domingo, novembro 10, 2013

A armadura

Comecei a ler um livro chamado "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", da Editorial Presença e do autor " Robert Fisher. Mais uma vez um livro que me foi recomendado. Não chega a 10,00€ e tem-se revelado uma surpresa agradabilíssima.
Ainda que seja um livro com menos de 100 páginas, e como tal perfeitamente passível de ser lido enquanto dou uma volta de meia hora com o Paco, ainda não o terminei. Não falta muito, mas têm-se metido várias coisas pelo meio o que me impossibilita de terminar de ler este livro que tanto me tem feito pensar. Mas passemos ao que interessa.
O livro aflora um assunto que todos conhecemos. Independentemente da idade, sexo e até quem sabe, do credo: as "armaduras". As armaduras que criamos ao longo da vida e que nos impossibilitam de experimentar sensações, vivências e até olhar (com olhos de ver) quem e o quê está  ali mesmo ao nosso lado. É de facto curioso. A forma como o livro aborda esta temática está bem pensada e consegue captar a atenção do leitor. Não me alongarei com detalhes porque estou certo que é um bom livro para se ter na biblioteca de qualquer casa e para se ir relendo de quando em quando. Aliás, como tantos outros como por exemplo o "Principezinho" do Saint-Exupéry. Já devo ter lido o livro deste aviador umas 1000 vezes. E ainda consigo descobrir coisas novas hoje em dia. E parece-me que este livro do cavaleiro que tenho agora em mãos segue pelo mesmo caminho. Sem dúvida alguma. Livros pequenos em tamanho mas grandes em profundidade da mensagem que passam.
Gosto dos livros que me fazem pensar. Que me fazem reflectir durante um dia inteiro sobre uma determinada passagem. Ou várias passagens. Gosto de começar a ler um parágrafo e saber como vai acabar, ou seja, estar de tal forma embrenhado na leitura e em sintonia com o(a) autor(a) que passa a estar patente como que um carácter vidente constante em todo o livro. De cumplicidade, se quiserem. Esse é o tipo de livro que me agrada. Aquele tipo de livro que me faz pensar que afinal não sou o único a pensar de determinada forma e/ou que só a mim me ocorrem questões específicas. Afinal há mais alguém - pelo menos mais uma (autor ou autora) que pensa de forma similar. Este livro é um excelente exemplo disso. A comprar.

2 comentários:

Anónimo disse...

Parece-me interessante. Quero ler. Erguer a armadura ou esconder-nos numa concha, é muito comum e confortável. Viver assim é uma escolha. Escolhi viver assim durante muito tempo e quando escolhi correr o risco e sair da minha concha sofri uma desilusão. Julgo que a outra pessoa não estava preparada e não conseguiu ultrapassar determinadas coisas. Não sei ao certo. Apenas tenho perguntas sem respostas. Doeu? Sim. Morri? Não. Muito pelo contrário. Fortaleceu-me. As pequenas coisas que partilhei com essa pessoa foram de tal forma sentidas por mim que RECUSO-ME a voltar à concha. A possibilidade de experimentar novas sensações e experiências, são agora mais fortes que aquele sentimento de proteção contínua. Aprendi com esta experiência que estou preparada para avançar. Já perdi demasiado tempo a conter-me com receio de magoar-me. Tenho presentemente um único objetivo VIVER. Acompanhada ou só. Se alguém estiver disposto a viver comigo, a evoluir comigo, a partilhar essas experiências comigo, ótimo. Não sou um produto acabado. Sou um ser humano em evolução. É claro que posso vir a mudar de ideias. Mas neste momento é assim que sinto. Espero que um dia também consigas fazer essa opção, se assim o entenderes.
Um beijo,
Loba

Anónimo disse...

Obrigada pela dica. Vou ler com toda a certeza, se bem que me cheira a um daqueles livros que nos ensina a ser boas pessoas, e ultimamente tenho posto em causa muitos dos valores que me foram incutidos. Para quê ser boa pessoa se são os piores que melhor sorte tem. Para quê continuar a empanturrar as nossas crianças de contos de fadas, se na realidade sabemos que a vida não é cor-de-rosa? Será que os estamos a preparar para o futuro? Ou será, que mais tarde quando se aperceberem da realidade; que não passam de totós, os mais sensíveis vão-se tornar em adultos infelizes e frustrados, procurem livros de auto ajuda, ou fazer terapia?
O ser humano é mau, e selvagem por natureza (se bem que me considere uma pessoa privilegiada, pois só conheço boas pessoas) e independentemente, do “berço”, condição económica ou educação académica, na hora “H” temos sempre o livre arbítrio de optar pelo bom ou mau caminho, mas será que a melhor opção será sempre o bom caminho? Em alguns casos acredito que sim, em outros… tenho dúvidas.