quarta-feira, novembro 30, 2011

Mealheiros

Cresci com um mealheiro de ferro fundido de uma conhecida instituição bancária. Ainda hoje mantenho o mesmo mealheiro, encarnado, onde durante décadas, sempre que eu solicitava de forma irritante, alguém me deixava uma moeda. Temo que a quase totalidade das moedas que lá estão dentro sejam da "moeda antiga", o que poderá fazer com que seja complicado fazer a troca do dinheiro que tenho dentro deste meu mealheiro pelo tão desejado Porsche. Também posso adiantar aqui e agora que este meu mealheiro nunca foi aberto. Talvez o venha a ser, se Portugal não cumprir com o acordado com troika...e talvez fique milionário...

Há poucos dias compraram-se dois mealheiros digitais cá para casa. Calha bem numa altura em que todas as pessoas deviam começar a pensar em amealhar. No mealheiro (gosto desta conjugação de palavras..amealhar no mealheiro). Adiante.

Foi com expectativa que coloquei as baterias nos mealheiros (como são digitais precisam de baterias para funcionar). Ansioso por começar a encher os mealheiros com os quilos de moedas que normalmente carrego nos bolsos. A grande expectativa deu rapidamente lugar à desilusão. Qualquer um dos mealheiros erra na identificação das moedas. Confunde as moedas de 0,50 cêntimos com as moedas de 1 euro. E outras moedas, não me recordo agora dos valores em causa. Ou seja, é necessário um trabalho contínuo de conversão!
Fiquei algo triste porque pensei que seria uma forma muito boa de manter uma boa contabilidade das minhas economias "de bolso". Afinal não. Estes mealheiros funcionarão apenas como reservatório dos meus trocos. A sua contabilização peca por errónea e quando os mesmos estiverem cheios terei de mais uma vez perder uma boa horita a contabilizar quanto mais rico estou.

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