domingo, setembro 30, 2012

Nos últimos dias têm-se multiplicado as manifestações de populares contra as novas medidas da austeridade propostas pelo actual Executivo. O eventual recuo relativamente ao aumento da "TSU" trará naturalmente consequências a jusante. E não serão necessariamente boas.

Reza um conhecido adágio popular que "Quando se tapa a cabeça destapam-se os pés". Não conseguiria encontrar nada mais adequado. Em consequência do crescente descontentamento popular será providencial o recuo do Executivo. Contudo, são necessárias medidas alternativas. Será de se esperar uma maior contribuição em sede de "irs", uma redução dos escalões ou ainda uma sobretaxa para aqueles que ganham à séria. É é sobre esta última medida que pretendo escrever umas linhas hoje.

A sobretaxa para aqueles(as) que ganham à séria. Gosto do optimismo e da determinação que o Executivo deixa passar "cá para fora" esta alteração - que se espera que consiga enriquecer os cofres de Estado. É claro que em tempo de crise aqueles que já não têm mais dinheiro para dar (ou roubar) vêem com bons olhos essa taxação a quem neste País tem dinheiro. Infelizmente tenho uma má notícia para dar ao meu amigo Gaspar num e-mail que terei oportunidade de lhe enviar daqui a bocado. É que por vezes é importante "fazer o trabalho de casa". Deixar de se formular e pensar Leis no gabinete. E se a tal "obrigação doméstica" tivesse sido eficientemente executada facilmente se perceberia onde quero chegar. Infelizmente não há ninguém que ganhe muito em Portugal. Com muita pena minha. Naturalmente que gostaria que houvesse imensa gente a ganhar bem. Contudo, e se cruzarmos a informação dos meus amigos das Finanças (declarações de irs submetidas via internet ou entregues pelos contribuintes) e os sinais exteriores de riqueza facilmente perceber-se-ão algumas incongruências. E das duas uma: ou há carros e casas a serem vendidos(as) ao preço da chuva ou há declarações de irs falsas. Ou por outra, que se suportam nos "vazios legais" ou zonas "cinzentas" da legislação possibilitando que um gestor de uma qualquer empresa com lucros de milhões/ano, ou um futebolista ou um presidente de um qualquer clube de futebol consigam declarar um rendimento anual que sugere um ordenado mínimo mensal. Fico sempre cheio de pena e sempre com imensa vontade de convidar estas pobres almas para passar lá em casa para comer uma sopa de agrião por altura do jantar. Nem precisam de avisar. Basta aparecer.

Há muitos anos que oiço que quem tem dinheiro (classe alta) paga a alguém para ajudar a fugir aos impostos. Quem não tem dinheiro (classe baixa) não paga porque não tem como. Donde, há uma classe recorrentemente sacrificada - a já conhecida classe média.  Classe esta que vê a sua qualidade de vida diminuir em consequência do menor poder de compra. E que de forma regular e consistente percebe que "olhando para o lado", que enquanto uns fogem aos impostos e outros não pagam porque não podem....há alguém que tem de pagar a factura. E são sempre os mesmos "no final do dia". Serão estas pessoas que engrossam as manifestações que se assistem por todo o País.

Esperemos para ver elencadas todas as medidas. E esperemos que não se agrave a contestação social. O que acho complicado de não acontecer.

domingo, setembro 23, 2012

Tenho para mim que sou uma pessoa que pratica (e faz gosto) na leitura. Sempre gostei de ler, tenho de confessar. Há livros que nos seduzem e cativam mais que outros, também todos sabemos. E no texto de hoje decidi comentar o livro que (felizmente) terminei de ler há dias - "As Cinquenta Sombras de Grey".

Trata-se do primeiro volume (de um total de três) a ser publicados pela mesma autora - uma trilogia, portanto. Na altura em que comprei este livro (5ª Edição), ainda não havia uma crítica muito consensual. Ou por outra, contavam-se, naquela altura, pelos dedos de meia mão, as críticas depreciativas contrastantes com a maioria das críticas favoráveis. E naturalmente não fui indiferente a esse facto.

