domingo, maio 06, 2012

Uma das minhas queridas primas convidou-me a mim (sim, a mim), para começar a correr com ela. Adianto desde já que me senti verdadeiramente lisonjeado pelo facto da minha prima se ter lembrado aqui do escriba. Resta saber o porquê dessa lembrança. Mas quase que aposto que se deve ao facto de não querer ir sozinha (lógico), mas também pelo facto de todas as amigas morarem longe. E o facto de eu morar perto.

É claro que sendo minha prima direita o convite tem outro "pêso". Aliás, desconfio que sabia que a probabilidade de lhe dizer "não" era reduzida ou nula. Afinal trata-se do pedido de uma prima. Não é vindo de qualquer pessoa. E resolvi aceder. Mais a mais era de exercício físico que se tratava. E claro...mal não faz, certo?

Como em tantas outras coisas, foi quando desliguei o telefone que realizei o que tinha feito. Correr sem ter necessidade de o fazer. Onde já se viu? Sem ser para amparar o carro que me esqueci de travar. Sim, também já me aconteceu... Sem ser para apanhar o autocarro que já fechou as portas. Quantas e quantas vezes...Sem ser para ir para a sala de embarque de um desses aeroportos cujo tamanho equivale a 10 estádios de futebol. E com a minha sorte, tenho de calcorrear, de "ponta-a-ponta" para ir apanhar o avião. Mas não se tratava de nenhuma dessas situações.

Das últimas vezes que corri.... senti coisas que nunca tinha sentido. Estranhas. A zona dos gémeos parecia que estava a ser esfaqueada com um cutelo do talho do Sr. Jorge. E que os cortes eram regados com álcool etílico logo o seguir. Vários passos em falso, trôpego, como se fosse cair e depois ganhasse amparo numa qualquer muleta invisível. Um espectáculo giro de se ver, portanto. E certamente para gáudio de muita gente que deverá naturalmente ter pensado quem era aquele tipo que corria de forma tão curiosa. Já para não falar da respiração. Descompassada. Arritmada e claro, em menos de nada, dá lugar à hiperventilação. Como não podia deixar de ser. Isto tudo em 20 metros de corrida. Bem sei que se trata de um espectáculo que não destoaria nada num alinhamento circense...mas é a minha realidade. E tenho de ser respeitado como tal.

Longe vai o tempo em que gostava de correr. Muito. Quando era miúdo, já lá vão umas valentes décadas. Com o tempo (e o inevitável aumento de pêso), deixei de sentir o chamamento para ir correr. Ou por outra, de deixar de fazer figuras tristes como aquelas que referi acima.

Vamos ver como correm este novo desafio lançado pela minha prima. Ou se não a ultrapasso logo...a rebolar!

1 comentário:

Anónimo disse...

Até pode rebolar na primeira mas mais tarde ou mais cedo vai "acertar passo"! O importante é não desistir! O exercício físico tem muitos benefícios, entre eles aliviar o stress causado pela rotina! Boa sorte!