domingo, dezembro 28, 2014

Balanço de 2014

Chegámos ao último texto de 2014 e é altura de fazer um balanço daquele que foi um ano rico em acontecimentos que contribuíram para a vida aqui do escriba.
Infelizmente não consigo identificar um evento que mereça mais destaque. Também não há uma situação que me tenha marcado particularmente e que mereça um destaque particular. Posso é dizer que globalmente me sinto mais maduro com o que vivi e experimentei neste ano que termina. E sem grandes problemas posso adiantar que o saldo é positivo.
Como em tudo, é normal que algumas pessoas tenham ficado desiludidas comigo. Umas mais, outras menos. Este ano acredito que sejam muitas. Um pedido especial de desculpa para todas essas pessoas cujos sentimentos, de alguma forma, foram feridos por mim. Ou cujas expectativas foram de alguma forma defraudadas. A vida é assim. E é feita de momentos e expectativas que poderão (ou não) ser partilhadas. O tempo em que são vividas pode ser divergente e aí há alguém que se sente frustrado(a).
Um ano é tempo o suficiente para ser realizado um exercício de introspecção e se perceber onde se pode melhorar. Acredito que, como em tudo, haja pessoas que prefiram posição acomodada (ou estar na zona de conforto) e não que vejam necessidade de mudar nada. Eu sinto essa necessidade. Constantemente. Melhorar sempre. Um processo contínuo que, como resultado final, uma pessoa (desejavelmente) melhor.
Não me vou alongar muito neste texto. Apenas e só quero desejar tudo de bom para aqueles que regularmente me lêem. Muita saúde e muito dinheiro é o que se quer. Já agora, bem hajam pelas críticas à minha escrita (cada vez mais) maravilhosa. Até 2015!!

domingo, dezembro 21, 2014

Desistência da carta de mota

Dou o dito pelo não dito. A vida é feita destas coisas. Avanços e recuos. Com a mesma determinação que referi no meu texto anterior que pensei até há dias em tirar a carta de mota...após alguma reflexão sobre o assunto optei por não avançar. Não sei explicar. Talvez tenha ajudado o facto de algumas pessoas - que se preocupam verdadeiramente comigo - terem partilhado algumas histórias de acidentes (uns graves e outros nem tanto) de conhecidos que se magoaram. Uns a sério e outros apenas arranhões. Algo que me diz que as coisas não correriam bem comigo. Vou ouvir a voz da consciência / maturidade. Em detrimento da voz do coração. Tenho dito. Com pena. Mas a minha "praia" sempre foram, são e serão os automóveis.

domingo, dezembro 14, 2014

A carta de mota

Decidi há umas semanas que vou tirar a carta de mota. Porquê? Porque perspectivo a compra de uma mota. Não sei se num futuro próximo..mas irá acontecer.
Durante muitos anos não tive mota porque a ideia de me oferecer uma afligia os meus pais. Acredito que continue a afligir. Afinal, é sabido que a protecção é precisamente o corpo do "motard" e nem sempre os acidentes são culpa de quem anda de mota. Mas sim dos automobilistas desrespeitadores. Praticar muito a condução defensiva. Mais do que nunca.
Mas a minha idade é outra. E a responsabilidade também. Tenho em mente uma mota e um determinado modelo. Por acaso (só mesmo por acaso) da mesma marca preferida de carros. Não vou dizer qual é para não fazer publicidade. Mas é linda e tem a minha cara.
Acho que vai ser bom e permitir-me muitos passeios. Assim tenha cuidado (que espero ter sempre) e evite andar de mota à chuva. Para tudo isto é necessário ter a carta de mota. Vamos ver como corre. Agora... em 2015! 

domingo, dezembro 07, 2014

Os afilhados

Afilhado, por definição, é alguém que tem um padrinho. Lógico. Se num contexto "familiar", os padrinhos são pessoas escolhidas pelos pais para serem os "segundos tutores" e intervirem na educação dos filhos, num contexto laboral as coisas são diferentes.
O padrinho é alguém (com poder) que "apara os golpes". Que protege e que orienta para os melhores (e mais convenientes) caminhos. 
No presente momento há um recluso famoso em Portugal. Todos os dias se fala no mesmo. Tão famoso que se tem assistido a uma autêntica romaria de ex (e actuais) governantes rumo a um estabelecimento prisional localizado algures no Alentejo. E é precisamente isto que me apraz constatar e me leva a escrever este pequeno comentário que hoje partilho convosco.
Como é que alguém que ficou conhecido pela sua fácil irascibilidade e actualmente no foco de toda a atenção judicial....merece tantas visitas? Não entendo. A primeira (e única) justificação que me ocorre é que o recluso terá "estendido a mão" a muitos destes que o vão visitar. E que sabem que "ganham crédito" se foram respirar os ares alentejanos e aproveitarem para visitar o tal recluso. Sempre que é noticiada mais uma visita...penso para comigo que favor terá feito o padrinho. E em que medida a tal visita poderá ser indiciada criminalmente se o "outro" puser a boca no trombone...A ver vamos!

domingo, novembro 30, 2014

O cinema e as séries

Aparentemente não terá nada a ver uma coisa com a outra. E se calhar não tem de ter. Mas o que é certo é que cada vez sigo mais séries - ver um dos meus "posts" mais recentes. Para piorar tudo....cada vez menos gosto da confusão, do buliço, dos atrasos derivados da publicidade e das pessoas malcriadas que vão às nossas salas de cinema.
Fui durante muitos anos um fiel cinéfilo e assíduo cliente de várias salas de cinema. Seguia as estreias de forma disciplinada e rotineira. Logo "ali", no dia seguinte às mesmas serem exibidas para perceber e tentar ajustar o meu gosto ao dos jornalistas que redigiam as críticas. Em alguns casos coincidia noutros nem tanto. Havia uma regularidade semanal nas idas ao cinema e onde era notória a a minha hercúlea tolerância ao ruído das pipocas, dos pés do espectador da fila de trás nas costas da minha cadeira, entre outras tantas situações que tiram qualquer pessoa do sério.
De cabeça sou capaz de recuar uns 25 anos e perceber que durante todo este tempo isso foi mesmo que aconteceu. Fui tolerante. Aceitei determinadas situações para que, em primeira mão me fosse possível ter uma opinião formada sobre determinado filme ou sobre a prestação de determinado actor. Qual homem que gosta de "bola" e consegue semanalmente falar do seu clube / golos marcados pelo seu jogador preferido. Assim seguia eu religiosamente os filmes do cinema.
Este ano as coisas mudaram um pouco como já aqui disse anteriormente. Deixei de ter tanta vontade de ir ao cinema. As vezes que fui (e talvez isto tenha contribuído da pior forma) não ajudaram. Ruído ambiente (pessoas a mastigar de boca aberta, a conversar durante o filme, as próprias cadeiras já muito usadas). Talvez sejam detalhes que sempre existiram e que agora....assumem uma importância diferente.
Com o meu mais recente vício - ver séries - as coisas passaram a ser diferentes. Se preferirem, a minha (já de si reduzidíssima) capacidade de encaixe para o ambiente do cinema tornou-se quase inexistente. Porquê? Porque posso ver tudo, com calma, na paz da minha casa. Sem perturbações. Sem barulho. Sem ter de esperar pelo final dos 20 minutos da publicidade, etc.. E ou muito em engano ou é mesmo para continuar.