Globalmente, na minha opinião, o livro está bem conseguido. Um tipo de letra agradável, um bom espaçamento entre linhas e uma capa apelativa. Não detectei erros ortográficos de monta e/ou atropelos gramaticais que fizessem o "Camões-dar-voltas-na-campa". Dei conta do "suspense" tentado pela autora em algumas passagens e se em algumas consegue ser feliz, já noutras não o consegue. Falta de sentido de oportunidade.

Mais do que o estilo e a forma, interessa-me muito mais o conteúdo e a mensagem que se pretende passar ao leitor. E somos chegados ao ponto fulcral e que é o assunto desenvolvido neste livro: uma relação de dominação / submissão - também conhecido por "bondage" para aqueles que sabem um pouco mais sobre o assunto. E aqui começam algumas incongruências.

Lembram-se do tal "suspense" que falei acima? Pois é. É "hipotecado" quando, durante várias partes do livro se percebe a submissão de um dos personagens a um quase estado (e até anedótico) endeusamento de outra personagem. É ficcionado dir-me-á a maioria das pessoas. Bem sei e aceito que o seja. E às tantas, no próprio "bondage" acaba por haver isto mesmo. Não sou  apologista deste tipo de escrita. Torna-se cansativa. Torna a leitura demasiado óbvia. Na minha opinião, pouco ou nada acrescenta aos leitores - acho que a leitura de um bom livro deverá ter sempre associado um valor acrescentado para quem o lê e absorve a informação nele contida. E que não é mais do que aquilo que o autor pretende passar para o seu público-alvo.

A descrição de algumas cenas é detalhada e até bem conseguida enquanto que noutros casos é confusa e peca pela incoerência e o detalhe parco. Agora, finda que está a leitura do livro, não consigo perceber muito bem o porquê deste livro ser o "bem-mais-apetecido-das-mulheres-grávidas-e-mulheres-na-casa-dos-30-anos", como rezava uma das críticas que tive oportunidade de ler antes de decidir comprar o livro. Realizo portanto que uma mulher que não esteja grávida e/ou tenha uma idade inferior/ou acima da casa dos 30 anos...estará morta. Uma mulher com 42 anos já voltou à terra como semente. Pessoalmente acho que não faz qualquer sentido esta crítica. Asseguro que em parte alguma do livro vi qualquer alusão que me fizesse acreditar que uma grávida fosse ficar "encalorada" ou que uma jovem de 30 anos tivesse de ir tomar um duche de água gelada para igualmente lhe "passarem os calores".

Consigo compreender que este é o tipo de literatura que facilmente prende a atenção de alguém. Bem sei que não se fala de "bondage" à mesa da ceia de Natal (mesmo que até possa existir à mesa quem goste...). À nossa escala e derivado do facto do português típico ter uma mentalidade fechada (consequência directa dos 40 anos de clausura em que Portugal esteve mergulhado e durante os quais não se aquecia nas noites invernosas) este é um dos livros que com toda a naturalidade suscita o interesse dos(as) curiosos(a) e facilmente o catapulta para um "best seller". À semelhança do que se tem vindo a constatar relativamente à realidade internacional onde o livro vende mais que maçãs caramelizadas na extinta (e saudosa) Feira Popular.

Resumindo e concluindo, trata-se de um livro diferente e que, poderei dizer mesmo...de forma corajosa aborda uma temática que até aqui pouco desenvolvida ou explorada publicamente. Vale apenas e só por isso. Tudo o resto...é ficção a mais e exagerada...e perde por isso. Não comprarei os demais livros da autora por razões óbvias.

domingo, setembro 16, 2012

Escrevo estas linhas no rescaldo de uma das maiores manifestações que já teve lugar neste "rectângulo de terra à beira-mar plantado". Fala-se em mais manifestantes que a revolução dos cravos do longínquo Abril de 74.

