrão, neste caso. Junte-se a esta equação o "factor" loiraça, ou factor "morenaça" ou "ruivaça" que ostenta trajes reduzidos típicos desta altura do ano. Para fechar com "chave de ouro", um bocado de areia ou água na estrada...e...pois é. Malho na certa. E não há nada melhor do que sentir o alcatrão quente colado aos joelhos / cotovelos. E o arrependimento próprio da adolescência de quem tem uma fúria de viver contínua. E de quem olha para onde não deve!

Moral da história: Quando se anda de bicicleta só se deve olhar em frente!

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