sexta-feira, dezembro 02, 2011

Ficar sem emprego

Já são muitos os casos de pessoas que tenho conhecido e que têm a infelicidade de ter ficado sem emprego nos últimos tempos. Não vou aqui, e à semelhança do que já terão dito tantas outras pessoas, dizer que é uma infelicidade e que melhores dias virão. Acho escusado. Quem está nesta situação já sabe disso. Melhor do que ninguém.

Há contudo algumas sugestões que posso fazer. Em primeiro lugar, não esmorecer ou baixar os braços. É o pior que pode ser feito. Naturalmente que não espero que apeteça ir dançar a alguém que tenha ficado sem emprego, mas é importante saber avaliar as coisas de cabeça fria. Aqui reside uma das formas para se poder "dar a volta por cima". Saber avaliar a situação e porque não, definir numa singela folha de papel as qualidades pessoais e as fraquezas (numa coluna) e numa outra coluna os locais ou empregos onde gostaria de trabalhar. Não há impossibilidades. Há oportunidades que podem ser criadas. Ou não. Mas é necessário que se tente.

Em segundo lugar, a questão da forma como usualmente se concorre a uma determinada vaga. Contrariamente ao que muita gente possa pensar, por vezes, os anúncios de emprego que aparecem nos jornais ou nos sites dedicados são meramente ilusórios. Ou seja, determinada empresa quer sondar o mercado e ver quantos profissionais concorrem para determinada vaga. Publica o anúncio e fica com os currículos desses candidatos em base de dados. É uma prática comum e não tem necessidade de custear os serviços de empresas dedicadas a este tipo tipo de serviço (e.g.: recrutamento ou head hunting). Por forma a validar quão fidedigno será um determinado anúncio, uma sugestão que faço, é que quem procura emprego não se limite a ficar sentado em frente a um computador, a enviar currículos por e-mail. Ou a enviar os mesmos por carta. Isso não resolve nada. E cai no esquecimento. Entre dezenas, centenas de outras candidaturas.

Um Director de Recursos Humanos ou alguém com capacidade de decisão, numa empresa de renome, recebe por dia dezenas (ou centenas) de candidaturas espontâneas. Assim sendo, importa marcar a diferença. Uma forma de o fazer é tentar perceber quem é o responsável pelo processo de recrutamento de novos colaboradores. Tipicamente um Director de Recursos Humanos. Sem dúvida alguma que será uma pessoa com uma agenda carregadíssima e envolvido em 10 processos de recrutamento que decorrem em simultâneo. Mas é a "pessoa chave". É importante chegar até esta pessoa e marcar uma reunião. Nesta reunião entrega-se o currículo em mão e o tal responsável fica logo a perceber que há aqui uma atitude, uma postura. Vontade de vencer. Isso conta, marca pontos.

O presente momento poderá parecer eternamente complicado e demorado. Mas é a realidade actual e em todo o mundo. Assiste-se a uma crise económica sem paralelo nos últimos 30 anos. Os investidores estão há coisa de 5 anos sem investir, na expectativa de que melhores dias virão. E o que se constata é que há cada vez mais medo em fazê-lo. Principalmente na Comunidade Europeia (CE), onde todos os dias se constata que há mais um país com uma economia frágil e disparam os alarmes em Bruxelas. Como consequência, as empresas nacionais, aquelas que ainda se conseguem manter no activo, preferem apostar no que já têm, do que estar a sobrecarregar os custos de estrutura (custos fixos). É jogar pelo seguro, manter os postos de trabalho existentes e não alimentar expectativas de novas contratações que podem sair goradas num breve espaço de tempo. Por esta razão entendo que podem ser abraçadas oportunidades de emprego imediatas e com um carácter temporário. Assiste-se por exemplo a uma oferta de emprego expressiva na actividade comercial ou prestação de serviços. Sendo que em alguns casos à remuneração está indexado um plano comissional, poderá ser uma solução de recurso simpática. Dentro do possível, claro.

Mais uma vez refiro aqui neste espaço que é importante que sejam dados sinais de confiança aos investidores. Só assim poderá ter lugar o estímulo e incentivo ao investimento nacional (e internacional em Portugal). E só assim será possível a criação de mais postos de trabalho. É esse o caminho.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Um dos piores infortunios dos dias de hoje é realmente o desemprego. Ou és filho de pais ricos e tens uma fortuna consideravel que te mantem, ou necessitas de trabalhar para fazer face ao dia a dia.
O sentimento de unitilidade é avassalador, pode mesmo levar ao desespero, frustração e depressão.
Considero-me uma lutadora, para mim desemprego é morrer... viver sem fazer puto, não está nos meus padrões de vida.
Já lá vão 17 empregos desde que comecei a trabalhar em 2000, sou muito versatil, activa e polivalente. Sei fazer de tudo um pouco!!!
Mas também já senti na pele o infortunio do desemprego.
Tinha uma larga carreira pela frente na banca, quando em Dezembro de 2008 não me renovaram o contrato. Fiquei de rastos e acreditei que ia desesperar.
Durante 15 meses não trabalhei, estava inscrita no centro de emprego, fazia as visitas quinzenais para apresentação da procura de emprego. Diáriamente respondia a anuncios, poucas ou nenhumas entrevistas tive durante 15 meses.
Mas estava bem... porque resolvi dar um rumo á minha vida quando perdi o emprego. Resolvi ser mãe.
No dia 30 de Novembro foi o meu ultimo dia de trabalho e no dia 5 de Dezembro estava o IVI(Instituto Valenciano de Fertilidade).
Demorei 2 meses a ficar grávida, logo a minha gravidez foi passada em casa a descansar. Desempregada mas feliz!
Quando o filhote fez 4 meses aí sim era necessário trabalhar e lá fui eu á luta...
beijo
Cati