Não é nada que não tenha já aqui sido referido no passado neste humilde espaço. A convulsão social era previsível. As redes sociais e a comunicação social estabelecem continuamente termos de comparação com as realidades de outros países em situação económica (e.g.: Grécia e Espanha) e onde desde o primeiro momento em que foram anunciadas as medidas da austeridade, o povo saiu à rua manifestando o seu desagrado e contestando a mais que certa precaridade da qualidade de vida e perda de direitos adquiridos (e.g.: pensionistas). Em Portugal era uma questão de tempo até que acontecesse o mesmo. Numa escala diferente e com um grau de violência em consonância com o País de brandos costumes a que habituámos a comunidade internacional.

Era inevitável que algumas das medidas da austeridade avançadas fossem impopulares. Mas necessárias. Ninguém coloca isso em causa. Contudo, e não sendo contra a aplicabilidade das mesmas, faz-me alguma confusão que seja sempre o "mexilhão" (parafraseando um conhecido comentador político) a ter de pagar mais, quando os exemplos que deviam "vir de cima" teimam em não aparecer. A título de exemplo (um entre centenas) o gabinete do nosso Primeiro Ministro tem cerca de 33 viaturas automóveis à disposição. Entre carros de segurança, carros para os Secretários de Estado, etc.. Questiono-me..porquê? Há um custo mensal que tem de ser pago: Renda do carro + combustível + seguro + vencimento auferido pelo motorista. Multiplique-se por 30. Giro, não é? É um número francamente elevado e suportado pelos contribuintes. Talvez se pudesse pensar em começar a fazer o corte aqui mesmo. Dar o exemplo como deu o ex-Presidente da República Ramalho Eanes que abdicou do seu vencimento de ex-governante (e que lhe é por Lei) para apenas auferir o vencimento de militar de topo na reforma. Infelizmente não há muitas pessoas assim. Íntegras e verticais. E os muitos exemplos de despesismo replicam-se.

A "gota de água" foi a nota do aumento da contribuição para a "T.S.U" (Taxa Social Única) por parte do contribuinte privado - nós - e a diminuição da mesma contribuição por parte das entidades colectivas - empresas. E a água do copo verteu. Não dava para aguentar mais. Quando referi há pouco (início deste texto) que era de esperar a convulsão política, queria referir-me à serenidade com que os portugueses aceitaram durante largos meses o cumprimento do ratificado no memorando com a "troika". Que lhes fossem subtraídos os subsídios de férias e fosse aumentado o "IVA" na restauração, entre outros exemplos. Pacientemente se percebeu que o montante do "IRS" devolvido foi menor. E pacientemente se ía ouvindo a voz da Oposição. Umas vezes com razão outras sem, sendo que grande parte da responsabilidade do estado a que Portugal chegou...é culpa deste partido político. E curiosamente nunca são avançadas alternativas credíveis ao definido pelo actual Governo.

Assisti às imagens em directo da manifestação em frente à Assembleia da República. Pensei, para mim mesmo, que o direito à manifestação está consagrado na Constituição Portuguesa (Art.º 45º). O que não entendi bem foi o porquê dos polícias terem de ser apedrejados com calhaus da calçada. O polícia que faz parte do cordão policial na base das escadarias da Assembleia...está, a meu ver, a trabalhar. Como esteve a quase totalidade dos manifestantes (os que têm trabalho) durante a semana anterior. Faria sentido que os polícias que foram apedrejados fossem para a porta do trabalho dos manifestantes atirar pedras e tomates? Não. Não fazia. Porque razão o fazem então para com a polícia? Que está em cumprimento do dever e que zela pela ordem pública? Que culpa desta situação tem o polícia (que até tem filhos) e que está ali em trabalho? Sendo que em alguns momentos até vê a sua vida perigada? Não percebo. E menos ainda percebo o porquê dos "heróis" que atiram os tomates e as pedras terem a cara tapada. Têm medo de quê? Não vivemos em regime democrático desde há 38 anos? Então...se são heróis para pegar num calhau e arremessar contra um trabalhador que zela pela segurança e ordem pública...deviam fazê-lo com a cara destapada. É assim que os verdadeiros revolucionários fazem. Defendem uma causa de "peito aberto". Sem medos. Não foi isso que se percebeu no passado Sábado.

