domingo, outubro 13, 2013

"Don Jon"

Há dois dias tive a infelicidade de ir ver o filme "Don Jon" que está presentemente em algumas telas do cinema. Vou tentar não me esquecer futuramente que os críticos de cinema são humanos e que como tal, passíveis de errar. Ou seja, não seguirei mais as opiniões dos críticos de cinema. Tenho de escrever isto 500 vezes numa folha de papel A3 para ter sempre presente quando estiver a escolher um filme.
A escolha deste filme foi feita um pouco atabalhoadamente o que  nem é habitual em mim. Tinha lido qualquer coisa sobre este filme no dia anterior e o facto de ser uma história sobre um ávido consumidor de pornografia deixou-me curioso. Curioso no sentido de perceber como iria quer o realizador quer o produtor do filme abordar esta temática tão sensível numa sociedade fechada como é a portuguesa. Não pelo facto de ser sobre o tema que era. Para isso não preciso de ir ao cinema.
A "fórmula" do filme em si não podia ter sido pior escolhida. Um actor com ar de "drogado que vai ao ginásio" veste o papel de personagem principal. O problema dele é o ser consumidor compulsivo de "porno" da internet" e não conseguir dissociar-se do prazer que retira da realidade virtual onde, segundo ele, terá sempre mais prazer que no mundo "real". Porque no mundo virtual tudo é perfeito, as mulheres têm as mamas perfeitas, os rabos perfeitos e onde não pedem carinhos após o "finalmente". E embora vá tendo os seus engates de discoteca, a quem mais tarde apresenta o seu "ninho do amor", invariavelmente tem de complementar esse envolvimento efémero com algo que vai buscar "online".
Em primeiro lugar, e mais uma vez, trata-se de um tipo de filme roça o ordinário. Não pelo tema que é explorado, repetindo-me. Não por ser sobre um tipo que se julga a "última coca-cola do deserto" e que tem um poder de sedução com o sexo oposto imbatível. Aliás, se virmos as duas personagens  que fazem de melhores amigos da personagem principal, rapidamente se percebe o porquê de ter tanto sucesso: um deles tem ar de ser tarado sexual e que não tem ido às reuniões (de tarados sexuais anónimos), tem cerca de 1,40m e pesa 300 kg.  O outro dá ares de ser acólito, é preto (aqui sem ser racista, mas há sempre um sacrificado nos filmes) e que faz o papel de "amigo-moralista" do "Don Jon". Dei comigo a pensar o quão interessante é pensar se a receita de bilheteira deste filme seria tão grande se fosse o preto a personagem principal do filme..mas adiante. Onde quero chegar é que mais uma vez há a subjugação da mulher à vontade do homem. Ainda que seja ficcionado, mais uma vez a mulher é usada em prol da saciação da necessidade do predador e depois é preterida por outra mulher. Talvez com uma côr de cabelo diferente. Ou com umas mamas maiores. Ou um rabo mais empinado. E isto resume, na óptica de quem escreve a história a forma de pensar masculina. 
Em segundo lugar e último lugar este filme alerta para outro tipo de consideração importante e que certamente será uma realidade bem conhecida pela generalidade dos homens: o consumismo de material "online". Falo dos e-mails que são trocados (E que no meu caso há muitos anos pedi a quem mos enviava para deixar de o fazer. Não só não acho piada como acho entediante. Sem piada.). E tudo isto será  visto como um complemento a uma relação afectiva (sexual) incompleta. Dá que pensar esta abordagem reflectida no filme. Quantos homens / mulheres o farão ainda que mantenham os seus relacionamentos "de pedra e cal"? Não será considerada traição? Dá que reflectir!

1 comentário:

Anónimo disse...

Caro Bloguista;
Determinados comportamentos ou ações deverão ser analisados dentro do contexto de uma relação.. sendo que o mais importante é o fluir da comunicação a lealdade e a transparência da mesma.
Quanto à pronografia será sempre um acessório e jamais uma forma de traição.. Tudo depende do grau de satisfação sexual que eventualmente terá com a sua companheira.