domingo, novembro 23, 2014

Privatização da TAP

Tenho para mim que aquilo que é bom deve ser mantido. Afinal é uma máxima que tento aplicar no meu dia-a-dia e, até à data, não me tenho dado mal.
Na minha perspectiva, caso da transportadora aérea de bandeira reveste-se de algumas peculiaridades. E se se prestar atenção à "fita do tempo" perceber-se-á que se trata de um....caso perdido. E falo com propriedade na medida em que eu próprio já por lá passei.
A estrutura organizacional da TAP é pesada. Demasiado pesada para que qualquer empresa que esteja interessada nesta empresa a queira perpetuar. Há demasiadas pessoas e a primeira questão que naturalmente se irá colocar é se efectivamente é necessário (e exequível) manter todos estes postos de trabalho. Esta é (legitimamente) uma das maiores preocupações dos sindicalistas. Concordo.
Durante muitas décadas a opção dos serviços de manutenção prestados pela TAP esteve em cima da mesa de vários Clientes. Porquê? Pelo seu pessoal qualificado e profissional. Pelo inevitável "savoir faire português"..mas eficaz. E foram várias as empresas multinacionais que por cá foram firmando contratos (alguns longos) de manutenção das suas aeronaves. Acontece que, como em tudo, a realidade é...dinâmica. O "output final" oferecido (o tal standard elevado de qualidade e o cumprimentos dos prazos estabelecidos contratualmente) deixou de ser preponderante quando, entraram no jogo outros "jogadores". Falo de empresas de manutenção que foram criadas especificamente para surprir as necessidades dos vários operadores aéreos internacionais a....preços muitíssimo atractivos (i.e. situadas no Norte da Europa). No "final do dia" não são tão simpáticos (como nós latinos). Nem há a oportunidade dos representantes técnicos estrangeiros (elementos dos operadores que  são designados para acompanhar os trabalhos in loco) poderem ir dar uns mergulhos nos meses de maior calor.
Qual é a relação disto com a TAP? Bom. O problema é que uma das fontes primárias de rendimento era (e é) efectivamente a prestação de serviços de manutenção a terceiros. E numa óptica economicista (e em linha com o que referi acima), um qualquer operador aéreo - e com particular destaque em contexto de crise económica - não irá firmar contratos com empresas cujas instalações estejam próximas de praias. Ou pela simpatia dos trabalhadores. A variável "custo" assume uma preponderância ímpar. E claro, como qualquer um de nós entenderá com muita facilidade, passa a ser um factor decisivo.
A par e passo com uma gestão ruinosa da representação da TAP Manutenção (Brasil), ao longo dos anos foram sendo somados os prejuízos e incrementado de forma substancial o passivo, o negócio da manutenção passou a ser um problema.
Para terminar, a exclusividade dos direitos de tráfego para alguns destinos (i.e. USA, América Latina e África) também já era. Há uma importante e significativa concorrência à qual a companhia de bandeira não pode (nem deve) ser indiferente. Por exemplo, as companhias aéreas "low cost", onde toda a gente sabe ao que vai. E paga 1/7 do que pagaria num bilhete "normal" na TAP.
Veremos o que vai decidir o nosso Governo. É um assunto que faz parte do "memorando" da troika e até ao momento, poucos ou nenhuns avanços houve.

domingo, novembro 16, 2014

O Marquês

Muito se tem falado sobre o caso "Marquês" e que envolve um ex-Primeiro Ministro de Portugal. Todos os dias, a toda a hora, há actualizações a este caso tão mediático. Não me irei pronunciar quanto à coincidência (ou oportunismo) de ser uma notícia que é mediatizada no momento em que o caso dos "vistos gold" está (ou estava) ao rubro. Ou ainda, ser uma notícia que surge dias antes do início do congresso do maior partido da oposição.
Tentarei ser o mais isento possível nesta minha opinião e na medida em que nunca nutri simpatia por este ex-governante. Nunca. Tal qual muitas outras pessoas sou uma pessoa de empatias. Ou sinto ou não sinto. Por esta pessoa em concreto, nunca senti. Não obstante, consigo, pontualmente, reconhecer-lhe algum crédito merecido e iniciativa em algumas obras enquanto Ministro de um dos Governos.
O cerne de tudo isto está, parece-me a mim, na ambição desmesurada. Mais uma vez. Afinal trata-se de um ser humano. Nado e criado numa família da classe média. A mesma classe que usualmente paga a factura dos pobres (que não têm dinheiro para pagar) e dos ricos (que arranjam forma de fugir). E que naturalmente acaba por ser a classe mais sacrificada e onde surgem casos como este. De pessoas que, revoltadas, sem escrúpulos querem poder. E dinheiro.
Em grande parte, esse objectivo foi alcançado. Ainda que à custa de esquemas menos claros e ligações dúbias. Estou certo que o conhecido feitio de alguém execrável e obsessivo naturalmente terá expeditado a consecução de certos objectivos intermédios. por exemplo, as contas bancárias chorudas em nome do amigo lá da terra. Ou a compra do andar numa zona nobre de Paris culminando na aquisição de um topo de gama de uma marca de carros germânica. Já para não falar do alfaiate. O mesmo que veste muitas celebridades. Enfim.
A justiça tarda mas não falha. O mais curioso nisto tudo é que a aranha foi apanhada na sua própria teia. No caso, na legislação aprovada enquanto era Primeiro Ministro de Portugal e que resumidamente obriga os bancos a comunicar às entidades respectivas movimentos avultados de dinheiro. O resto da história já se conhece.
Espero que à semelhança de outros temas do passado recente também este tenha um desfecho justo. Que o podre da sociedade política não se imiscua na investigação e que seja feita justiça.

domingo, novembro 09, 2014

Crossfit

Depois de quase 3 anos a correr e um ano e meio de ginásio (musculação) vou, já a partir do próximo mês, experimentar uma nova actividade - o "crossfit".
Estou bastante expectante na medida em que é algo completamente diferente do que tenho feito até agora. Por um lado, a corrida, em que há um ganho substancial de musculatura do trem inferior (logicamente) e um aumento substancial da função respiratória. Por outro lado, a minha opção de treinar máquinas no ginásio prendeu-se, há algum tempo atrás, com o facto de ter perdido muita massa gorda (e muscular) com o início da corrida. Ou seja, na altura, fazia para mim todo o sentido o ganho de massa muscular perdida para evitar ficar com um físico demasiado "seco" (que esteticamente nunca apreciei).
Confesso que não tem sido tarefa fácil. Para começar, obrigo-me a treinar todos os dias. À excepção de Domingo. Nos demais dias...ou corro ou faço ginásio, alternadamente. Chama-se a isto disciplina. Espírito de sacrifício e acima de tudo, uma necessidade de exercício físico que queime os excessos alimentares que pratico diariamente. Esta é a verdade. Gosto de comer bem. Sempre gostei. E não me parece que algum dia embarque em fundamentalismos de "só" comer isto ou aqueloutro. Acredito que se possa comer tudo...com moderação. Tento seguir essa linha de pensamento.
Há mais vantagens que desvantagens na prática do "crossfit" comparativamente à musculação, em concreto (e dado que não penso, para já, em deixar a corrida). Evita-se a rotina na medida em que os exercícios são planeados previamente e tendo em linha de conta determinados objectivos: força, elasticidade, potência. São aulas sempre dadas por professor pelo que, a probabilidade de "dispersão" com troca de sms ou televisão é reduzida. Aliás, acredito mesmo que seja impossível. Outro aspecto importante é o gasto calórico. Por via dos exercícios realizados (aliados a uma alta intensidade) há, naturalmente, um dispêndio superior energético. A desvantagem é efectivamente o perigo de lesão aquando da prática desta actividade. Mas é como em tudo...também me posso lesionar a correr ou numa máquina do ginásio!
A médio, longo prazo, pelas minhas contas de cabeça, poderá significar que está para breve a tonificação da região abdominal (aquela que sempre me custou a trabalhar) e com toda a certeza, a melhoria da minha condição física e o ficar mais perto do meu objectivo final: porte atlético. A ver vamos como corre tudo. Vou dando notícias!

domingo, novembro 02, 2014

Os bancos do carro

Tenho tido um azar imenso com os bancos dos meus carros. Em bom rigor não será mesmo com os bancos o ajuste do banco para a frente ou para trás.
Passo a explicar: não raro, quando me sento no carro, as moedas que estão no bolso do lado direito das calças caem para o espaço livre entre a calha do banco e a alcatifa do chão. Em carros mais antigos, esse espaço era amplo e permitia enfiar a mão e apanhar o que caía para este espaço. Sempre foi assim e não havia problema de maior. Bastava espetar o rabo e mergulhar por baixo do banco para encontrar a moeda. Ou outros objectos que julgava perdidos há muito tempo...
Nos carros modernos as coisas funcionam de forma diferente. Basicamente, os bancos dos automóveis são desenhados de forma a ocupar todo o espaço disponível: quer em altura (possibilitando a acomodação dos cabos eléctricos na parte posterior) quer em largura (tornando muito complicada a operação de enfiar a mão lateralmente). 
A solução passa por uma de duas opções: a) Deixar de andar com moedas nos bolsos ou b) Deixar de ter bancos no carro. Passar a ter um banco de cozinha (daqueles de madeira)! 