A zanga de "comadres" entre o actual Executivo e partido da coligação não é nada boa e muito menos abonatória no presente momento. Há quem avance a tese de que, não sendo verificado o actual momento...o Governo caía. Não faz sentido que em plena crise sócio-económica se aposte na consolidação da política externa. É importante que, na minha opinião e neste momento presente seja dado um sinal de coesão. De unidade. De "estamos juntos mais que nunca para o que der e vier". Afinal não. À semelhança do que já aconteceu no passado (e já habitual na política portuguesa), é tão mais fácil demarcar-se "à posteriori" de determinadas políticas tidas como impopulares e que até provocam a crispação pública do que estoicamente aguentar a onda de consternação pública. A vantagem? Obtenção de votos. E convido quem quiser (e se lembrar de o fazer) a ver os resultados do partido da coligação no próximo acto legislativo... Os números falarão por si. Por outro lado, e para nosso mal, a imagem que passa "para fora" é a pior que podia passar. Se os investidores estrangeiros mantinham até agora o cepticismo relativamente ao investimento por cá....agora mais do que nunca irão manter. Quem é que quererá apostar num negócio no Líbano neste momento? Quem é que quererá abrir um McDonald´s na faixa de Gaza? A ninguém. São realidades voláteis. Adormecidas. E que de um momento para o outro explodem. Com as consequências que todos conhecemos.

Tenho para mim que esta novela ainda agora começou. O facto da Alemanha referir que Portugal tem de continuar a cumprir o acordado com a "troika" ainda que seja conhecida a recessão económica em que vive, atesta bem a realidade que vivemos e com a qual teremos de lidar durante os próximos tempos. É importante perceber que há grupos sociais que estão a ser injustamente massacrados com estas medidas e que começam a perder a paciência. Falo objectivamente dos pensionistas. Pessoas que descontaram uma vida inteira (alguns deles têm de anos trabalho o que o Primeiro Ministro não tem de idade) para ter uma vida aprazível. E agora constatam que o "bolo" no final do mês é sempre inferior. Porquê? Porque o Estado não conseguiu encontrar outra forma de obter dinheiro rápido para cumprir o acordado com a Europa. Infelizmente, teve de sacrificar uma "franja" da nossa sociedade para que pudesse honrar os compromissos - não estou contra o objectivo final, estou contra a forma de o atingir.

Muita coisa fica por dizer. Espero que o Governo recue nas medidas avançadas e de uma vez por todas, e com coragem, mexa nos interesses dos grandes grupos económicos em vez de continuamente sacrificar aqueles que pouco (ou nada) têm para dar. E que são cada vez mais.

domingo, setembro 09, 2012

No meu dia-a-dia profissional dou conta do quão diversas podem ser as prioridades estabelecidas por parte de cada um. Desde que chegam ao local de trabalho até que saem do mesmo.

Um aspecto importante (e com o qual tenho de lidar no meu quotidiano) é a incontornável dependência de elementos que advêm do trabalho de outros. Aqui reside uma das causas da minha já habitual inquietação. Por muito insistente que possa ser e/ou transparecer....só quando me irrito a sério é que as coisas acontecem. E não devia ser assim. Mas suspeito que conheço a razão do problema.

A questão é intrínseca à sociedade portuguesa. Salvo honrosas excepções, o português típico não gosta de seguir um plano ou um cronograma sequencial de eventos com metas "tangíveis" e honestas. Ou seja, por outras palavras, uma forma de trabalhar correcta e conservadora. Ao invés, o "tuga" prefere trabalhar no abstracto, a seu "bel prazer" e ao seu ritmo. É algo que me faz imensa confusão. O ter de haver o tempo para o café (e para a conversa que naturalmente decorre deste(s) importante(s) momento(s) de confraternização), o ter de haver tempo para o(s) cigarro(s) ao longo de um dia de trabalho, para o horário de almoço dilatado, para o horário do lanche e por aí adiante. Já para não falar das várias incursões aos locais de trabalho de outros colegas. E que por vezes, como se sabe, duram bastante mais do que o expectável.

