segunda-feira, novembro 21, 2011

Os 30 anos dos GNR

No passado Sábado fui ver os GNR ao Coliseu dos Recreios. Quem não conhece os GNR certamente que viveu num buraco algures e deixou passar os acontecimentos dos últimos 40 anos a esta parte. É uma das mais antigas bandas de rock nacional.

Vamos ao que interessa. A última vez que vi (ou tentei ver - porque era baixo) os GNR ao vivo foi mesmo na Alameda, ali colada à tão bonita e de todos conhecida Fonte Luminosa. Estamos a falar de um evento que terá tido lugar há sensivelmente 20 anos. É giro pensar nas coisas nestes termos. Se não foi o primeiro foi certamente um dos primeiros concertos que terei assistido ao vivo.

Para quem já assistiu a concertos ao vivo sabe do que falo. É outro sabor. E confirmou-se isso (aparte do facto de ser o primeiro concerto que assistia ao vivo). Já se imagina que devo ter passado o concerto todo a tremer de excitação e contentamento de viver aquele momento. Foi quando conheci (ou melhor, ouvi) o Rui Reininho pela primeira vez e os demais colegas que fazem parte desta banda de rock portuguesas. Antiga e ainda activa.

Do acima, decorre que foi com bastante expectativa que fui a este concerto. Afinal ia rever amigos de há 20 anos. Quando se gosta de um grupo, sem entrar no domínio complexo do fanatismo, é usual que se trauteiem em modo contínuo umas 5 ou 6 músicas. Faço-o constantemente mas só mesmo a parte da melodia, porque não gasto a minha massa cinzenta a decorar letras. Aliás, na maioria das vezes as letras não fazem qualquer sentido. Convido-o(a) a pensar numa música da sua banda preferida, escreva a letra num papel e depois leia pausadamente. Verá que faz tanto sentido como colocar um rato no aquário de uma "cobra-rateira" e esperar que se reproduzam.

Gostei médio do concerto. De 0 a 20, um esforçado 14. Ficar na plateia deste tipo de concerto é um pouco como ir ao casino num dia em que alguém se sente afortunado. A sorte pode estar do nosso lado ou pode não estar. Como seria de esperar, nunca está do meu lado. E tive de levar com uma bandeira alusiva aos GNR em vários momentos do concerto. Resultado: nesses mesmos momentos, e do local onde estava, só vi mesmo a bandeira. Nada mais.

Num concerto de comemoração de uma efeméride importante, como são os 30 de uma banda de música, não diria que o momento sugere solenidade, mas dá certamente azo a que os cordões à bolsa sejam abertos. Ou muito abertos. Tivesse o "Band Manager" contactado aqui o escriba e certamente que teria feito um trabalho melhor. Em termos de cenário e de envolvente. Achei pobre a projecção de excertos de concertos d abanda ao longo da sua carreira. O "light jockey", por sua vez, pareceu-me um pouco fora de contexto. Ou baralhou-se e pensou que estaria a trabalhar a luz numa rave em Ibiza, de tal forma estavam acelerados os focos de luz. Houve uma altura em que senti o que porventura sentirão aqueles corajosos que fumam os "cigarrinhos para rir"....e ficam a falar como se tivessem engolido Hélio...Não por ter ficado com a voz fina, mas porque me senti a voar, em dado momento. Julgo que não foi só o jogo de luzes..mas também erva que cheirei. Sim...algum malandro levou erva e fumou DENTRO do Coliseu.

Para terminar, e dado que não sou crítico de música - apenas e só alguém que gosta dos "antigos" GNR. Achei de mau tom que a música "Popless",  que é uma daquelas músicas dos GNR que considero ser uma das mais emblemáticas, tenha sido integralmente interpretada por alguém que me era completamente desconhecido. Não só não reflectiu a força que a música tem, como a voz que sempre associei à mesma esteve.....atrás do palco. Não sei a fazer o quê. A música foi um "flop" e nem no final o Rui "foi buscar a música". Foi mau. Muito mau e foi infeliz. Podia ter sido escolhida uma música do novíssimo album...e o estrago não era tão grande!

Não deixou saudades. Ver se melhoram até ao 60º aniversário!
 
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