domingo, setembro 08, 2013

Grande parte do realização do meu objectivo pessoal que aqui tenho referido (o tal de Fevereiro do ano que vem) passa por "fechar a boca". Ou seja, "re-aprender" a comer. Evitar determinados alimentos e naturalmente passar a valorizar a escolha de outros. Faz parte.
A semana que hoje termina é marcada por um evento singular. De uma singularidade tão especial que resolvi partilhá-la neste espaço. E que tem que ver objectivamente com esta questão da alimentação.
Como habitualmente, e desde há uns largos tempos a esta parte, sempre que há peixe ao almoço, opto por esse tipo de prato. Na passada Quarta-Feira foi (mais uma) vez optei pelo salmão grelhado só com salada. Para quem nunca viu salmão é o tal peixe com uma coloração rósea e pele preta. Pode naturalmente cozinhar-se de várias formas, mas sendo um peixe "gordo", torna-se facilmente enjoativo se não fôr grelhado (que é a forma como prefiro).
Certamente que aconteceu a todas as pessoas que comem peixe, quando sentem as espinhas na boca, nterrompem, tiram a espinha e continuam a comer. E era basicamente o que tinha estado a fazer até então. Até ao fatídico momento em que senti que a malvada de uma espinha tinha fugido à minha apurada sensibilidade e foi alojar-se na minha garganta. Para quem não sabe, o salmão tem espinhas finas. Umas maiores e outras menores..mas sempre finas. O que complicou tudo. Ainda comi o miolo de pão ao almoço para tentar que a espinha saísse...mas nada.
Embora não tivesse a sensação de dôr...sentia-me incomodado. Ao engolir resumidamente. E foi um resto de tarde marcada pela sensação de incomodidade. Chegado a casa comi mais miolo de pão continuando sem êxito. E comecei a pensar se iria ficar com a espinha alojada na minha faringe para todo o sempre.
Fui para o ginásio treinar com a espinha espetada na garganta. Bem sei que não é normal. Mas fui. Depois do treino, quando estava a tomar o duche, comecei a sentir uma dôr diferente. Não sendo muito intensa...fazia-se sentir bem o que me fez pensar que com durante o treino a espinha ter-se-ía movimentado e agora sim, estava a surgir mais dôr.
Acabei o duche, vesti-me e fui ao hospital. Nunca tinha necessitado (felizmente) de ir às urgências de um hospital depois do jantar. Mas sentia-me incomodado e fui. Resumindo e concluindo: foi removida uma espinha com um tamanho considerável (ver foto abaixo que reflecte o tamanho da mesma comparativamente com a de um telefone normalíssimo).
Moral da história: Durante os próximos 7 anos não vou comer peixe. Ou peço ao meu sobrinho que mo arranje!!


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