A jusante, há um prazo definido para uma tarefa, de alguém, que vai sendo adiado. Não por vontade daquele que acaba por ser prejudicado, mas sim derivado da falta de capacidade de gestão da agenda diária de algumas pessoas. Ou por outra, também pela não responsabilização das pessoas pelo não cumprimento de metas diárias e produção de volume de trabalho em conformidade com o desejável. A culpa não é das pessoas. É de quem deixa que este tipo de situações tenha lugar.

domingo, setembro 02, 2012

Tenho acompanhado com alguma serenidade o desenrolar da "novela" das medidas da austeridade. Digo "alguma serenidade" porque é complicado, neste momento, que seja mantida a lucidez de espírito que permite perceber a lógica do "corte na despesa e aumento da receita" por parte do Estado Português.

Repetindo-me, reitero o que já disse anteriormente. Não tenho qualquer pretensão a ser economista ou analista político. Contudo, sou um cidadão português com discernimento e com capacidade para perceber algumas coisas. Poucas, mas algumas. Além de poder, naturalmente, exercer livremente o meu direito de voto, consagrado na Constituição Portuguesa. Donde, de forma que me parece ser razoavelmente compreensível e aceitável, posso e devo capacitar-me do que acontece neste momento, perceber os meandros do actual momento, ler opiniões fidedignas e no final, ajuizar.

Para quem não percebe muito bem o que está a acontecer no actual momento, eu ajudo. Entre outras coisas, o plano gizado pelo nosso Governo para o cumprimento das metas acordadas com a "troika" saiu furado. Falhou. Isto sem complicar muito a história. "Assumo que na "data X" terei um aumento da receita de "Y"". Mas tal não se verificou. Por muito boa vontade e empenho que os digníssimos representantes do nosso Governo (incluindo o Presidente da República Portuguesa) tenham, a comunidade internacional não está "alinhada", ou por outras palavras, receptiva à realidade portuguesa. Está, e com razão, céptica. Com receio. Portugal não oferece, no presente momento, segurança ao investidor estrangeiro. A cortiça, o azeite e as praias portuguesas são fórmulas já gastas (e em alguns casos replicadas noutros países com uma situação económica mais apetecível) o que se traduz, "no final do dia", na entrada de menos divisa estrangeira (como aconteceu até há uns anos) e claro, enfraquecimento da economia portuguesa (assim é incrementada a fractura entre receita e despesa de que falo no primeiro parágrafo).

Mas a minha indignação que em breve surgirá não se deve a este parágrafo anterior. Ou seja, não me remeto ao não cumprimento dos objectivos acordados e a uma (quase inevitável) subida dos impostos para justificar a minha indignação. Sustento a minha pouca compreensão com a manifesta incapacidade dos actuais membros do Governo explicarem aos portugueses o que se está a passar. Porque falha Portugal o cumprimento das metas acordadas. Como é possível que ainda se aufiram salários públicos pornográficos em paralelo com uma assustadora e crescente taxa de desempregados? Não entendo. Por um lado o Governo pede mais sacrifícios. Ou seja, o Governo continua conivente com uma situação de completa e mais que conhecida injustiça social. Mais agravada pela actual conjuntura económica. Entre outros exemplos que poderia dar.

Já o referi neste espaço e volto a referir. É importante que os portugueses percebam o porquê das coisas. Onde estamos e para onde queremos ir. Só assim haverá compreensão dos sacrifícios que são pedidos. Só assim será justificado que para breve se ganhe menos e se paguem mais impostos. Ou que se perder qualidade de vida. Realidade (infelizmente) do presente momento.