domingo, dezembro 18, 2011

Zangam-se as comadres....

...sabem-se as verdades. Mais um adágio popular que cada vez tem mais aplicabilidade. Um pequeno exemplo do quão aplicável é o mesmo, é nem mais nem menos que o exemplo da alternância do poder (Governo) que acontece em Portugal e a consequente oposição que passa a ser feita pelo partido demissionário.

O exemplo que avancei tem muita razão de ser. Senão vejamos. Ninguém, quero eu acreditar, em consciência, acredita que os calotes financeiros que têm vindo a ser conhecidos não o eram no Governo anterior. Não acredito que haja alguém tão ingénuo e que pense dessa forma. Ou que os escândalos todos que têm envolvido políticos no activo (e outros que não estão no activo) eram desconhecidos. Não eram. Nada do que tem vindo a ser ultimamente conhecido era desconhecido. É tudo uma questão de gestão do timing para que algumas notícias venham a lume.
Aqui reside outro aspecto interessante. O saber "domar" a opinião pública. E gerir os tais timings das notícias. Há poucos dias, um candidato presidencial norte americano saiu da corrida à Presidência, por terem sido descobertas as suas "escapadelas" ou "facadas" matrimoniais. Sim, plural, mais que uma. É que uma escapadela, ainda vá que não vá, e o povo americano ainda perdoa. Agora..todas as semanas vir a público uma nova história...é demais. Achou o candidato que era melhor sair de cena. Também acho que foi o melhor que fez. 

Em política, dizia-me um amigo há uns anos atrás, vale tudo. Tudo é tudo. E há muita gente com "o rabo preso". Da mesma forma que há outras pessoas que são pagas para fazer o trabalho de "sapa" que não é mais que ir para o terreno e descobrir tudo de alguém. Até as suas rotinas. Se cá já vem sendo hábito, imagine-se nos EUA onde tudo e mais alguma coisa acontece.

Fico um bocado grande chateado com tudo isto. É preciso esperar pelas eleições para que os podres de um determinado Governo sejam conhecidos. É nessa altura concreta que aparecem aqueles segredos mirabolantes e que nunca ninguém gosta que sejam conhecidos e pelo facto de significarem menos votos.

As comadres deviam zangar-se mais vezes durante a legislatura e não só no final da mesma.

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