sábado, agosto 31, 2013

Texto 3 de 3

Creio que já aqui terei dito em alguma altura o quão condeno os as pessoas que conduzem carros que regressam/vão de/para férias completamente cheios. Alguns sem espaço para que o ar consiga passar. Importa relembrar que são vários os riscos associados a esta situação, começando pela não visibilidade traseira (que poderá impedir a detecção por parte do condutor do início de uma manobra de ultrapassagem), passando pela carga solta (que em caso de travagem brusca irá parar sabe Deus onde) e terminando na questão da variação significativa do pêso da viatura (que aliado à deslocação da mesma poderá ter um fenómeno físico denominado de transferência de massas) e com resultados que integrarão indubitavelmente o campo do imponderável.

Seria incorrecto e não seria 100% verdadeiro se dissesse que esta realidade me é completamente desconhecida. Tenho de assumir que desde sempre me recordo de ter vivido isto. Talvez não tão "extremado". Os carros que lá houve em casa sempre rumaram quer para Norte, quer para Sul de Portugal "cheios até ao tecto". A justificação é simples: podia não haver amanhã, e era preferível "levar a casa atrás" do que chegar ao destino e faltar uma panela ou um toalhão para o pós-duche. Que sacrilégio! Donde, quando este tema em concreto é por mim desenvolvido, é sem dúvida alguma com um profundo conhecimento de causa de quem fez algumas viagens "Lisboa-Algarve" com a panela do jantar ao colo.

Numa altura em que a intensidade de tráfego aumenta substancialmente (quer na ida, quer no regresso para/das férias) importa prevenir ou mitigar a probabilidade de ocorrência de algum evento na estrada que possa perigar a vida dos utentes da mesma. O cansaço acumulado (de várias noites mal dormidas em consequência do período das férias), aliado a viagens que são iniciadas no pico do calor (ou após um almoço bem regado) faz com que haja "per se" algumas variáveis importantes na equação de viagem de "A" para "B" seja bem sucedida e conseguida com segurança.

Boas férias!

domingo, agosto 11, 2013

Esta semana que vem perfaço um mês e meio de ginásio e corrida. Um mês e meio de aposta em mi  mesmo. Uns dias com mais vontade. Outros com menos vontade. Mas não deixo de treinar.
Os resultados não podiam ser melhores na minha última avaliação (2ª)  que fiz com o meu instrutor. Melhorei consideravelmente alguns parâmetros (incluindo perda de pêso) e percebe-se uma conversão de massa adiposa em massa muscular. O que "per se" é francamente positivo, na minha leitura de leigo nestas matérias. É conhecida a minha curiosidade em matéria de exercício físico. Também é público que a minha envolvência com a corrida, por exemplo, começou há coisa de ano e meio. O ginásio, em coexistência com a corrida, começou há muito menos tempo. Antes de ter começado a fazer o que quer que fosse...alguns anos de sedentarismo e um tímido (mas gradual) excesso de pêso que me tornava bastante insatisfeito. E reagi. Tinha de reagir.
A par e passo com o exercício físico intenso - na medida em que actualmente treino todos os dias (ou corro ou faço ginásio) - passei também a ter uma atenção especial com a alimentação. Aprendi a "fechar" a boca, se preferirem. E naturalmente que isso contribuiu significativamente e de forma decisiva para a consolidação e "fecho com chave de ouro" das minhas pretensões em ter uma condição física muito melhor do que aquela que tinha até há uns anos (ou mesmo meses) atrás.
Um aspecto que também não foi descurado foi sem dúvida alguma a parte psicológica. Aumentou de forma inigualável a minha determinação, espírito de abnegação, definição (e superação) de objectivos pessoais e ainda a força de vontade em ir treinar depois de ter passado um destes últimos dias de calor infernal a trabalhar. Quem me conhece bem sabe o que isto significa. Para quem não me conhece ou não me conhece tão bem imagina-se o efeito que a luz solar tem nos vampiros. É um pouco o efeito que o calor tem em mim.
Dentro em breve entrarei em férias. Afastado 15 dias do ginásio não quer dizer que fique "parado" no exercício físico. Aquando do meu regresso sei que irá ser "desenhado" um novo plano de treino. Mais duro, mais específico para ir ao encontro dos meus objectivos. Também farei nova avaliação que estou certo que irá reflectir melhorias em alguns aspectos e justificar o meu afinco e dedicação diária. A ver vamos!

domingo, agosto 04, 2013

Há duas semanas atrás recebi a trágica notícia do falecimento de um ex colega de faculdade vítima de mais um acidente de viação.
Lembro-me que no último ano que estive na faculdade onde andámos os dois esse meu amigo encontrou a sua "cara metade" (médica e um pouco mais velha que nós, se a memória não me trai) com quem acabou por se casar e de quem tinha dois filhos. Do grupo dessa faculdade foi ele quem primeiro "deu o nó" e quem primeiro pai.
Nestas duas últimas semanas tive oportunidade de fazer um "rewind" na minha vida e perceber que mal ou bem íamos sabendo notícias uns dos outros. Como é normal, de resto. Mantenho amizade diária com um dos colegas dessa altura (que entretanto passou a ser um dos meus melhores amigos). Uma amizade marcada por alguns "arrufos" mas que para o ano que vem celebra duas décadas. Foi este meu amigo (que por sinal regressa amanhã dos Estados Unidos) quem me deu esta infeliz notícia ao telefone. Sendo que o próprio e o que infelizmente padeceu já se conheciam há mais tempo.
O acidente, pelo que me foi contado, aconteceu à porta de casa. Esse meu amigo era "motard" e o acidente foi testemunhado por um dos filhos. A mulher médica ainda tentou socorrer o marido, mas já não foi a tempo.
Creio que as considerações sobre este infeliz episódio são óbvias. Não há muitos meses "provoquei" um jantar com ex colegas dessa faculdade onde andei. Ele também esteve lá. Lembro-me que chegou atrasado - devido a um mal entendido na combinação - e que se sentou um pouco longe de mim, pelo que, obviamente, não pude conversar muito com ele. A meio desse jantar tive de me ausentar do restaurante com um dos meus amigos presentes e quando voltámos ao encontro do grupo já se tinha ido embora para casa pelo que não o vi mais. Será esta a última imagem que tenho dele e que será guardada na minha memória.
Paz à sua alma.