sábado, novembro 26, 2011

A dor

Por infeliz necessidade, há poucos dias atrás tive de fazer uma pequena cirurgia local. Enquanto esperava que terminassem a mesma (com anestesia) pensava nesta dolorosa questão. Claro que comecei a sentir (ainda) mais a dor. Podia ter esperado até mais tarde para pensar, mas resolvi começar a pensar naquele preciso momento. 

Há quem consiga suportar a dor e há quem não consiga. Não me refiro a jogos de masoquismo ou desvios sexuais em que se procure que seja infligida a dor. Falo de situações normais, do quotidiano. Quando por exemplo alguém está a picar uma cebola e acidentalmente pica ou corta um indicador. Ou quando se baixa para apanhar um talher que caiu ao chão e dá uma cabeçada com toda a força no bico do tampo da mesa de jantar, que por sinal até é de vidro. Ou acidentalmente se fecha a porta blindada lá de casa em cima do polegar. Coisas deste tipo.
Uma das dores que mais me custa é sem dúvida na cadeira do dentista. Já aqui disse isto. Não só é uma dor muitíssimo irritante como é invariavelmente acompanhada do barulho agudo da broca estúpida. Fico sempre, mas sempre com vontade enorme de dar um pontapé com toda a força naquela cadeira do dentista que em alguns casos deve custar mais que um carro, chamar palavrões a toda a gente do consultório e ir embora envolto numa nuvem cinzenta com relâmpagos. Sim, de babete posto e tudo.

Outra dor que me deixa fora de mim, é aquela que tem lugar quando estou a mascar pastilha e mordo a bochecha numa determinada zona. Já é mau (e doloroso) que tal aconteça. Pior ainda quando mordo mais 3 vezes nessa mesma zona ao longo do dia. Fico à beira de um ataque de nervos. E muito mal disposto. Pois claro.

Haja paciência. Calha bem que sou uma pessoa que tolera "relativamente bem" a dor. A não ser em casos específicos em que não há volta a dar. E aí sim...não fico propriamente bem disposto.

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