domingo, outubro 26, 2014

A comida e o sentimento de culpa

Mais cedo ou mais tarde teria de acontecer. Tornou-se oficial. Comecei a ler com toda a minha atenção os rótulos dos produtos alimentares no supermercado e passei fazer (quase) sempre uma alimentação saudável. Seis dias da semana. Um dos dias não consegui.
Sou humano. Embora pratique muito exercício físico (ginásio e corrida) ainda não consegui privar-me totalmente de alguns alimentos que são conhecidos por contribuírem uma dieta alimentar desequilibrada. E é precisamente nisso que preciso de trabalhar.
Para quem como eu gosta de comer (e algumas vezes beber um bom vinho) faz todo o sentido degustar o que tenho no prato. Apreciar um bom bacalhau (sim, quem diria...aprendi a gostar de bacalhau) e outros pratos (fortes) tipicamente portugueses. Ou porque não uma boa mousse de chocolate caseira. E o problema surge quando a força superior me impele a comer algo desse género. A pecar, portanto, e a pedir por uma dessas dádivas do demónio. E pior. Deliciar-me com as mesmas. E é precisamente aí que vem o sentimento de culpa.
É por isso que não vou poder deixar de fazer exercício físico ou sentir-me culpado depois de ter comido uma feijoada à brasileira. Ou então...deixo de comer o que gosto. E como só tofu com penne. E bróculos.

domingo, outubro 19, 2014

Complacência

Comecei há muito pouco tempo a ministrar formação numa matéria que, no meu entender, é importantíssima no contexto da aviação: os factores humanos.
É uma matéria que posso adiantar que dá pano para mangas. Muito pano mesmo. E especialmente para os técnicos de manutenção aeronáutica, "público-alvo" especialmente importante.
Nesta formação de factores humanos pretende-se sensibilizar estes técnicos para a importância que as suas acções podem ter no contexto da aviação e que poderão ter indesejáveis desfechos (incidentes / quase acidentes ou acidentes aéreos).
Um dos factores humanos que efectivamente poderá conduzir ao erro / falha humana no contexto da manutenção de aviões é a complacência. E creio que há uma correspondência com a vida pessoal de cada um de nós. Em algum momento seremos ou já fomos complacentes. Em contexto formativo reforço a ideia que a complacência é algo que deve ser evitada a todo o custo dramatizando com exemplos que espelham bem essa tendência (e.g. a realização de tarefas sem a consulta de manuais técnicos por se pensar que se sabe tudo de memória...etc.).
Na vida pessoal há também essa tendência (errada). Acharmos que sabemos tudo e que não precisamos de mais informação. De perceber, de estudar ou de ter mais dados. E isso pode conduzir-nos a juízos precipitados ou conclusões que não serão as correctas.

domingo, outubro 12, 2014

Positivismo

Ao longo dos últimos anos tenho-me deparado com um sentimento que tem norteado a minha vida: o positivismo.
Costumo parafrasear algo que entendo ser óptimo - as energias negativas atraem energias negativas. Ou seja, e simplificando, se pensarmos em algo de forma derrotista / pessimista, garantidamente que teremos uma dificuldade acrescida em dar a volta à situação. Seja em que circunstância fôr. Para qualquer problema que possam imaginar neste momento. Se só se abordar a questão pela perspectiva negativa será encontrada uma dificuldade muitíssimo grande em perceber onde está a solução.
Não estou com isto a dizer que nos devemos desviar do foco / cerne da questão. Nem estou igualmente a referir que devemos desvalorizar a questão. Nada disso. Apenas sugiro que se pense de forma pragmática e prática. O prisma negativo não é necessariamente o correcto. O prisma derrotista também não será. Por vezes, uma conversa aberta e franca com alguém em quem confiamos permite-nos ter uma outra visão das coisas. Isenta, como se pretende, e quem sabe mais positiva do que aquela que estamos a seguir. O que de resto é o que se pretende.

domingo, outubro 05, 2014

Obras em casa

Desde há alguns anos a esta parte que estava destinado que acontecesse. E tinha mesmo de ser. E foi este mês que começaram as obras cá em casa.
Se analisar o problema numa perspectiva de "funcional", ou seja, de aspecto prático, compreendo e aceito que sejam necessárias as obras para manter uma casa de pé. Grosso modo é isto. Se por outro lado estudar a perspectiva do aspecto prático e interferência com o quotidiano a coisa complica.
Para uma pessoa como eu que gosta da arrumação e das coisas organizadas, a palavra "obras" destoa. Sinónimo de poeira. Barulho e invasão da privacidade. E isso mexe um (bocado grande) com o meu sistema nervoso não obstante ser-me possível conceber a tal perspectiva "funcional".
De nada me adianta stressar com isto nos próximos tempos. Até porque para já...as obras não têm data para terminar. O truque, penso eu diariamente, é levar isto com toda a calma que me fôr possível. E passar menos tempo em casa! 

domingo, setembro 28, 2014

Civismo na estrada

Esta semana vivi mais uma situação (entre tantas outras que podia enumerar) de falta de civismo na estrada. E com tudo a ajudar: Hora de ponta (0900H), artéria da cidade de Lisboa bem movimentada e mais uma (eventualmente) cansativa e chata manhã para aquelas pessoas que começaram a manhã a serem pouco cívicas / mal educadas na estrada.
A primeira grande causa, para mim, é sem qualquer dúvida a má educação. Dificilmente uma pessoa mal educada "fora da estrada" sê-lo-á enquanto conduz. Há aquela velha máxima que reza qualquer coisa do género.. "Diz-me como és e dir-te-ei como conduzes" e acredito piamente na mesma.
A segunda grande causa é efectivamente aquilo que considero ser a outra das causas dos acidentes de viação cá em Portugal: a falta de civismo. E mais uma vez (já aqui tinha falado nisto em tempos) enquanto não houver uma acção incisiva neste campo...nada mudará. É preciso castigar este tipo de comportamento por forma a que se consiga educar as pessoas. De forma exemplar.

