Nos dias que correm, os centros de
emprego deviam ser dos locais mais procurados por quem ficou sem
emprego. Refiro que deviam porque nem sempre o próprio desempregado
recorre ao centro de emprego da sua área de residência, e como tal, a
estatística relativamente aos desempregados vale o que vale. Poderemos
estar perante "mais um iceberg"...ou seja, ser muito maior o número de
desempregados do que aquele que é avançado pelo Instituto Nacional da
Estatística (INE).
Para alguém que sempre teve trabalho (e bem pago), poderá parecer desprestigiante ser visto por um amigo ou amiga numa fila do centro de emprego às 0800H. Compreendo isso. As justificações que têm de ser dadas, o repisar uma realidade má
e confrangedora fazem com que a vontade de alguém ir para uma fila do
centro de emprego, logo de manhã, não seja muito diferente da vontade em
sair da cama de madrugada para ser sovado.
Na minha opinião, e por muito que
custe ou seja complicado pensas nisso, é importante que as pessoas se
inscrevam nos centro de emprego enquanto desempregados. Só assim se
poderá ter uma noção real do flagelo do desemprego e tomar iniciativas
que visem o rápido decréscimo desta percentagem. Nomeadamente canalizar
parte das ajudas financeiras externas para este problema, em vez de se
dar tanta importância a assuntos de somenos importância neste momento
tão delicado.
Com o (quase) certo endurecimento
das medidas da austeridade em 20112, muitas serão as empresas que não
conseguirão manter as portas abertas, e consequentemente será
naturalmente incrementada a taxa dos desempregados. Julgo, como refiro
acima, que deveria haver a obrigatoriedade de inscrição no centro de
emprego. Bem sei que com o que mencionei é complicado e também sei que
as pessoas acabam por não se deslocar aos centros de emprego. Contudo,
acredito que é o local próprio para se procurarem oportunidades de
emprego, e para atestar perante o Estado que se está à procura de
emprego, por forma a ser atribuído o subsídio (de desemprego). E pôr de
vez de lado o pensamento de que é algo "demeritório".
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