domingo, fevereiro 05, 2012

A abolição do Carnaval

MardiGrasPaull1897Cover.jpgSem dúvida alguma uma das melhores notícias de 2012. Não podia concordar mais com esta medida. Aliás, trata-se de uma medida impopular e que, a acontecer em plena campanha eleitoral poderia naturalmente ter custado alguns milhares de votos aos candidatos. Os votos dos foliões, pois claro. 
Confesso que tenho memória de mamute para algumas coisas. Não me consigo abstrair do que sucedeu o ano passado. Avivo a memória para quem está esquecido.Por esta altura, o ano passado, e quando a equipa da "troika" mergulhada nos "dossiers quentes" do meu Portugal, os meus conterrâneos celebravam de forma animada e despreocupada o tão clássico Carnaval. Haja alegria e boa disposição. Sempre foi assim e sempre continuará a ser. Para quê preocupar-me se já está tanta gente preocupada? Isto aplica-se a todo e qualquer domínio que se possa imaginar. 

Empreguei bem o tempo verbal. Celebravam. Não celebrarão mais. Acabou. Infelizmente para eles e felizmente para mim e para pessoas que tal como eu são responsáveis, pagam impostos e não têm para si feriado é sinónimo de não produtividade. E se existe por cá. Mas é importante efectuar uma correcção..Até se pode continuar a celebrar o Carnaval. Mas recorrendo a dias de férias ou com colocando-se a jeito para uma redonda falta ao serviço. Pessoalmente, creio que quem é verdadeiramente folião optará por meter uns dias de férias. Ou não. Parece que os dias de férias também vão diminuir...

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação da Semana Santa pela Igreja Católica e celebrando os 40 dias que antecedem a Quaresma. Quer uma celebração, quer outra (Páscoa), são celebrações religiosas. Mais uma vez questiono o porquê dos ateus (durante o restante ano) celebrarem mascarados (ainda por cima) esta festividade religiosa que é o Carnaval. A mesma análise aplico aos ateus que celebram o Natal. Mas já falei sobre isso e não me quero repetir.
Diz-me quem eu questiono sobre estas minhas questões existenciais que são costumes enraizados na nossa sociedade. Costumo perguntar se porventura se vingará o costume de passar a abastecer de combustível um dos carros lá de casa. Sem roupa. Será que os outros Clientes acharão piada à ideia e seguirão esta minha excelente e inédita ideia? Veremos. 
Estas teorias "peregrinas" acerca dos costumes deve ser seguido...nunca me convenceram. Nada mesmo. E acabo de dar um exemplo de como os costumes podem ser implementados.

Por outro lado, há a questão do turismo. Há localidades cujas economias "vivem" desta época: Torres Vedras, Sines, Figueira da Foz, Ofir, Loulé, Açores e Madeira. Lembrei-me assim de repente destes exemplos. É claro que estas localidades não vivem exclusivamente desta altura particular do ano. Mas reconheço que é um fenómeno regular (anual) com uma importância significativa nas suas economias ao nível particular / local. 
Discordo da forma de contestação encontrada pelos autarcas e que passa pela realização das festas à revelia e contrariando o deliberado pela Tutela. Ou seja, a concessão de tolerância de ponto. Enquanto os demais portugueses não gozam do feriado e vão trabalhar, por forma a poder contribuir com mais um dia de trabalho para que o País saia do marasmo económico em que se encontram, outros portugueses (os de primeira) vão bailar mascarados. Não faz sentido e revela que estes mesmos autarcas que defendem a não divisão do País em regiões...acabam por agir de forma autónoma e diria mesmo ofensiva para com o Governo da República. Mas quando calha pedir dinheiro...é sempre "ao mesmo". Como aconteceu recentemente com um digníssimo representante do arquipélago das bananas.
Fico feliz pelo facto de alguém com coragem ter abolido o feriado de Carnaval.

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