domingo, junho 16, 2013

Fui há poucos dias ao jardim zoológico. Há muitos anos que não visitava este importante espaço (que sinceramente espero que perdure por muitos e muitos anos) e desta feita decidi lá ir por ocasião da (inesperada) vinda do meu afilhado ao continente. 
Esta minha visita a um dos mais emblemáticos jardins da capital de Portugal revestiu-se de uma série de sensações contraditórias. Começando (e culminando) no facto de suspeitar que vibrei mais com a visita que o meu sobrinho. Mas isso já seria de esperar dada a sua tenra idade.
O jardim zoológico de hoje é naturalmente diferente do "meu" jardim zoológico de há 30 anos atrás. Parece-me lógico. Não bebi um compal de pêra acompanhado de uma calórica sandes de queijo com fiambre e manteiga enquanto gozava com os orangotangos. Não bati nos vidros das cobras e não injuriei as progenitoras dos leões (até porque estavam a fazer uma bela soneca ao sol) como fazia em tempos idos.
Esta visita ao jardim zoológico tinha como grande objectivo perceber (e ver logo ali) as reacções que o meu afilhado iria ter ao "ver o que eu via". Interessava-me perceber as suas reacções ao ver animais que com toda a certeza não vê no quotidiano. Confesso que estava muito expectante nesse sentido. Contudo, e repetindo-me, derivado do facto de ainda ser muito novo, não consegui desviar o seu interesse do meu "magnum" de chocolate para uma simpática girafa que se deliciava com umas folhas de uma árvore da altura de um prédio de 3 andares.
A minha primeira sensação que quero aqui partilhar tem que ver com o facto das entradas no jardim zoológico não serem baratas. Nada mesmo. Ainda que o conceito de "pague-uma-vez-e-não-paga-mais-nada" seja prático...não deixa de ser caro. E quando falo de caro...falo de qualquer coisa como quase 70 euros para 4 adultos. Isto remete-me para um pensamento imediato sugerindo-me que muitas crianças portuguesas não irão certamente ter a oportunidade de conhecer espécies animais exóticas porque infelizmente "sai" do orçamento de muitas famílias. Um preço caro que se paga e resultado do aumento do custo de vida que não é acompanhado por incrementos salariais (perda de qualidade de vida).
A segunda sensação está associada ao espectáculo dos golfinhos e leões marinhos. Nunca tinha assistido. É engraçado. A apresentação é muito interactiva com o público e passam-se ali uns bons momentos. Embora tenha achado que a dada altura...satura um bocado. Mais do mesmo.
Na altura em que ía ao jardim zoológico, há muitos anos atrás, calcorreava tudo a pé. Cada "cm". Não havia canto que não conhecesse. Contudo, desta vez, optei pela utilização do teleférico. Um percurso aéreo que demora cerca de 20 minutos. E isto leva-me à terceira sensação. Não é a mesma coisa de há uns anos. A visita do teleférico é simpática e interessante para quem tem alguns problemas de mobilidade para longas distâncias, não tem vertigens e consegue entrar para a "cesta" de transporte em movimento. Nem todas as pessoas conseguem satisfazer estes 3 requisitos em simultâneo. Depois deste passeio aéreo...ficou por ver pouca coisa que rapidamente se vê a pé.
Uma tarde bem passada...mas sem o sabor de há muito tempo..

2 comentários:

Anónimo disse...

Jardim zoológico...local de magia, de passagem obrigatória, sempre q possível, qdo éramos miúdos.
Agora continua a ser de passagem obrigatória, mas infelizmente alguns orçamentos familiares nem sempre ajudam.
Contavam-me uns amigos, há dias, q foram a um outro parque nacional "de passagem obrigatória" onde estava uma família completa, incluindo os avós...o valor da entrada era tão alto
, comparado c o rendi/ familiar, q alguém teve q ficar de fora...mto triste...
"Vibrei mais com a visita que o meu sobrinho"
Lindo, perceber q há "uma criança dentro de ti". Gosto muito.
Bj

PAz

Elsa Teixeira disse...

Gostei Joao do termo que usaste ao teleferico "cesta" realmente está uma definição correcta do que sentimos dentro dele além de sentir que a qualquer momento "a cesta" nao suporta o nosso peso.
Bjo