domingo, novembro 04, 2012

"Não há bela sem senão", reza um dos milhões de adágios populares portugueses conhecidos. O episódio que me aconteceu a semana passada é sem dúvida uma excelente prova do mesmo.

Já aqui tenho dado conta dos motivos pelos quais, na minha humilde e singela opinião, o meu distinto e não menos "master-do-atletismo-Carlos-Lopes" passou a ter razões para se sentir assustado. Desde Junho passado. Aqui o escriba entrou neste maravilhoso mundo que é o da corrida.

Ao longo de 5 meses que corro religiosamente. Quer faça chuva quer faça vento. Quer faça calor ou quer faça frio. Vou. Não me interessa quem vai (ninguém que eu conheço normalmente quer ir). Eu vou. Sempre sozinho. Com os meus "phones", sapatilhas e calções. Sempre. E não falho um dia.

Esta semana tive uma situação nova. Uma queda. Posso classificá-la como aparatosa. Ao meu melhor estilo, portanto. E com espectadores, o que torna a situação ainda mais interessante (e julgo que cómica). Não me irei esquecer um destes dias, quando recuperar a sensibilidade e movimento dos dedos da mão direita escrever uma carta a reclamar com alguém pelo facto das placas do chão onde corro não estarem niveladas. E de terem sido a única e exclusiva causa da minha aparatosa queda.

A história é rápida e simples. Eu explico. Consequência do horário de Inverno a luz do sol desaparece mais cedo. Ou seja, os dias ficam mais curtos. Resultado, a minha corrida, tipicamente realizada em horário pós-laboral nesta altura do ano tem lugar à noite. Posso dizer que em alguns troços do meu percurso habitual...não sei bem se corro a direito ou mais à direita ou ainda se mais à esquerda. Escuridão total. Como me oriento? Pelo som. É verdade, amigos e amigas. Qual morcego. Aqui entre nós, é claro que isto resulta com estes únicos mamíferos capazes de voar. Comigo não resultou. Ou por outra, voei sim. Mas aterrei logo à frente.do mais básico que há. As árvores que algum(a) iluminado(a) resolveu plantar por por ali. Ainda estou a tentar perceber o porquê de se terem plantado árvores (de grande porte) em canteiros no meio de placas de cimento. Parece-me lógico (e óbvio) que as raízes têm de crescer e que mais ano menos ano irão provocar um desnivelamento nas tais placas de cimento. E foi isso que causou a minha queda. E reside aqui a explicação de ter pontapeado uma dessas placas com o meu pé esquerdo. E ter continuado a correr....ter voado e ainda o de ter aterrado uns metros mais à frente.

Nesse momento senti a unha do dedo grande do pé esquerdo a pensar em emigrar para o calcanhar do mesmo pé. E pareceu-me que o chão tinha lixa da boa (e da grossa) tal não foi o efeito (des) agradável de ter conseguido um "peeling" nas palmas das minhas mãos e joelhos (acho que os poucos pêlos que aqui tinha....nunca mais irão crescer aqui o que me poderá trazer algumas bocas de gozo no Verão de 2013).

Felizmente uma alma caridosa (que ía a correr em sentido oposto) parou de imediato para ver se eu precisava de ajuda. Levantei o polegar direito em sinal de que estava tudo bem, agradeci e recomecei rapidamente a corrida de novo. Manco e com o joelho esquerdo com sangue pisado e esfolado..."ossos do ofício", pensei para comigo. Mas não dei parte de fraco!

Ontem já fui correr de novo e está tudo bem. Sem problema algum que condicione o meu treino e me afaste do meu principal objectivo de destronar o magnífico e meu grande amigo Carlos Lopes. Que um dia terá de me entregar as medalhas que já conquistou! Uma por uma!

1 comentário:

Anónimo disse...

Olha, só para te dizer que na passada sexta-feira me aconteceu o mesmo, dediquei-me portanto a este mesmo desporto, já lá vão 3 vezes em que vou correr e em duas delas caí, espalhafatosamente no chão, mas são ossos do ofício, e passei o final de semana em casa, com um tornozelo ,inchadíssimo, joelhos e mãos esfoladas, mas eu não corro em espaços direitos, ou pelo menos quase direitos, corro mesmo no meio das árvores e da lama, dia em que chovia a potes.
Cheguei a casa numa lástima.Mas há que não desistir.
Filipa Fernandes