sábado, dezembro 24, 2011

Reencontro

Os momentos de reencontro são para mim momentos únicos. Para o bem e para o mal. Em algumas situações, e por via de troca de agendas telefónicas ou mesmo de telefones, perde-se o rasto a alguém. E quando acontece o reencontro é como se o mundo começasse de novo.

Como referi anteriormente, há reencontros bons e reencontros maus. Os bons reencontros são aqueles que acabo de exemplificar. Por algum motivo perdeu-se o contacto com alguém, e algum tempo mais tarde encontra-se de novo essa pessoa. Acontece-me frequentemente. Aqueles colegas de faculdade com quem me relacionava mais, antigos colegas de outros empregos, professores, antigos vizinhos, enfim, uma série de exemplos. De bons exemplos de reencontros. Também acontece que nunca sei muito bem o que dizer nestas situações. O normal e habitual cumprimento. A clássica questão do que tem feito neste tempo em que não nos vimos (esperando que seja uma resposta longa e que o(a) interlocutor(a) conduza o resto da conversa) e depois...acaba-se o tema. É um problema de fundo. E sorrimos um para o outro anuindo de forma condescendente e paternal.

Nos maus reencontros acontece o inverso. Imagine-se a situação de ter acabado de abastecer de combustível o carro. Ou estar numa fila do supermercado. E de repente, olhar-se para quem temos à nossa frente e vermos que é o(a) nosso(a) antigo(a) colega com quem discutimos há uns meses / anos atrás. Ou um(a) "ex". Esta situação então é do melhor. Não há nada melhor que ter o(a) ex com o(a) respectivo(a) e actual companheiro(a). Estar ali, parado numa fila (sem ter por onde fugir sem dar parte de fraco) e ter uma desses casos incómodos à frente. Melhor só mesmo ir à secção do azeite, abrir uma garrafa e despejar em cima de nós.

Há coisas do diabo..

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