domingo, março 04, 2012

Desemprego há mais de 6 meses

Infelizmente tenho vindo a "cruzar-me" com várias pessoas desempregadas. E a situação tende a agravar. Das últimas notícias que ouvi (peças televisivas), o número de 14% para população activa sem emprego é já avançado pelo nosso Primeiro Ministro e avançam os orgãos de comunicação social que não será um número assim tão diferente daquele que se verifica na Grécia. O que naturalmente dá que pensar.

Nunca fui, não sou e não me parece que alguma vez venha a ser uma pessoa que dramatize desnecessariamente os cenários. Não faz parte do meu carácter. Pauto a minha vida pelo positivismo, e em vários episódios (recentes) que já experimentei, tentei em todos eles, encará-los com o necessário positivismo. Acima de tudo transmitindo segurança, determinação e a confiança de uma solução breve.

Já aqui recomendei em tempos a quem não tem emprego que deve ficar em casa à espera que liguem ou lhe enviem um e-mail a convidá-lo(a) para trabalhar. Nunca tal aconteceu. Defendo em alternativa a proactividade. É importante que quem recebe um currículo saiba que há uma pessoa que lho está a  enviar. E como? Entregando o currículo em mão. Primeira recomendação. Faz toda a diferença. Acreditem que o(a) responsável pelos Recursos Humanos recebe diariamente centenas de currículos. Nos dias que correm, naturalmente que receberá mais ainda. Importa pois, marcar a diferença. E tal possível com um pedido de reunião com o(a) tal responsável. É o primeiro passo.

A minha segunda recomendação tem que ver com a inscrição no centro de emprego mais próximo. Muita gente com quem falo diz-me que não vale a pena perder tempo com isso, que é tempo perdido porque há filas enormes desde madrugada além de não dar em nada. Não posso discordar mais. A inscrição nestes locais (representações Estatais), é importante porque permite ao Governo aferir o quão dramática é a realidade de algumas pessoas e garante igualmente uma análise mais fina da percentagem de pessoas sem emprego. São números importantes e que a jusante possibilitarão uma acção específica por parte de quem toma conta do País.  Por outro lado, é viabilizado o complemento à formação do indivíduo. Ou seja, por outras palavras, tenho conhecimento que há sessões de formação organizadas para pessoas sem emprego e onde eventualmente poderá ser encontrado algum conforto psíquico, na medida em que se percebe que não se está sozinho(a). Poderá eventualmente ser um meio de encontrar a paz de espírito que tanta gente começa a não ter.

A terceira e última recomendação alude para algo que hoje em dia dá pelo nome de "engenharia financeira". Em linguagem comum, cortar na despesa. Delicio-me (com todo o respeito) com desempregados que são entrevistados na televisão e estão de cigarro na mão. Ou que continuam a sair todos os finais de semana. Ou que mantêm casas e carros que têm associadas prestações elevadas. Não faz sentido. Têm dinheiro para tudo isto - mantendo um determinado nível de vida - e depois "choram" dizendo que não têm dinheiro para comer e que está tudo caro? É importante que com algum "distância" e muita sensatez seja avaliado o desafogo monetário individual e seja tentada alguma futurologia e sejam feitos cortes imediatos naqueles custos que são dispensáveis (e.g.: tabaco, saídas à noite, etc.). É imperioso que tal aconteça. Nota: Quanto ao tabaco, posso dizer por experiência própria que é tudo uma questão de força de vontade, mental. Fumei durante 16 ou 17 anos anos e deixei de o fazer de um dia para o outro. Desde há 3 anos. E nunca mais tive vontade de fumar. Se custou? Não mais que tirar pedras de alcatrão da palma de uma mão como infelizmente já tive de fazer. E o mesmo se aplica por exemplo à avaliação adulta da necessidade de se viver num T4 quando se pode viver num T2...e assim ser possível renegociar a dívida com o banco. Entre outros tantos exemplos...

Boa sorte e força para os piores dias que estão para vir...

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