segunda-feira, outubro 10, 2011

Relações Abertas

Não é novidade para ninguém que anda por aí uma nova moda nos relacionamentos afectivos. Para mim, e que normalmente ando alheado destas coisas novas, constituiu uma agradável surpresa.

Percebi que não foram em vão as minhas preces durante décadas. Hoje em dia, ao fim de dois milénios de civilização eis que chegou a boa nova. Os relacionamentos do tipo "aberto". Resumidamente, e para quem como eu deixou a nave no topo de um prédio por perto, deixaram de haver problemas ou questiúnculas relacionadas com o facto "deles" terem de trabalhar até desoras ou "delas" sentirem necessidade de ir retocar as unhas de gel / cabeleireiro todos os dias da semana. Quando por vezes nem sequer unhas de gel usam. Ou não têm cabelo (mais raro).

Foi igualmente motivo de regozijo para muito boa gente, que terá ficado muitíssimo contente pelo facto de não ser mais necessário pedir ajuda aos amigos e amigas no sentido de arranjar álibis ou bodes expiatórios. Deixou também de ser necessário usar as mesmas desculpas (gastas e esfarrapadas) e que dificilmente a minha prima Laura com 3 anos acreditará. A meu ver, tudo é facilitado e torna-se um processo bem mais transparente. Só vantagens.

Para quem neste momento do texto ainda não percebeu bem do que para aqui falo (e aqui sim, acredito que tenha deixado a nave num telhado muito mais longe que o meu), passo a explicar. Relacionamento aberto significa isso mesmo. Aberto e receptivo para discussões sadias. Deixa de haver as tão usuais cobranças ou crises de ciumeira infundadas por parte de alguma das partes. 

Para concluir, acontece o importante e desejável diálogo entre o casal. E melhor que tudo, a taxa de divórcios diminui significativamente o que logicamente será traduzido em mais alegria e felicidade nos lares portugueses. Pena é para os notários que deixam de ter esta interessante fonte de rendimento, quando tinham de lavrar divórcios..

Resta-me pois esperar que durante os próximos anos não me venham falar em relacionamentos herméticos. Já eram. Doravante, só relações abertas.

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