domingo, setembro 21, 2014

A cadelita

Estes últimos dias estive/estou de férias. Encontrando-me em período de férias naturalmente que é menor a rigidez dos horários e consequentemente permito-me um pouco mais de descanso pelas manhãs.
Um destes dias ouvi lá em baixo (no R/C) uma grande agitação. As duas empregadas cá de casa falavam alto em "cãozito" e também consegui perceber a agitação do Paco. Deixei-me ficar calmo e sossegado a assistir a mais um episódio da minha série. Pensei, na altura, que fosse alguém que estivesse a passear um cachorro que tivesse chamado a atenção de ambas.
Passados uns 25 minutos chamaram-me lá abaixo. Aparentemente o cãozito tinha sido trazido para dentro de casa (quintal) e o Paco estava ainda mais inquieto. Afinal, e logicamente, era o território dele que estava a ser invadido. E qual bom guardião tinha de perceber qual o "grau da ameaça". 
A porta de casa estava fechada para evitar que o Paco saísse e cometesse algum acto tresloucado tão normal em si. Abri a porta e esgueirei-me por entre uma nesga - tendo ficado surpreso com o facto de ter conseguido passar.
E lá estava "ele". Uma bola de pêlo tigrado de 4 patas. Que veio logo a correr na minha direcção. Dois meses de idade, pensei de imediato. E pareceu-me logo também ter um cruzamento com um "fila de s. Miguel" ou um boxer tigrado. Não ía ser um cão muito grande a atender pelo tamanho das pequenas patas brancas. Mas espevitado. Vivaço. Costumo pegar em halteres bem mais pesados, associei eu quando o levantei do chão e entendi que...... era "uma menina". 
Contrariamente ao que muitas pessoas imaginam, as cadelas são mais dadas aos donos que os cães. É típico do mundo canino. São melhores guardas, mais meigas e na generalidade das vezes mais fáceis de treinar. A cadelita em pouco tempo venceu o medo (tremor) quando realizou que deste lado (eu) não vinha qualquer perigo. Sinónimo de coragem e de rápida empatia. Fiquei um bom bocado com ela na mão e deliciar-me com o olhar de "olhos de leite". Sentia-me bem e ela também. Os cães sentem as boas (e as más) energias.
Libertei o Paco para perceber como era a ligação de ambos. Naturalmente que para o Paco, um cão de uma raça dócil, a menina era uma boneca. O Paco é abrutalhado. É um facto. Mas percebia-se claramente o seu cuidado em não pisar ou magoar a cadelita (que entretanto insistia em ficar por baixo dele..eventualmente à procura da mama da mãe para o leite).
Mentalmente tentei adivinhar de qual dos meus vizinhos poderia ser a cadelita. Não consegui chegar a uma conclusão clara e inequívoca. Lembrei-de de um campo de futebol perto de minha casa onde, por vezes, uns cães que lá estão têm ninhadas. Pensei também que era muito pouco provável que uma cadelita com aquela idade conseguisse perfazer a distância que separa a minha casa do campo  de futebol sozinha (na medida em que ainda é uma distância considerável).
Com a menina na mão fui ao campo de futebol ver se lá pertencia. Pelo que percebi quando lá cheguei, uma parte do campo de futebol (bancadas) está em obras. Os homens das obras que lá estavam não sabiam de ninhada nenhuma. Um deles (aí com uns 30 e poucos anos) pegou na cadelinha e começou aos beijos à mesma. Disse-me também que a levaria para casa se não tivesse duas cadelas, uma gata e uma iguana. Tem um zoo em casa portanto. Não pertencia ali. Voltei para minha casa com a cadela na mão.
A dada altura, no caminho para casa pús a cadela no chão. Comecei a andar. Passou por baixo de todos os carros que estavam estacionados na minha rua. Todos. Sem excepção. Esperava um pouco, chamava-a e lá vinha ela atrás de mim. Também me ía fazendo cair umas 3 vezes porque se enrolava nos meus pés....
Chegado a casa deixei-a no chão do quintal. Atacou-me umas 4 vezes os atacadores dos ténis que tinha calçado. Normal. Acham sempre imensa piada. Durante esse período tomei também uma decisão. Que a cadelita não poderia ficar comigo nem mais um dia. Por duas razões: não tenho o tempo necessário para cuidar de uma cachorra e porque o próprio do Paco se podia entusiasmar, dar-lhe uma patada na brincadeira e arrancar-lhe a cabeça. Por outro lado preferi entregar a cadelinha logo para não se passar o final de semana e me afeiçoar à mesma. Foi o melhor. Uma das empregadas levou-a dentro de uma caixa de cartão e seguramente que lhe vai arranjar um bom lar.
Mais tarde desenvolvi a teoria segundo a qual a cadelita foi trazida por uma das empregadas (que não o assimiu). Alguém lhe terá oferecido a cadela e entendeu, na medida em que tenho o Paco cá em casa, avançar com a teoria de que tinham deixado o cão ali à porta de casa. Era uma teoria boa...mas algo rebuscada. Enfim...foi o melhor que fiz.

domingo, setembro 14, 2014

"Bullying"

Não é a primeira vez que falo sobre este tema. Acontece que desde a última vez que o fiz, há uns anos atrás, nada mudou. Infelizmente.
O "bullying" é o termo "técnico" para agressões intencionais provocadas por um indivíduo (ou grupo de) a outros infligindo a dôr, angústia e marcas para toda a vida.
Vi há dias uma (entre tantas outras que já vi) reportagem sobre este tema. E ao assistir a esta peça televisiva recuei uns bons 20 anos na minha vivência enquanto pessoa. Até ao antigo ciclo preparatório (entre o 2º ano e o 8º ano, concretamente).
Naquele tempo era alguém proeminente e famoso nas turmas onde estive. Fui inclusive eleito delegado de turma algumas vezes. Porquê? Porque protegia os meus colegas. Rapazes e raparigas De forma indiferenciada. E as pessoas sentiam-se seguras e percebiam que nada de mal lhes aconteceria.
A fórmula era simples: alguma coisa que acontecesse com alguém das turmas das quais eu era responsável, eu tinha conhecimento e agia em conformidade. Normalmente uns pontapés e uns estaladões bem metidos resolviam a questão e o agressor pensava duas vezes antes de voltar a pensar em fazer algo. Bons tempos, penso hoje.
Hoje em dia as coisas não são mais assim. Não há quem faça o que eu fazia naquele tempo. Importa ressalvar que ainda que possa sugerir alguma violência o que partilhei acima - porque o sugere, inquestionavelmente - havia, sem dúvida, um carácter de justiça subjacente. E não raro, passadas umas largas semanas, aqueles que tinham sido os agressores eram meus aliados na defesa dos meus colegas! Afinal a fórmula resultava.
Assiste-se hoje em dia a agressões contínuas a certas pessoas que não só não têm quem os defenda bem como não têm uma estrutura mental suficientemente forte e que lhes permita aguentar a pressão. E em alguns casos acabam por pôr termo à vida. O caminho mais fácil mas nem por isso o mais acertado.
A ideia que tenho é que há um trabalho imenso que tem de ser feito por parte dos orgãos decisores (Ministérios, quer da Educação, quer da Justiça). Tornar possível a identificação expedita dos agressores e a adopção de medidas exemplares que evitem que novas agressões para essas ou outras pessoas venham a ter lugar. No caso de ser algo que aconteça num estabelecimento de ensino haver uma advertência formal por parte do orgão máximo daquele estabelecimento,  uma conversa com os pais caso a primeira acção não resulte e a expulsão do estabelecimento de ensino caso as anteriores opções não surtam efeito. Defendo também o cadastramento destes agressores numa base de dados construída pelo Ministério da Justiça e com acesso por parte de todos os estabelecimentos de ensino que o mesmo poderá frequentar. Não vale a pena fugirmos a esta realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. É importante enfrentá-la e agir rápida e eficazmente. Só assim se poderão evitar (mais) tragédias.

domingo, setembro 07, 2014

A lista de convidados...

É conhecida a minha aversão em sair à noite. E com tendência para piorar. Aliás, não a escondo. Actualmente, a minha concepção (careta, para algumas pessoas) de sair à noite é precisamente um jantar com amigos seguido de uma amena cavaqueira. Preferencialmente num local calmo e sem fumo e sem os incómodos encontrões. Não sendo radical (leia-se anti tabagista) não suporto actualmente o cheiro do fumo do tabaco.
Em alguns finais de semana, ao Sábado de manhã, acordo cheio de energia. Naqueles em que está sol logo de manhã parece que me torno noutra pessoa. E fico logo com outra disposição deixando de parte o mau feitio. Num destes finais de semana estava sol, fiquei bem disposto e como tal mobilizei as tropas (amigos e amigas) para um jantar nessa mesma noite.
Tenho sorte de ter este grupo de pessoas com quem janto fora ocasionalmente. Às vezes, como é de resto normal, as pessoas já têm os seus programas e a tentativa de agendar algo sai gorada porque não há conciliação de agendas. Mas neste final de semana, à semelhança da quase maioria, houve.
Na medida em que o grande amigo meu está à frente de um restaurante foi precisamente nesse restaurante que marquei mesa.E foi também durante esse jantar, nesse restaurante, que me disseram que nessa noite o meu nome era outro: Luís. É verdade, Luís. E que esse nome - da pessoa que eu encarnava - estava numa lista de convidados (guest list) de uma badalada discoteca da noite lisboeta.
Quem me conhece já imagina que fiquei duplamente entristecido. Em primeiro lugar porque não me vejo com outro nome que não o meu nome verdadeiro. Chamar-me "Luís" (com todo o respeito por quem tem este nome) ou chamar-me "granito fanerítico" está no mesmo patamar. Não respondo. Não me identifico. Não há "match". Não tem nada a ver comigo. Em segundo e relevante lugar, a questão do meu nome na "lista de convidados". Há mais de 20 anos que saio à noite. E nunca precisei de ter o meu nome onde quer que fosse para entrar numa discoteca. Numa recepção, num congresso, fará todo o sentido. Agora numa discoteca?! Tentem acompanhar a minha lógica de raciocínio: que legitimidade tem um gorila - que com quase 100% de certeza nem sabe escrever correctamente o seu próprio nome - de me barrar a entrada pelo facto do meu nome não estar na listinha dele? Não faz sentido. É certo que entendo que tem de haver um critério qualquer de selecção da clientela. Mas nessa mesma noite vi o estilo de "jogador-da-bola-com-a-pochette-debaixo-do-sovaco" que tem o dom de me tirar do sério e perceber claramente a fauna que frequenta a noite. E ter percebido uma personagem que antevendo que ía ficar à porta pelo facto de orgulhosamente ostentar um boné com a pála ao contrário deu "chá de sumiço" ao mesmo...(acredito que tenha ido guardar o mesmo no carro). E claro que não acredito que esta última personagem tivesse o nome na tal lista. Pagou, como qualquer outra pessoa e entrou. Estamos a falar de um montante de 15€ ou seja, quem não tem o nome paga esse valor. Quem tem paga o que consome. Se quero repetir a façanha? Não, obrigado. Prefiro passar por incógnito!

domingo, agosto 31, 2014

As séries televisivas...

