domingo, fevereiro 12, 2012

Serial Killers

Também conhecidos como assassinos em série (se bem que esta terminologia anglo-saxónica seja de difícil tradução para a língua de Camões)..mas vamos aceitar como sendo o mais próximo. 

Há um anos atrás li um livro sobre este grupo de pessoas. E também de outras (mass killers). A "conversa" para ambos os grupos é quase a mesma e o objecto de prazer, em ambos os casos é similar - prazer de matar. Creio que já referi num qualquer texto passado que me assusta (e faz pensar) a questão de haver uma vida humana num segundo e no outro já não existir. Sendo que nestes casos ser uma bala alojada no coração ou no cérebro que contribui para esta comutação de estados. Entre a vida e a morte.

Perdoem-me os puritanos, mas achei interessante o estudo científico das mentes destas pessoas. Por exemplo, o facto de alguns destes assassinos "brincarem" com as autoridades policiais. Chegam ao ponto de serem capturados quando....querem, disponibilizando previamente as pistas que entendem necessárias e suficientes para tal. Pois é. São indivíduos que não raro têm associado um coeficiente de inteligência (Q.I) superior à média. Quero com isto dizer que, conseguem, com relativa facilidade, antever o que o "comum mortal" poderá pensar e agir em consonância com isso mesmo. E ainda conseguem retirar daqui algum prazer.

Foi noticiado há poucos dias um triplo homicídio por cá. Sim, em Portugal. País de brandos costumes e nada habituado a estes acontecimentos (triviais em terras norte-americanas). A justificação avançada pelo "nosso" homicida, bancário de profissão, e em tribunal, quando questionado acerca das razões que o levaram a cometer tal acto, prenderam-se com o facto de querer proteger a família da actual crise económica. Tenho de confessar que fiquei assustado. Se todos pensarmos assim....não será complicado perceber um aumento exponencial da taxa de homicídios por cá. Já nem falando da Grécia, país que nesta linha de pensamento desaparece sumariamente do "velho Continente"...

Vaga de Frio 2012

Feliz ou infelizmente, posso informar que já experimentei algumas vagas de frio ao longo da minha existência. Uma delas, e eventualmente uma das mais marcantes, foi em Paris, há coisa de sensivelmente 7 ou 8 anos a esta parte. Juntamente com um "extrazito" da chuva. Temperaturas exteriores a rondar os 0º C e chuva forte. E incessante. Nada melhor para calcorrear a capital de francesa.

A actual vaga de frio não é inédita por cá. Trata-se de mais uma passagem pelo País de frentes polares. Noutros países, como no caso da República Checa, as temperaturas mínimas chegam a atingir os -40ºC. Se com as temperaturas que por cá se registam já é notório um consumo muito superior de energia (e.g.: caloríficos a gás, caloríficos eléctricos, etc.) penso o que aconteceria com temperaturas mais extremadas. Aliás, talvez não consiga efectuar este exercício...

Posso adiantar que com esta actual vaga de frio, quando saio de casa às 0600H para dar a volta com o meu Paco, custa-me não raro respirar, sinto também as extremidades do corpo "em pedra" e a caixa craniana a comprimir enormemente o meu cérebro. Que seria com temperaturas mais baixas...

Por outro lado, creio que muitas pessoas não sabem vestir-se para este tipo de temperaturas. Habituadas a um País com temperaturas amenas, claro. Daí a proliferação das constipações. Há também muita falta de informação para as pessoas. Creio que não basta informar que os País está em "alerta amarelo" ou "alerta laranja". Da mesma forma que, contínua, incessante e irritantemente é passado na televisão o anúncio da "televisão digital terrestre" (e que tem associada a aquisição de um descodificador - mais um custo), neste momento crítico deveria ser informada a melhor forma de combate à vaga de frio. Também repetidamente e enquanto perdurassem estas temperaturas. Afinal, um "sem-abrigo-que-fique-em-casa" (como disse uma erudita francófona) pode escolher por não assistir à novela brasileira no seu televisor a plasma....mas não pode naturalmente escolher em aumentar as temperaturas exteriores. Infelizmente.

Para terminar, gostava de mais uma vez, partilhar algo que me foi transmitido ainda na faculdade há alguns anos: " O clima global experimenta mudanças profundas. As temperaturas exteriores aproximam-se dos extremos: Verões mais quentes e áridos e Invernos mais frios e chuvosos". Além de uma completa desregulação das estações do ano..E não é que é verdade? Temos dias chuvosos e frios em Agosto e dias de Verão em Fevereiro....

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