domingo, maio 13, 2012

Este ano fui duas vezes à tão conhecida Feira do Livro de Lisboa. 82ª edição, se não estou em erro, sendo que já lá vou há muitos anos. Se não estou em erro, nunca falhei uma edição, o que me dá algum conhecimento de causa para avaliar a edição da Feira do Livro de 2012.

O saldo, comparativamente a edições anteriores, é infelizmente, e no meu entender, negativo. Menos "stands"e mais gente. Outra coisa não seria de esperar. As editoras deixam ver este tipo de evento como uma oportunidade agradável para escoar edições de livros a "preços de feira", ou seja, preços mais "em conta". Por outro lado, e à semelhança de outros anos, a Feira do Livro acaba por ter lugar sempre no mesmo lugar, no Parque Eduardo VII, bem no coração da nossa querida cidade de Lisboa e desenvolvendo-se desde a rotunda do Marquês de Pombal até ao topo do Parque Eduardo VII. Ou seja, convidativa a uns longos a prazeirosos passeios pós-jantar. Gosto. Eu e todos os portugueses do meu Portugal. O que como já se vê, provoca aquela típica moldura humana típica que não raro resulta em encontrões, pedidos de licença para passar, etc..

Quem como eu conhece bem a Feira do Livro estabelece rapidamente paralelismos com edições de anos anteriores, e depreende que só os grandes grupos livreiros têm capacidade financeira para montar "stands". E claro, interesse. Estamos a falar de grandes grupos livreiros que actualmente congregam várias editoras, que no passado foram independentes. E curiosidade..este ano a feira desenvolveu-se até....metade do Parque Eduardo VII. Quando há alguns anos me recordo que chegava ao topo superior do Parque com "os bofes de fora". Não só porque havia muitos mais "stands", bem como....a Feira acontecia mais tarde. E explico o porquê desta nota.

Este ano a Feira do Livro aconteceu muito mais cedo. Isto fez-me uma confusão imensa. Não estava mentalmente preparado para ir à Feira no início de Maio. Não faz sentido. Sempre, sempre, sempre...fui à Feira do Livro em meados de...Junho. Posso adiantar que era usual, em edições de anos anteriores, a dada altura, comer uma fartura e sentir o cheiro a sardinhas assadas no ar. Ou ver e sentir o aroma característico de uma ou outra banca de manjericos (na medida em que estava próximo o S. António). E este ano nada. Uma "roulotte" das "Farturas Otário", duas outras com "Farturas à Scalabitano" e dois barracas da ginjinha de Óbidos. Nota: Confesso que nestas barracas tive de parar para "virar" duas ginjas. Uma em cada uma delas. Para ver se a ginja "era da boa"...

O que é certo é que estou lá todos os anos. Mesmo a dizer mal. Mesmo com menos "stands". E com a realização do evento cada vez mais cedo...

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