quinta-feira, outubro 20, 2011

O banana

Ainda hoje não consegui perceber o porquê da associação pejorativa entre esta tão deliciosa fruta e alguém que consegue assistir a algo sem marcar uma posição, emitir uma opinião ou agir de determinada forma quando tal seria desejável. Nota: O "género" é propositado, na medida em que este "mimo" é normalmente associado aos homens...

A explicação para a opção de não marcar uma posição, não emitir uma opinião ou mesmo o alhear-se voluntariamente de algo que lhe toca directamente pode ser o reflexo de uma de duas coisas: a) a voluntária e perpetuada permanência numa "zona de conforto" onde lhe é possível ficar de forma autista sem que ninguém o chateie ou b) uma clara falta de personalidade e uma natural apetência pela subjugação da vontade própria face a outras pessoas. Não só em termos profissionais como também em casa (ocorrem-me vários exemplos de casais que conheço onde tal acontece).

Talvez por ter um feitio antípoda e gostar de tudo claro e muito bem definido...para ontem, este tipo de pessoas me irrite tanto. Assistir à subjugação / submissão, a mudanças de opinião / vontades tem o dom de me fazer procurar rapidamente uma quina viva e bater com a testa até rachar a cabeça em duas metades. É inevitável que comece logo a sentir calor dentro de mim e vontade de dar um chapadão na cara para que o banana acorde e faça valer a sua vontade própria / opinião ou aja de determinada forma.

Lamentavelmente são vários os exemplos de bananas que conheço. Acabam por ser estes que a médio / longo prazo se tornam desinteressantes para quem têm ao lado...o que pode trazer dissabores...Ou não!

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