domingo, maio 27, 2012

Há "algo" que entendo ser muito importante e que varia de pessoa para pessoa. As "experiências de vida". Que podem ser boas ou más, mas que não deixam de ser isso mesmo, experiências de vida.

Cada um de nós terá a sua experiência ou percurso de vida. Um "trilho" marcado por eventos que nos fizeram crescer enquanto pessoas, que nos deram "calo" para conseguir enfrentar as adversidades e/ou nos permitem obter uma leitura diferente das pessoas que nos rodeiam. Basta utilizar a informação disponível para o que quisermos. Tudo isto proporciona que "no final do dia" as pessoas sejam como um todo, um "ser" constituído por pequenas ou grandes experiências que contribuíram para o molde da sua personalidade e do seu feitio.

Quando se vivencia uma série de experiências atípicas (boas ou más) num curto espaço de tempo (intervalos de tempo - idade - relativamente curtos), passa-se a relativizar as coisas. O que quero dizer? Passo a explicar. Ponha-se de parte aquele "segmento" de vida em que não se consegue manter a cabeça direita, em que se passa da posição horizontal para o gatinhar (e daqui para a posição vertical) e onde não é possível estabelecer uma comunicação fluída. A menos que o(a) interlocutor(a) também palre. Ou seja, elimine-se ou não se tenha em linha de conta o período de tempo de que não há memória. Ou que não é traduzido em experiências memoriáveis.

O "segmento" imediatamente seguinte a este é importante. O infantil. As memórias começam a ser criadas e em menos de nada é possível gravá-las (ou não) no subconsciente. Para todo o sempre ou durante um período de tempo tido como importante (após o qual serão apagadas para sempre - memória selectiva). Estas memórias são aquelas são as primeiras de que há memória e sim, são estas que na minha opinião, e de forma pioneira, ajudam a compreender determinados traços de personalidade tornados evidentes muitas décadas mais tarde. O mesmo raciocínio se aplicará às fases de vida subsequentes: infantil/juvenil, juvenil/pré-adulto e pré-adulto/adulto. Cada um dos períodos inegavelmente "rico" em episódios que por alguma razão marcaram a pessoa.

Como seria de esperar, são vários episódios que tenho para contar. Para a troca. Situações que vivi ao longo dos anos e ficaram gravadas para sempre na minha memória. Não acho correcta a "comparação" de vivências com outras pessoas, até porque cada pessoa tem o seu percurso de vida. Mas sim. Há experiências análogas e poderá ser debatida a forma como em determinada altura foram encaradas. E vividas. Mas mais que isso não... Até porque esses momentos têm de ser necessariamente enquadrados num todo que é a personalidade da pessoa.

Uma coisa que aprendi nos últimos anos chama-se "relativização" das coisas. Ou seja, aquilo que no passado me tiraria o sono...hoje em dia não tira. Resumidamente, trata-se de gerir a "importância" de determinado episódio no meu percurso e tendo em consideração o curto, médio e longo prazo. 

Acredite-se ou não, por mim, tenho aprendido imenso. E a dar muita importância à máxima "Não mata mas moi". Mas sempre, sempre tirando lições de vida. Que no final...é o que interessa.

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