quinta-feira, outubro 06, 2011

Ignorar

Se há algo que aprendi ao longo dos tempos foi o de ignorar situações que possam ser traduzidas em stress ou preocupação aqui para o escriba. Desvalorizar as mesmas ou "desmontar" aquilo que aparente e inicialmente possa parecer indutor de má disposição é a solução.

Logicamente que isto não acontece de ontem para hoje. Nem tampouco está findo este processo. Todos os dias são óptimos para exercitar esta capacidade assim haja uma imensidão de situações que merecem ser ignoradas. 

Por outro lado, bem sei que ninguém gosta de ser ignorado. Contudo, para quem ignora, é um "escape" ou defesa de situações que possam comprometer a sua sanidade mental. Ocorre-me por exemplo, o caso clássico em que a relação afectiva é mal resolvida (no entender de uma das partes), e que tem como consequência que essa mesma parte não queira mais trabalhar para ganhar dinheiro e passe o resto dos dias da sua vida a enviar sms ou a dar toques para o número de telefone da outra parte. Sinceramente, gabo a paciência destas pessoas. 

Consigo até fazer outro tipo de exercício. Não tenho dúvida alguma que, se a força de vontade destas pessoas em "atazanar o juízo de alguém" fosse direccionada para o seu trabalho, Portugal nunca teria entrado em recessão económica. Teríamos índices de produtividade invejáveis e uma economia referencial nos dias que correm. Não podia era haver relações afectivas mal resolvidas.

Para concluir, e pelas histórias que vou conhecendo, há erros que são comummente cometidos. Por exemplo, ao invés de ignorar este tipo de situações incómodas, cair-se na tentação de tentar "resolver" as coisas. Será o mesmo que enfiar mão num saco de irrequietas e jovens víboras depois de o agitar vigorosamente. O resultado é conhecido. O melhor mesmo é não tentar. E ignorar.

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