segunda-feira, dezembro 26, 2011

Carteiro

Sou do tempo dos carteiros entregarem as cartas / encomendas à mão. Transportar tudo a pé e ir distribuindo pelas caixas do correio / à porta sempre que justificado. Quando as encomendas eram maiores que ele, compreensivelmente, deixava um aviso na caixa do correio para que a mesma fosse levantada na estação de correios.

Anos mais tarde, e já a viver noutra casa,  aconteceu uma vez um episódio caricato. Com o meu outro cão (já falecido). Um pastor alemão com mais de 50 kg e que achou por bem não deixar que o carteiro tocasse à campainha para avisar que tinha uma encomenda para entregar. Ou seja, com pessoas em causa, mas o carteiro optou por manter a integridade física da sua mão para redigir um aviso com a seguinte mensagem: "Não foi possível entregar a encomenda porque o cão não deixou". Devo ter algures por aí esse aviso.

Hoje em dia as coisas são diferentes. Os carteiros não andam mais a pé. Andam de carro. E assim sendo, já podem transportar encomendas muito maiores que a sua altura, sem grande dificuldade. Outras empresas que ganharam projecção foram as multinacionais que também entregam cartas e encomendas. São várias e bem conhecidas. As encomendas são entregues na porta do destinatário no dia seguinte e com toda a comodidade. O que faz com que a tão conhecida e secular instituição dos correios seja muitas vezes preterida. E cada vez mais será assim. Qualquer dia as pessoas que entregam encomendas nem sequer falam português. Ou não têm medo de cães. Já faltou mais.

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