terça-feira, outubro 18, 2011

Contribuições

Acho que nunca se falou tanto em contribuições como se tem falado ultimamente. Valha-nos o facto de vivermos num dos países diariamente parabenizado pelo facto de cumprir escrupulosamente o plano da austeridade. E que consegue ser mais rigoroso do que aquele que faz parte do memorando ratificado com a "troika.

O único sentimento que entendo ser normal neste momento é o de rejubilo. Porquê? Porque acho que quer eu, quer qualquer conterrâneo só se pode sentir bem por serem pedidas todos os dias mais contribuições. A última delas tem que ver com a recente descoberta de um "pequeno deslize" nas contas de um dos arquipélagos. Nada demais concerteza. Apenas o suficiente para que a retoma económica do País não aconteça em 2012 e seja "pontapeada" algures lá para a frente. Algures em 2013 ou até mais tarde. Agrada-me pensar nisto e de imaginar que seja uma realidade infelizmente sentida por qualquer cidadão português. Com alguma frequência ocorre-me que talvez devesse abrir os horizontes e pensar em abraçar mais dois ou três empregos para fazer face à tendencial escalada de preços e degradação acentuada da qualidade de vida (com a inevitável e natural perda do poder de compra).

Julgo que em vez de serem "pedidas" mais contribuições por quem manda neste País, devem ser criadas as condições / estímulos para que os investidores acreditem em Portugal e nele invistam. Tem de haver seriedade, assertividade e verticalidade nesta matéria. O que se constata é que de há mais de 3 anos a esta altura os grandes grupos económicos aguardam com alguma ansiedade onde "vão parar as modas". Enquanto isso investem em economias emergentes onde o retorno é garantido, ainda que possa ter lugar num médio / longo prazo.

Mais do que pedir aos portugueses mais e dolorosas contribuições, importa mostrar que também da parte do Estado é possível contribuir de forma a que a economia sofra o chamado "choque do desfibrilhador". Só assim será possível que se saia da queda vertiginosa em que estamos no presente momento e que em menos de nada conduzirá ao...colapso.

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