quarta-feira, outubro 12, 2011

Fingimentos

São vários os tipos de fingimento. Tenho de admitir que tenho sérias dificuldades em conseguir fingir ou dissimular estados de espírito / sensações. Não é defeito, é mesmo feitio.

Desde o conseguir manter um sorriso amarelo dois dias depois de ter levado a maior "desanda da vida", passando pelo necessário esboço de um sorriso complacente com o/a acéfalo(a) que por distracção se enganou no troco do pão de Mafra ou ainda daquele doloroso caso do(a) adolescente que por via de estar a enviar um mensagem escrita no seu "telemóvel de última geração" perde o controlo do carro de compras indo o mesmo embater direitinho na nossa canela. Nestas situações, fingir não haver problema algum é tão provável como convencer um vegetariano que vá connosco a um rodízio de carnes.

Há "outro" tipo de fingimento. E que não tenho dúvidas que iria certamente apanhar surpresos muitos presunçosos e auto-intitulados "machos latinos". Porventura as coisas não serão "bem, bem" como possam os mesmos imaginar. E por vezes..."zangam-se as comadres e sabem-se as verdades"e ..afinal, aquelas "provas de amor bem audíveis no 15º andar lá do prédio" não eram bem verdadeiras. Fingimentos. Nota: Aparte do infeliz e certamente preocupante conhecimento da realidade, em alguns casos, este fingimento deveria ser  o mote orientador para uma inscrição surpresa no grupo coral da Paróquia lá do bairro....Não se perdia tudo.

Todos os dias lidamos com verdadeiros actores e actrizes. A vida é mesmo assim. Uma representação, e faz parte da mesma o fingimento. É pena que algumas pessoas não consigam entender onde começa e acaba o necessário e desejavelmente inofensivo fingimento. Opta-se não raro pelo fingimento que subsequentemente resulta em situações menos agradáveis ou nefastas para terceiros.

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