sábado, novembro 19, 2011

Trocos

Tenho ódio muito grande e de estimação por trocos. Moedas. Detesto-as. Não se sabe por onde andaram ou nas mãos de quem andaram. Um nojo sem igual. Fazem soar os alarmes no raio-X dos aeroportos, obrigando a tirar tudo dos bolsos.

As moedas (nunca ouvi falar de trocos em notas), dão sempre jeito. Gosto quando me questionam, na altura do pagamento de algo, se tenho trocado. Um dia destes respondo que tenho, mas que não me apetece facilitar a vida a ninguém e para se despachar com o troco porque a minha vida não é estar à espera destas coisas. Havia de ser uma coisa esperta...

Tenho vários rituais que cumpro quando chego a casa. Um deles, entre vários, é o de despejar as moedas que me pesam nos bolsos num copo que aqui tenho para este efeito. Com uma regularidade assustadora que me faz ter de o despejar e contar. O copo enche depressa demais e não é um copo pequeno. O que quer dizer que as pessoas têm prazer em dar-me moedas. E que não raro fazem as calças parecer ser de cintura descaída de tão pesados andam os bolsos.

Posto isto, com uma periodicidade mensal (ou talvez um pouco mais), urge fazer a contabilidade do amealhado. Depois de finalizada, é necessário fazer uns rolos de papel identificados com a quantia que têm no seu interior. Coloca-se tudo num saco plástico e leva-se à Dona Teresa do quiosque, para me trocar aqueles 2 quilograma de moedas em....1,5 grama de notas. Magia..

Próximo Tema: Picos de Corrente

1 comentário:

Anónimo disse...

Se facilitasse os trocos, ia ver outra magia! A de não lhe darem tantas moedas!
Carla