domingo, junho 24, 2012

Mais uma vez um tema que tem o dom de me deixar à beira de um acidente vascular cerebral - desmarcar um compromisso.

Não consigo perceber muito bem o porquê de algumas pessoas não terem o bom senso de, com tempo, desmarcar um encontro ou compromisso ou programa. Porquê o "com tempo"? Porque as outras pessoas com quem se comprometeram também têm vida própria. Também têm (ou podem ter) solicitações. E eventualmente não respondem / aceitam essas suas solicitações por respeito a compromissos anteriormente assumidos com alguém. O que me leva a pensar se será esse mesmo respeito com o qual não se justificam as desmarcações de alguns programas / compromissos. 

Pior que não dizer nada (o que poderá levar a que alguém assuma que não há nada combinada e reprogramar a sua vida) é alguém ter a "distinta lata" de desmarcar em cima da hora. Azares e imprevistos acontecem a qualquer um. Mas...deixei de dar este tipo de benesse. 

Acabou. As regras mudaram, e agora, só me fazem uma. Basta uma vez. Combinação que não é desmarcada atempadamente ou mesmo justificada, dá azo a deixar de ter disponibilidade para combinar o que quer que seja essa pessoa. Talvez assim aprendam a respeitar o próximo.

domingo, junho 17, 2012

Desde há uns dias a esta parte que há uma greve dos trabalhadores que recolhem o lixo aqui da zona. Pelo menos nesta zona da cidade onde habito. E o que faz com que o espectáculo dantesco de sacos de lixo espalhados pelo chão, misturados com outros detritos sólidos tenha passado a ser uma constante.

Há duas questões pertinentes que se me têm colocado. A primeira diz respeito ao facto de, se na rua das pessoas que como actividade profissional têm a recolha do lixo....se o mesmo também fica amontoado. Ou seja, se também haverá greve na recolha do lixo das ruas onde moram estes trabalhadores. Ou por outro lado, se na rua do Coordenador destas equipas se haverá um amontoado de detritos sólidos como há aqui na rua à porta de sua casa. A segunda questão é mais engraçada. Tem que ver com o facto de na altura do Natal estes trabalhadores virem cá bater à porta de casa a "pedir batatinhas", que é como quem diz, pedir uma "contribuiçãozita" para ajudar estes homens que recolhem o lixo. Pois bem, este ano serei eu mesmo a abrir a porta cá de casa. Vou passar o Novembro ou Dezembro à coca na janela para ver quando vêm cá os camaradas. Estou ansioso por esse momento. Para ouvir o porquê de ter de dar essa contribuição. Ouvirei pacientemente e no final, avivarei dos companheiros com a memória desta semana do inferno que presentemente vivo. E  informarei que a minha contribuição é feita para o Governo pelos canais próprios  e legais - através do pagamento dos impostos municipais.

Mais uma vez as greves. É pena que os grevistas não entendam o alcance de determinadas formas de luta. Destas em especial. E pior. É pena que quem "manda" seja conivente com este tipo de luta e, de alguma forma, abra mão de posições mais inflexíveis. Quem quer melhores condições de vida / remuneração num momento em que o País está à beira do colapso económico....só pode estar "noutra página" que não aquela em que estão (ou deviam estar) todas as pessoas responsáveis. Já aqui tive oportunidade de referir que "o presente momento" não é o indicado para re-negociação salarial. O empregador não tem forma de garantir alguns postos de trabalho e muito menos terá de conseguir uma engenharia financeira que permita um aumento salarial. E posições extremadas como a actual, que interfere com a saúde e bem-estar de pessoas que nada têm que ver com os salários...deviam ser exemplarmente sancionadas.

Enquanto os sindicatos "fincam o pé", as condições de salubridade deterioram-se. Com todos os perigos inerentes e que daí advêm para a saúde pública (e.g.: incremento potencial dos veículos / vectores transmissores de doenças como sejam os roedores, insectos vários, etc.). E em alguns casos, agudizando situações já de si débeis.

Ansiosamente aguardarei o desfecho desta novela. Mais uma. Portuguesa, pois então!

domingo, junho 10, 2012

Começou a loucura do campeonato europeu de futebol. Para alguém que, tal como eu, detesta futebol, trata-se de um suplício sem precedentes e que só tem uma data de fim - o tão desejado jogo da final.

Ao longo dos anos tenho vindo a expressar publicamente o meu ponto de vista relativamente aos jogadores de futebol. Não tenho dúvida alguma que serão pessoas excepcionalmente interessantes e de trato delicioso. E também não tenho dificuldade alguma em acreditar que todos (sem excepção) serão pessoas dotadas de um "dom" único - saber chutar "o esférico".

