segunda-feira, dezembro 05, 2011

Futuro da Europa

Os últimos tempos têm sido conturbados. Para quem como a Alemanha e a França querem de alguma forma fazer com que haja prosperidade e dinamismo na economia do bloco europeu, o cenário com o qual se têm deparado é negro e cada vez mais complicado de gerir.

Em primeiro lugar, porque se começa a notar algum tipo de "travão" na disponibilização de verba para ajudar os países mais carenciados, por parte dos países que efectivamente têm capacidade para o fazer, nomeadamente os dois que refiro acima. A situação preocupante fala por si: Irlanda, Grécia, Portugal e mais recentemente a Itália. Veremos ver como se consegue desenvencilhar este último país, mas para já, é bom ter sido efectuado o auto- reconhecimento da  necessária implementação das incontornáveis medidas de austeridade. Tal como tem vindo a acontecer por cá.

Em segundo lugar, a reacção dos contribuintes. Se na Irlanda, Portugal e Itália me parece que houve uma interiorização e consciencialização por parte de quem paga impostos de que tempos difíceis se avizinham, já na Grécia as coisas não foram assim. Sucessivas greves e paralisações, motins e formas de contestação erradas, que, na minha opinião, e como aqui no blogue já disse, neste momento são erradas. Basicamente, poderá estar em causa a concessão de mais tranches de ajuda monetária, assim a Grécia não evidencie a consecução dos objectivos a que se propôs, para que já lhe tivessem sido atribuídas 2 ou 3 tranches de ajuda monetária (ou balões de oxigénio) num passado recente.

Em terceiro e último lugar, é mais que certa a radicalização do discurso e o endurecimento das sanções para os países incumpridores. Concordo. Falando objectivamente de Portugal, foram muitos anos com o País a ser governado de forma displicente e irresponsável. Jamais um país com uma economia pouco pujante como é a economia portuguesa poderia ter permitido que fossem construídos 11 (onze) estádios de futebol por ocasião de um evento futebolístico. Que seria se porventura regressasse a Fórmula 1 a Portugal...seria construído um autódromo (que como se imagina obedece a uma série de requisitos de segurança - tornando o projecto muito oneroso)... 

Basta ver o tempo perdido com "trocas de galhardetes" por altura dos debates da Assembleia da República. É errado. Da mesma forma que é errada a forma como é feita por cá a Oposição. Quando deveria haver um debate construtivo e no sentido de encontrar soluções para o País, é por isso que os deputados são eleitos (e pagos), prefere-se definir uma atribuição de culpas da situação actual. Que como se sabe alterna entre os dois maiores partidos políticos de Portugal.

Quando há um ex-Primeiro Ministro que diz que querer pagar a dívida é coisa de criança, preocupo-me. Da mesma forma que me preocupa o mesmo ex-político ter dito que as dívidas não se pagam. São para ser geridas. Há uns dias atrás fui almoçar e na altura de pagar, percebi que não tinha a carteira comigo. Podia ter pago passados uns dias, até porque vou a este restaurante quase diariamente. Fui buscar a carteira, fiz 4 vezes o mesmo percurso, mas a dívida foi paga volvidos 3 minutos. Quando o dono do restaurante me viu de volta, disse logo que não era necessário e que podia ter pago depois. Apenas que lhe disse que as boas contas fazem os bons amigos. Tomara que tivesse sido posta em prática desde sempre disciplinada política económica em Portugal, ao invés de permitir que a banca estimulasse o endividamento familiar durante décadas. Como se sabe e é conhecida. 

Agora é necessário mudar mentalidades e hábitos que como é sabido é o mais complicado.

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