quinta-feira, dezembro 22, 2011

Respeitar o Espaço

Respeitar o espaço, na minha opinião, é sem dúvida uma das variáveis que contribui de forma decisiva para que uma relação afectiva / amizade perdure: Semanas, meses ou anos. 

Se no início de qualquer relação, seja de que tipo fôr, é muito bonito dizer-se que se respeita o espaço e individualidade do outro lado, é na prática (e com a ajuda do factor tempo) que as coisas se confirmam  na realidade e se são assim ou se é treta. Na maior parte das vezes, e infelizmente, é treta. Complicado? Muito.

Não há uma fórmula cientificamente comprovada para dar a volta a este problema que aflige tantos casais ou relacionamentos de amizade. Acima de tudo, e remetendo o leitor para um dos meus textos sobre o "Diálogo" (Maio/2010), acho que é necessário que haja uma partilha sobre limites em que cada um se sente confortável. Zonas de conforto, se preferirem. A minha zona de conforto não é necessariamente igual à zona de conforto de uma pessoa com quem gosto de falar e debater assuntos relacionados com o todo-o-terreno ou de alguém que prezo e estimo e a quem ligo para saber como correu o dia. Ou seja, por outras palavras, os "timings", a regularidade de contacto e a forma como são encetados os mesmos poderão conduzir a sensações de desconforto e de incomodidade que podem ser evitadas assim haja uma discussão aberta, frontal e adulta sobre limites individuais.

Não tanto numa relação de amizade, mas mais numa relação afectiva, com muita frequência os limites são desrespeitados. Por vezes involuntariamente. Na expectativa de se querer estar "presente", mimar ou agradar..o resultado consegue ser pior. É certo que a sensação de desconforto até é justificada. Vejamos. Há histórico de relacionamentos afectivos anteriores que não resultaram e que, por exemplo, uma das partes nunca aceitou o final. Consequentemente, há casos de perseguição, de ameaças, etc. Coisas más e que não matam (em alguns casos), mas moem.

Até que aparece uma pessoa nova. A insistência de um contacto desta pessoa, numa tentativa de mostrar interesse, e sem que tenha havido tempo para a outra pessoa "enterrar os esqueletos que tem no armário", pode ser como consequência reacções intempestivas e violentas. Não personificadas, é certo, mas que carecem de entendimento e acima de tudo, percepção que é necessário respeitar o espaço. E o tempo.

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