Desde há muitos anos a esta parte que o fenómeno das séries televisivas me passou sempre muito ao lado. Muitíssimo, para ser verdadeiro. Porquê? Porque tenho um "quid pro quo" significativo e latente com o mundo informático em geral. Não nos damos bem. Aliás, nunca nos demos. E como tal, o que toda a minha gente faz desde há muito tempo....eu nunca fiz. Nunca vi séries na internet. Nunca soube ou aprendi como fazê-lo. Até há uns dois meses atrás.
A minha vida mudou nessa altura. Encontrei forma de ver as séries televisivas (umas mais recentes e outras menos recentes) quando nunca o tinha feito. E filmes. Alguns ainda em cartaz (exibição). E foi-me tornado possível a percepção de uma realidade completamente diferente daquela por mim conhecida.
Escolho as séries (vejo mais séries que filmes) pelo que leio na sinopse das mesmas. Quase sempre é assim. Constato também que tenho pontaria para escolher séries que já passaram há alguns anos na televisão (e cuja emissão até já foi interrompida por via de terem terminado) ou pior, séries que ainda estão em exibição. O que como se imagina, me deixa maluco. Porquê? Porque me envolvo na série. Porque quase todas elas têm aquele irritante final de "suspense" que nos faz querer mais e mais e razão pela qual vamos dormir às 0230H da matina. E não existe mais episódios disponíveis!
Tenho uma teoria para tudo isto, como não podia deixar de ser. Como nunca tinha experimentado esta sensação de liberdade (leia-se de poder ver o que me apetecer quando me apetecer e me der a vontade) estou completamente viciado. E passo horas (mais ainda) no pc. Absorto nos enredos. Com as naturais e óbvias consequências - queixas de não sociabilização!

domingo, agosto 24, 2014

o Ipod desaparecido....

Comecei recentemente a correr de manhã, de madrugada, em bom rigor. De manhã cedo, ainda cheio de sono, lá vou eu fazer a minha corrida ou "puxar um bocado de ferro". Eu e o meu "ipod" com as minhas músicas da motivação e que me dão o ânimo e a força para correr.
Há uns dias atrás, depois de ter terminado a corrida e ter feito os obrigatórios alongamentos, fui dar um alô ao pessoal do ginásio. Gosto de cumprimentar aqueles que são os meus "companheiros da dôr" (isto em bom rigor parte deles, porque aquela hora a generalidade das pessoas normais ainda está no recato do lar). E só depois costumo vir para casa.
Assim, cumprimentei os que já estavam a treinar e vim depois para casa. Fui tomar o pequeno-almoço, tomar o meu duche e lá fui eu trabalhar. No dia seguinte, ao preparar o equipamento para a corrida (preparo sempre de véspera o equipamento) não encontrei o ipod. Fui ver ao carro - para onde por regra "atiro" (literalmente) as coisas depois do treino - e nada. Procurei duas vezes. Perfiz mentalmente o percurso desde a saída do ginásio até ao carro e acreditei que se o ipod tivesse caído no chão eu teria dado conta. Ainda que fosse bem cedo de manhã. Nada. Nem sinal dele.
Nada mesmo. Falei com o pessoal do ginásio para estarem atentos. Pareceu-me óbvio que mais depressa me tornava eu budista do que alguém devolveria o ipod se o encontrasse. Mas ainda assim tentei a minha sorte. Nada. Dei por encerrado o tema ipod. Virei esta página e dei-o como perdido para sempre. Com pena. Não só porque tinha sido caro, mas também porque tinha muita e a minha música. Ainda que não tivesse sido roubado senti-me um pouco triste pelo facto de alguém poder ouvir a minha música. E ou gostar ou, caso não gostar, apagar tudo em 2 segundos e gravar músicas do seu gosto naquele que tinha sido o meu ipod, companheiro de tanto suor e exercício físico.
Comecei mesmo a pensar em dar uso ao iphone que comprei posteriormente ao ipod e que também tem essa funcionalidade - o de permitir ouvir música. Aliás, quando comecei a correr era precisamente o que fazia com outro iphone que tinha. E andava nisto até que aconteceu o que nunca esperei que acontecesse. O ipod apareceu.
É verdade. Apareceu. Estava na cesta da roupa suja e por um triz não teve o mesmo fim que teve um auricular há um par de meses. A fatídica máquina de lavar a roupa. Ganhei o dia. E tenho de ir a Fátima por estes dias. Faz parte.

domingo, agosto 17, 2014

Dieta e fraqueza

Em tempos referi aqui no blogue que uma das componentes essenciais para uma boa condição física é sem dúvida a dieta alimentar. O que se come (e bebe naturalmente) irá contribuir para serem alcançados mais (ou menos) rapidamente os resultados pretendidos. O objectivo a que nos propomos, se quiserem.
Desde há alguns meses a esta parte que tento(ei) eliminar da minha dieta alimentar os alimentos que sei serem prejudiciais. Falo dos açucares (incluindo bebidas gaseificadas) e os hidratos de carbono, ou seja, alimentos transformados.
Acontece que para que isto acontecesse seria necessário que habitasse numa gruta isolado do resto do mundo durante toda a minha vida. Não só porque Portugal é um País cuja gastronomia é mediterrânica (logo pouco permeável a dietas rigorosíssimas) bem como considero que seja complexo, em determinados contextos sociais, ser disciplinado ou remar contra a maré. Por exemplo, tenho para mim que seja complicado pedir uma taça com uma generosa e fresca salada de atum e ovo cozido num jantar de amigalhaços num rodízio de carne regado com uma refrescante cerveja acabada de tirar.
Ou seja, é tudo uma questão de disciplina. Onde quero chegar é que também eu tenho os meus (vários) momentos de fraqueza. Não obstante haver um consequente sentimento de culpa - afinal treino todos os dias como se não houvesse amanhã e só eu e Deus sabemos o que me custa algumas vezes sair do conforto do lar depois de um dia cansativo - cometo alguns pecadilhos quando me delicio com um gelado do meu tamanho ou bebo uma coca-cola (zero) gelada num dia de calor. Bem sei que com o meu exercício semanal me posso dar ao luxo de cometer este tipo de pecados pontuais. Mas era tão melhor se lhes conseguisse resistir!!! 

domingo, agosto 10, 2014

Os diminutivos

Os diminutivos são daquelas coisas que.....não me irritando de morte têm o dom de me deixar com os poucos pêlos que tenho no corpo eriçados. E pior. Tudo isto acontece ao longo de um dia. Desde o trabalho até ao ginásio.
Costuma dizer-se que em cada lar português há um João. Na minha família, sendo numerosa, há vários. Donde, há uns largos anos atrás, optou-se por atribuir um diminutivo ao nome "João"..e sendo eu o mais novo, na altura, fiquei eu como o "Joãozinho". Neste caso concreto, e na medida em que há um fundamento lógico subjacente, não me choca. É claro que com o passar dos anos me passou a fazer alguma confusão ser chamado de "Joãozinho" pelos tios/tias e primos/primas. Mas recordo-me sempre da razão pela qual tal acontece e fico mais tranquilo.
O mesmo pensamento não consigo ter no meu dia-a-dia. Talvez a minha capacidade de aceitar os diminutivos tenha decaído substancialmente. Não acho piada alguma ao fazer um "telefonemazito" para outro Departamento, preparar uma "apresentaçãozita" para dar na semana que vem ou, por exemplo, fazer um "ombrinho" e uma "perninha" no ginásio. Fico irritado. Faz lembrar aqueles miúdos que para chamar a atenção começam a falar de forma afectada e como se fossem mais pequenos (bebés)...só tenho vontade de cortar os pulsos e regar com álcool quando tal acontece!!