Devo ser a única pessoa à face do Planeta Terra que consegue lesionar-se ao chutar uma bola. É verdade. Há um ano e tal atrás era regularmente convidado pelos meus colegas para ir dar uns pontapés na bola. Embora não goste de jogar à bola (nem o saiba tampouco), sempre achei piada ao convívio e à oportunidade de chamar nomes aos meus colegas de equipa por não saberem "ler o jogo" ou por não passarem a bola para eu marcar golos lindos. Aparte das várias vezes que confundo as regras do futebol com as regras do "rugby" (quando em disputa de bola) as coisas até correm bem. Até esse fatídico dia. Tinha acabado de sair do balneário, devidamente equipado e cheio de moral. Aliás, tinha passado esse dia inteiro a judiar com os meus colegas da equipa adversária. Convém também salientar o facto de algumas das minhas colegas, que nunca tinham ido ver um jogo de futebol dos "machos" lá do sítio o terem feito nesse dia. E sim, foram. Assistiram ao espectáculo do escriba entrar em campo, pontapear a bola com toda a minha força e..cair. Não me foi possível jogar mais. Apenas e só 2 segundos. Lesão muscular. Foi o meu momento de glória.

Como já referi por diversas vezes, é uma temeridade um jogador de futebol auferir 400 vezes mais do que um bombeiro. Um apenas tem de se preocupar em colocar a bola na baliza adversária o outro tem de se preocupar em como irá salvar vidas humanas. E nestes últimos dias...o que mais se tem visto, é efectivamente a "mestria" de alguns europeus em colocar a bola na baliza. 

Que me recorde, não há reportagens sobre o trabalho dos profissionais da saúde ou dos soldados da paz. Entre outras tantas profissões que salvam vidas humanas. É pena.

Sem mais comentários.

domingo, junho 03, 2012

Conheci ao longo da minha curta vivência neste mundo,  algumas pessoas que tal como eu têm o dom de resolver problemas. Para enquadrar quem me segue neste humilde espaço, alguém que resolve problemas é, sem dúvida alguma, alguém que sabe, ou disfarça muitíssimo bem, saber o que fazer em determinado momento. É necessária maturidade, visão e naturalmente, uma "leitura" perfeita do problema. Quer seja no momento em que o mesmo surge, quer seja as consequências do mesmo no curto, médio e longo prazo. Se é um exercício complexo? Claro. Mas só as pessoas com alguma experiência de vida e acima de tudo despachadas conseguem fazê-lo.

Eu sou assim. Felizmente para os demais e infelizmente para mim. Porquê? Porque resolvo muitas vezes questões dos outros  e não fica tempo para resolver os meus próprios problemas. "Em casa de ferreiro espeto de pau", reza o adágio popular. Desde que me conheço sempre foi assim. Se há um "fogo" algures, alguém sabe que eu apago o mesmo. Não digo isto com o intuito de que seja reconhecida esta minha capacidade que poucas pessoas terão. É um facto incontornável e quem me conhece sabe. Os problemas desaparecem (ou são minimizados) e as questões existenciais deixam de existir. Como que...por magia. Basta que a pessoa em causa acredite e compreenda a solução. É meio caminho andado para que tudo corra pelo melhor.

De há uns anos a esta parte desenvolvi uma teoria muito minha de que tenho um papel importante nesta minha passagem neste mundo. Ajudar o próximo. Seja de que forma fôr. Por vezes basta um telefonema, um e-mail, um sms. Enfim, estar presente. Tento não divulgar muito esta teoria, sob pena de ser imediatamente internado numa ala psiquiátrica esquecida de um desses hospícios que ainda estão em funcionamento. Infelizmente, um dos maiores problemas actuais é por mim sobejamente conhecimento. Por muito que gostasse, não tenho (ainda) uma capacidade financeira que me permita, de forma despreocupada e definitiva atender às várias necessidades monetárias que me vão dando nota.

Creio que é em momentos críticos / delicados que é tornado possível perceber quem tem capacidade de resolver ou contornar os mesmos de forma adulta, objectiva e determinada. Nem todas as pessoas o conseguem fazer. É necessário existir o espírito de sacrifício, o sentido do altruísmo que temos em nós (não esperando nunca nada em troca) e naturalmente deter um sentido de espírito de abnegação muitíssimo presente, na medida em que deixamos pura e simplesmente de nos preocupar connosco mesmos..passando a ser prioritário o bem-estar alheio. 

Resumidamente, é isto que tenho em mente quando resolvo um problema. Quer meu, quer de outrem.