sexta-feira, dezembro 30, 2011

Falar em Público

Sou uma pessoa que sempre gostou de falar em público. Gosto de me ouvir. Gosto de ter audiência fixa em mim. De comunicar e de me expressar oralmente. A par e passo com a escrita acho que é algo em  que me saio relativamente bem.

Ao longo dos anos tenho tido oportunidade de assistir a várias apresentações em público. Conferências, trabalhos de grupo (na altura da pós-graduação e faculdade) e acções de formação várias. E do que tenho visto, é com muito pesar que digo que, em algumas situações preferia enfiar finas farpas de madeira nas unhas do que estar ali, naquela sala, a perder o meu tempo a assistir a tristes apresentações.

Uma das piores coisas que alguém que fala em público pode fazer, é dar a entender que não estudou a matéria. Não saber do que se vai falar. É o falar de futebol sem saber o que é uma baliza. Não faz sentido. Em menos de nada ganha-se um rótulo de alguém que não percebe nada do que está ali a falar e, daí ao desinteresse colectivo é um fósforo. Normalmente, quando o interlocutor usa e abusa de um registo monocórdico ou torna um tema já de si enfadonho ainda mais desinteressante, entretenho-me a inventar um qualquer jogo de quebra-cabeças ou a pintar as barrigas das letras "a", "e", "p", etc..

Do acima, percebe-se facilmente que não espero mais do que alguém estar devidamente preparado para falar em público. Ter estudado a lição e estar preparado para responder às questões que naturalmente surgirão no decurso da apresentação. Um dos aspectos que normalmente passa despercebido, à maioria das pessoas, é que quando alguém está a falar em público é sem dúvida, o centro das atenções. Quanto mais dirigido e profissional for o discurso, devidamente enquadrado e estudado, melhor. Maior será a credibilidade que qualquer presente na sala atribuirá ao emissor da mensagem. O contrário verificar-se-á se se perceberem partas gagas, um discurso incoerente e a leitura errónea ou dúbia do que se projecta (e.g.: slides do powerpoint).  Das melhores apresentações que já vi, até hoje, nem sequer havia projector. Apenas o "flipchart" em conjugação com o quadro branco. Defendo a utilização de um dos dois. São os que mais uso. Em auditórios, sem dúvida que recorro ao projector, mas apenas e só com tópicos elencados nos slides. Outra coisa que detesto, é falar sentado. Privilegio o andar pela sala. Mostrar dinamismo. E sempre com a ajuda do ponteiro laser.

Para terminar, não podia deixar de referir um marco importante, em que pude aprender algumas técnicas de exposição em público. Curso de formação de formadores. A forma de como deve ser feita a abordagem do público. Saber ler o público em sala. O praticar da "escuta activa". O reforçar positivamente as ideias e sugestões. O estímulo das questões...são tudo técnicas que se discutem e aprendem neste tipo de formação ad hoc. E que acho que toda a gente devia pensar em fazer. Para evitar fazer figuras tristes.

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