domingo, agosto 03, 2014

A marca da fruta e eu

Chamemos-lhe carinhosamente a marca da "maçã". Por razões de publicidade e porque ninguém me paga nada para falar da mesma, irei carinhosamente chamá-la de "marca da maçã" ou simplesmente "maçã". Podia ter sido escolhido um abacaxi, uma papaia, as tão saborosas "litchis" ou mesmo a clássica jabuticaba..mas saiu a maçã. E sendo as maçãs um fruto são simples e usuais nas cesta da fruta de qualquer boa casa. E das quais gosto tanto.
Há muitos anos que conheço a marca da maçã associada a computadores portáteis (e não portáteis). Cá em casa, desde que me conheço, houve sempre um. Só mais tarde passou a haver o tão célebre (e comum) "pc". E foi há sensivelmente 10 anos (ou talvez menos) que aconteceu o lançamento do primeiro telefone desta marca.
Como confesso consumidor de "gadgets" tive naturalmente de adquirir um exemplar. Creio que não terá sido um dos primeiros exemplares, mas seguramente que não demorou muito até ter um na minha posse. A aposta da marca era muito simples e sustentada numa fórmula simples: elevada funcionalidade, estética apelativa e ligação permanente ao mundo virtual (internet). E resultou. No imediato. É muito interessante analisar os números de venda dos telefones desta marca quando comparados os números de vendas de outras marcas de telefones - num mercado que durante décadas foi liderado por uma conhecida marca nórdica - e que na altura apostavam noutros segmentos de mercado igualmente importantes: televisores, amplificadores para música ou tecnologias "blue ray". Como havia a confortável e inquestionável liderança de mercado a tal marca nórdica "desacelerou" na aposta tecnológica. Deixou de perceber o que queriam realmente os consumidores. Entrou em "safe mode" e numa "bolha", isolada da realidade, que se veio a revelar um desastre sem precedentes aquando lançamento do primeiro telefone da marca da maçã. Facilmente se percebeu o quão atrás estava a concorrência. Para facilitar a compreensão...será o mais próximo da maçã ter oferecido um "smartphone" e a concorrência oferecer.... um xisto argiloso.
A conhecida marca nórdica ainda hoje (nota: falo com propriedade na medida em que tive vários exemplares da mesma), volvidos 10 anos, tenta minimizar e/ou conter o prejuízo que teve com a perda de liderança do tão apetecível e lucrativo segmento dos telefones. Durante anos ofereceu produtos para os mais variados gostos (e carteiras) mas...perdeu literalmente o comboio. E sim, quase que fechou as portas por via dos maus resultados verificados nessa altura. As demais marcas também acordaram nessa altura (tardiamente) para o poder inigualável da "maçã".
Só bem mais tarde foi tornada possível uma oferta parecida à da maçã e com um sistema operativo que tem um nome alienígena. E aqui sim começou a verdadeira guerra. Com um gigante que entretanto passou a ser líder de mercado. E foi então perceptível a gradual e meritória técnica de "benchmarking" da concorrência que acabou por dar frutos há 4 ou 5 anos e com a oferta de produtos similares ao da marca da maçã.
Utilizei propositamente o termo "similares". Porquê? Simples. Porque dentro daquilo que era a simplicidade e funcionalidade de utilização (intuitiva) as demais marcas complicaram. Melhor dizendo...os telefones até podiam ser melhores e com tecnologia mais evoluída quando comparados com um único telefone oferecido pela marca da maçã...mas perdiam na simplicidade. E na facilidade de utilização.
Falando da minha experiência pessoal. Para variar, resolvi ser do contra. Dei por mim a comparar especificações técnicas da concorrência com o único modelo comercializado pela marca da maçã. E pensei para comigo que era altura de mudar. E mudei. Durante cerca de 1 ano. Tirei fotografias com uma definição espectacular por via de uma melhor lente fotográfica. Mas foi só isso. O resto estava comprometido. E o facto de ter um processador mais rápido não tornava o telefone...simples de utilizar. Por exemplo, para agendar um compromisso na agenda era necessário realizar 4 ou 5 passos. O dobro dos passos necessários para realizar a mesma acção no simples (mas eficiente) telefone da maçã.
Vendi o telefone sem ter perfeito o ano. E voltei para a maçã. Estou fidelizado.

domingo, julho 27, 2014

Seria complicado no presente momento, e à semelhança de outros tantos assuntos passados, alhear-me da realidade (e de uma notícia que tanta tinta tem feito correr) e não comentar o caso "BES". Importa também, ressalvar desde já, que o meu conhecimento relativo à temática "bancos" é tão profunda quanto aquela que detenho sobre a reprodução da "garça-branca-pequena" com  ampla e expressiva distribuição no Brasil.

Ao que interessa..o "BES". Tenho acompanhado este assunto com particular interesse por via de ter uma boa amiga que trabalha por lá. Há umas semanas atrás liguei-lhe para saber como estavam as coisas com ela e...se os "media" estavam a empolar em demasia o assunto. Aliás, é a primeira percepção que tenho. Calma, já vou falar dos banqueiros....a seu tempo (esta dica é para aqueles que nesta altura já estão a ferver de raiva pelo facto de eu achar exagerada a notícia). Naquela altura a minha boa amiga disse-me que não havia motivos para preocupações. E que estava tudo controlado. Isto há 3 semanas atrás. Afinal não estava tanto assim. Foi o princípio do incêndio. Percebo agora.

Já aqui referi várias vezes que os meios de comunicação social têm um poder imenso na medida em que o agente que regula a sua actividade (Alta Autoridade para a Comunicação Social) age, na minha modesta opinião, por impulso, o que é a mesmíssima coisa que dizer que..tarde e a más horas. Já no prejuízo. Chama-se a isso liberdade de expressão e "orgulhosamente" (para alguns) conquistada na revolução dos cravos nas espingardas.

Bom, para já interessa-me perceber (mais uma vez e porque gosto de entender as coisas) como falha um sistema de controlo tão apertado (como julgo que o deve ser) de auditorias financeiras realizadas por multinacionais de renome aos bancos. Sinceramente, não entendo. Por outro lado, como falhou (mais uma vez) a supervisão dos bancos portugueses por parte do Banco de Portugal (BdP). Naturalmente que agora começa a tão célebre e clássica "dança das cadeiras". O "BdP"  acusa a empresa que realizou as auditorias financeiras de não ter detectado o problema atempadamente. A multinacional defende-de afirmando que audita o que lhe é dado não tendo desenvolvidos os dotes premonitórios da informação sonegada pelos bancos. Por último o "BES" aparentemente terá "falhado" algumas previsões (i.e. produtos financeiros) o que, naturalmente, no presentemente momento preocupa alguns clientes. E no "final do dia" já se fala em nacionalização do banco, o que não é mais do que nós, os contribuintes portugueses (mais uma vez) termos de pagar o buraco financeiro. Relembro que o BES, há coisa de um ano e pouco (ou dois anos) apresentava lucros quando a generalidade das instituições bancárias pediam linhas de crédito ao Estado para se auto-financiarem. Na altura foi notícia o facto deste banco ter publicamente afirmado a sua não necessidade.

Por trás de tudo isto está um nome de um banqueiro conhecido. Não o conheço pessoalmente e só o vi uma vez no aeroporto de Lisboa, mostrando ser uma pessoa sóbria e distinta. O que quero dizer é que, embora partilhe da consternação geral de mais uma vez ter de ser o contribuinte português a dívida de um banco, não consigo confirmar, com a informação disponível, se será resultado de uma má gestão. Afinal, se virmos bem, referi há pouco que foi dos poucos bancos que não solicitou dinheiro ao Estado. Pede agora. Há sucursais que já estão a fechar e empresas do grupo que já declararam insolvência assim não conseguem "honrar os compromissos assumidos" (leia-se pagamentos).

