domingo, outubro 30, 2011

Poder Paternal

Tenho conhecido algumas pessoas que por via das agruras da vida se separaram dos respectivos companheiros. Até aqui nada do outro mundo. Os problemas surgem quando há crianças pelo meio.

Poder paternal, na sua essência, visa a atribuição da responsabilidade da educação do(s) filho(s) a um dos pais. Tipicamente à mãe, e assim seja atestado que a mesma possui os meios financeiros e a necessária estabilidade emocional para o fazer.

O que tenho percebido é que há muita permissividade pelo meio. Infelizmente. Ou seja, uma em cada 5 mulheres deixou de ter esperança que o ex-companheiro se resolva a comparticipar na educação do(s) filho(s). Talvez por ter sido educado numa perspectiva de responsabilização dos meus actos, não entendo duas situações: a) Como pode alguém entender viver com um esforço financeiro perpétuo e consideravelmente maior - os filhos requerem uma despesa grande - sem fazer tudo ao seu alcance para que haja uma divisão de despesas e b) Como é possível que haja homens medíocres o suficiente para negligenciarem o seu papel de pais, sobrecarregando a mãe do(s) seu(s) filho(s)? E em alguns casos tendo outros filhos com outras mulheres. Não entendo. Ultrapassa-me.

É fácil fazer um filho. Já é mais complicado mantê-lo quando uma relação termina. Por isso defendo sanções exemplares e proporcionalmente ao auferido mensalmente pelo pai ou mãe. Sem apelo nem agravo. E se não paga, vê os bens penhorados. Pena que a justiça nem sempre seja célere nestes casos.

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