Esperemos para ver o final da novela. A procissão ainda vai no adro!

domingo, julho 20, 2014

Os trocos...

Tenho pensado ultimamente (mais uma vez) na questão dos trocos. E isto leva-me a partilhar dois ódios que tenho. Sim, dois ódios. Duas coisas que detesto visceralmente na vida: uma é ter de mexer em papelada por via do trabalho que dá arquivar tudo e pela elevadíssima probabilidade que há em perder folhas e outra é ter de mexer em dinheiro. Nas notas e nas moedas. Detesto. É horrível. Sabe Deus onde andaram aquelas moedas e notas....
Mas falando agora do dinheiro. Em tempos referi aqui a forma ou valor que as pessoas atribuem ao dinheiro. É uma situação corrente nos dias que correm. Bem sei que não é prático termos moedas de todas as quantias para facilitar os trocos nas transacções comerciais. Contudo, acredito que a tendência seja que as pessoas transportem cada vez menos "metal" (moedas) consigo e optem pelo pagamento facilitado com cartão. Ou seja, será uma sorte alguém ter moedas consigo para facilitar o troco. É o meu caso. Raríssimas são as vezes em que ando com moedas nos bolsos. E as notas também escasseiam. Mas constato que são muitíssimas vezes em que fico a dever 1 ou 2 cêntimos. E quem atende, facilita-me usualmente a vida e releva a mesma. Atenção que não sou contra. Mas penso neste facilitismo replicado 10 vezes naquele dia. Ou 50 vezes. Ou mesmo 100 vezes. Se calhar o prejuízo assume contornos "simpáticos".
Sou contra a utilização das moedas. Deviam ser abolidas. Os preços deviam ser sempre certos. Que sentido faz ter uma varinha mágica que custa 29,99€? Não faz sentido. É tudo para desculparmos as lojas pelo facto de não terem trocos se pagarmos os 30,00€!! Mais uma vez...se virmos à escala exponencial....há um lucro (marginal) bem interessante. Dá que pensar! Para ambos os lados. Quer enquanto Cliente, quer enquanto prestador de serviços!

domingo, julho 13, 2014

Passado mal resolvido...

Ao longo de alguns anos tenho conhecido pessoas que aparentemente serão normais, mas que depois, com algum tempo de convivência, percebo que têm o passado mal resolvido.
Passado mal resolvido sugere uma série de aspectos/domínios: afectivo, profissional, pessoal, etc.. No meu caso, e na medida em que conheço estas pessoas na esfera pessoal, cingir-me-ei aos domínios pessoal e afectivo.
No caso do plano afectivo, há muito tempo que defendo que se deve fazer (e bem) o "luto" da relação anterior por forma a que "quem vem a seguir" não tenha de sentir que tem de provar de novo a teoria da relatividade para conseguir ganhar a atenção da parte que foi magoada no passado. Bem sei que é normal que as pessoas fiquem magoadas e criem defesas mas também sei que é injusto que se tenha de aguentar uma série de testes e provações para que se capte o interesse do outro lado. Mas há pior. E usualmente as pessoas não entendem isto ou não percebem. Começar relações (ou pseudo-relações) na convicção "de se ir vendo o que dá"..é o mesmo que acreditar que beber uma cervejola depois de uma noite de copos nos faz ficar sóbrios. Acredita quem quiser. Eu não. Não acredito em nada dessas "mezinhas". Donde, dificilmente embarco em fantasias de jogos "tentativa-erro" para ir percebendo como corre a relação. Nunca o fiz e não seria agora que o iria fazer. E isto não é entendido/aceite pelas pessoas.
É no campo pessoal que vou entendendo/conhecendo o verdadeiro carácter das pessoas. Consigo perceber com o "avançar da fita do tempo" que há pessoas muito fracas de cabeça. Desde pessoas que cometem a infidelidade, passando por pessoas que não são verticais e me atacam neste espaço (e apenas demonstram que são cobardolas e preferem o anonimato) até às pessoas que num determinado momento percebemos que já nos fizeram muito mal. Pelas costas. E isto pode acontecer no plano profissional como usualmente (infelizmente) acontece.
Nota: Esta semana que passou eliminei (espero que definitivamente) mais uma pessoa da minha vida. Por razões que não interessa aqui estar a elencar porque seria dar tempo de antena que a pessoa em causa não merece. Trata-se de uma pessoa que gosta de brincar embora seja comprometida (e afirme que não é). Infelizmente não sou conivente com esse tipo de situação embora haja quem o seja. Também sei que me segue neste espaço. Espero sinceramente que seja feliz. E que cresça! Preferencialmente sem se lembrar de me incomodar..porque a minha paciência tem limites!

domingo, julho 06, 2014

Comissão da Banca

Quem como eu tem o (in) feliz hábito/disciplina de conferir as facturas do que paga, já percebeu, no caso dos extractos bancários, que há bancos que cobram um valor mensal denominado "comissão da banca". Outros bancos, de forma mais vulgar, denominam esta parcela de "despesas de manutenção". 
Há uns anos dei-me ao trabalho (tinha mais tempo livre) de questionar um gestor de uma conta minha o que era isso da parcela das "despesas de manutenção". E mais. O porquê do banco fazer esse débito e ainda a razão pela qual, naquele banco em concreto, não sempre ser constante. Pior...ir aumentando. Não conseguiu explicar de forma que me satisfizesse. E não fosse o meu alerta/reclamação (e consequente reposição do montante) seria uma quantia que me era retirada por mês com a maior das tranquilidades.
Muita atenção aos extractos bancários (digitais ou em papel). 
Até concebo que haja este débito. Mas que seja devidamente explicado na abertura da conta num determinado banco por forma a que o cliente entenda bem o seu significado.
Já cheguei à conclusão que os assaltos não acontecem só na rua...

domingo, junho 29, 2014

Transladações para o Panteão

Não obstante ser um tema sensível, acredito que a abordagem das transladações mereça uma introspecção séria e madura ao invés da falta de critério que presentemente se tem percebido aquando da decisão da transladação de alguém de um cemitério para o Panteão Nacional.
Pessoalmente, entendo que devem estar sepultados no Panteão Nacional todas aquelas individualidades que de alguma forma se destacaram socialmente em algum domínio e que fizeram com que as fronteiras de Portugal fossem alargadas ao restante globo. Ainda assim, deverá ser bem avaliada a forma como foram essas fronteiras alargadas e de que forma foi ou é efectivada a proeminência de Portugal em consequência desse mesmo alargamento.

domingo, junho 22, 2014

Semana de Férias

Está quase a terminar a minha primeira semana de férias de 2014. É verdade. Estamos a meio do ano e foi a primeira vez que demorei tanto tempo a gozar uns (merecidos) dias de descanso.
Entendi também nesta altura realizar uma bateria de exames médicos que me possibilitassem perceber o estado da "máquina". Sim, é verdade. Uma série de exames que me permitissem perceber se o exercício físico que tenho realizado é adequado para um homem da minha idade. Por partes.
Começo por dizer que me devia ter preparado melhor para o "choque" que é a marcação de exames médicos no Sistema Nacional de Saúde (SNS). Este processo (e no caso do meu centro de saúde) envolve o ter ido de manhã, antes das 0800H, agendar uma consulta (que teria lugar na parte da tarde do mesmo dia) e para que a minha médica de família me facultasse as requisições para os exames médicos. Já não falando no facto de no dia anterior ter ido ao centro de saúde, às 0900H e  me ter sido dito que teria de  lá voltar no dia seguinte para a tal marcação da consulta. O que naturalmente acabou por acontecer. Um dia de férias bem passado.
O dia para o qual consegui vaga para a realização dos exames (agora no privado) também teve aspectos engraçados. Tive de estar às 0800H no centro da cidade para entrega da 1ª urina da manhã e para tirar sangue. Da parte da tarde tive de lá regressar para realizar os 3 exames restantes. Mais um dia de férias em pleno. 
No última dia (útil) da semana agendei a limpeza da boca. Tinha mesmo de ser. Há quase um ano que não o fazia e por razões óbvias importante que o faça regularmente. Não só por questões de higiene bucal bem como para minha tranquilidade mental. A higienista acabou por atrasar-se e demorei mais 1,5 horas do que tinha previsto.
A saga terminou com a dádiva de sangue ontem. É verdade. Mais uma vez fui dar sangue. Entendo ser um gesto meu que poderá salvar uma vida. E no meio de uma boa disposição com as enfermeiras..lá doei o sangue! E assim voaram mais umas horas do meu descanso!
Resumindo e baralhando....tirei uma semana para cuidar de mim. Conseguir treinar nos habituais dias. Olhando para trás...não podia ter feito as coisas de outra forma!

domingo, junho 15, 2014

O(s) pedido(s) de desculpa (que não houve)...

Portugal acabou por ficar pelo caminho no Mundial de futebol do Brasil. Da mesma forma que ficou a Espanha, a Inglaterra e outras selecções nacionais de futebol que ninguém esperava que fossem eliminadas promovendo outras selecções que ninguém dava nada pelas mesmas.
Depois de tanta mediatização à nossa escala de pequeno País, seria natural e expectável ter sido feito um pedido de desculpa público por parte do seleccionador/treinador da selecção portuguesa e do capitão da mesma selecção. Afinal, este último até foi considerado o melhor jogador do mundo. Donde, não se espera menos do que a excelência em campo e a humildade para assumir uma prestação menos boa e retratar-se perante o seu País. 
Assumir publicamente os erros/pedir desculpa não torna ninguém menos capaz. Demonstra integridade. Verticalidade. E afasta os "pseudo-vedetismos" que muitas vezes se percebem.

domingo, junho 08, 2014

A máquina maldita

A cena passou-se há bocado, num "Elefante Azul" ali em Loures. Depois de ter metido 2 euros em moedas a máquina deixou de funcionar. E o carro cheio de sabão. Procurei o rapaz que costuma andar por lá e nem sinal dele. Fui então à bomba de gasolina e abordei o homem da bomba que preparava para abastecer um carro de um cliente:
- Boa tarde. Pode por favor indicar-me onde está o rapaz das lavagens? A máquina que estou a utilizar ficou com 2 euros em moedas.
- Ah, pois. Acontece. Não pagam ao rapaz e ele não está cá sempre, responde o gasolineiro com um sorriso condescendente.
- Parece-me legítimo. Mas então temos um problema..a máquina ficou-me com 2 euros. E agora? insisti eu.
- Ah...é ter paciência, retorquiu o simpático homem.
- Concerteza. Paciência....boa tarde então, disse eu afastando-me.
Voltei para o carro ensaboado. Entretanto reparei que todas as outras máquinas de lavagem estavam com fila...Preparava para entrar no carro e ir para uma fila, quando voltei atrás e dei duas murraças bem metidas na máquina. Sairam de imediato os 2 euros. Acabei de lavar o carro com toda a calma. Aliás, parece-me que os intervalos de utilização ficaram mais dilatados. E a máquina amolgada. Mas a funcionar. É ter paciência!! Bom resto de Domingo.

domingo, junho 01, 2014

Os(as) cobardolas...

Se há traço de personalidade que me deixa fora de mim é a cobardia. Nunca fui, não sou e nunca o serei. Mas percebo que há muita gente que o é e vive com aparente tranquilidade com essa questão. Passo a explicar.
Aqueles que, como eu, têm um espaço público de partilha de opinião pessoal (como é o caso de um blogue), sujeitam-se a ler críticas boas e críticas menos boas. Afinal trata-se de um espaço público. As coisas são mesmo assim.
Mas gostava de aqui deixar uma clarificação para aqueles(as) que optam pelas críticas anónimas. E que recebo com regularidade e como forma de me (teoricamente) me "atingir". Ganhem juízo.
Compreendo que haja pessoas que sejam fracas de cabeça. Parece-me aceitável estas pessoas optem por recorrer a um meio "fácil" e "básico" para me fazer chegar mensagens. Não deixa de ser o reflexo de mentes curtas e mesquinhas. Vale o que vale...e garantidamente que não pensam que as mesmas sejam completamente anónimas. Há formas muito simples de perceber quem são essas pessoas. E ao alcance de qualquer um (falo do tracking).
Da minha parte, e como até aqui, pautar-me-ei pela frontalidade e transparência. E continuarei a partilhar com quem me segue todos os comentários. Quer sejam abonatórios quer sejam pejorativos. Gosto que me critiquem (bem ou mal). Como dizia alguém há uns tempos atrás..não me importa que falem bem ou mal de mim. Desde que falem.

domingo, maio 25, 2014

Crime Passional

Há vários tipos de crime. De cabeça ocorrem-me alguns que são usualmente tornados públicos: homicídio, tráfico de seres humanos, extorsão, lenocínio, tráfico de droga, tráfico de influências, tráfico de espécies animais em vias de extinção, evasão fiscal, abuso de autoridade, etc.. Podia perfeitamente dedicar um texto aqui no blogue elencando todos os crimes que conheço. E são muitos mesmo.
Mas há um tipo de crime que me suscita uma particular curiosidade. Falo do crime passional. Não me refiro naturalmente ao infeliz e trágico final que constitui o denominador comum/final de todos estes casos. Falo objectivamente da assustadora volatilidade das pessoas. Um dia está tudo bem e no outro dia está tudo mal. E que nos faz reflectir sobre o que levará alguém a cometer uma loucura qualquer e que culmina num acto de tirar a vida a alguém. Ninguém tem esse direito. O que pensará o homicida quando dá um tiro? Ou as facadas?
O crime passional, na sua essência, é sustentado no facto de uma das partes (sim, também as mulheres podem matar) não aceitar que a relação afectiva/conjugal termine. Acredito que a situação não seja pontual. Ou seja, deverão já ter havido variados sinais, na fita do tempo, de que as coisas não estavam bem. Mas quando uma das partes não quer "ver" esses sinais (em negação, portanto) tudo passa ao lado. Também acontece com regularidade a desvalorização de uma agressão física ou verbais. Por outro lado, quando tudo é dito de forma directa, sem floreados e com todas as letras...a tal parte que está em negação, não raro usa a clássica expressão: "Não vais ser meu/minha não vais ser de ninguém". E aqui sim, meus amigos e amigas, é o princípio do fim. Pessoalmente, acho que culminará em crime passional assim a pessoa seja desequilibrada a esse ponto. Por outras palavras, que tenha de alguma forma uma tendência para a bipolaridade ou para um outro qualquer quadro clínico de foro psiquiátrico.
Para terminar, creio que toda e qualquer situação anormal e vivenciada com regularidade deverá ser comunicada às autoridades competentes. Logo que aconteça a primeira vez. Só assim poderá ser tomada uma acção eficaz, atempada proporcional. E que em alguns casos poderá, com toda a certeza, evitar um final trágico. E nunca, mas nunca, desculpabilizar o/a agressor/a. Chama-se a isso conivência. Ou...dormir com o inimigo!

domingo, maio 18, 2014

O carro novo

Não é novidade para ninguém a minha paixão pelos automóveis. Conta-se que decorei (e aprendi a dizer) primeiramente as marcas dos automóveis do que me era possível manter uma conversação.
Também se sabe que o processo de troca de carro é para mim, um momento de inigualável alegria. Desde que enceto as negociações com algum (incauto) vendedor, passando pelos telefonemas (diários) para aferir ponto de situação do negócio até ao momento em que finalmente levanto o carro. São semanas intensas e que me esgotam. Podia dar-me para pior.
Pela primeira vez este negócio foi realizado com alguma tristeza da minha parte. O negócio envolvia a entrega de dois carros e o levantamento de outro. Globalmente, bem pesados os pratos da balança, foi um bom negócio para mim - ainda que tenha perdido algum dinheiro, como se perde sempre em negócios de automóveis - mas fiquei melhor servido e consigo uma poupança/mês expressiva, para além de outros detalhes importantes. E a tristeza? Bom, essa surge quando associo os bons momentos que vivi com cada um dos carros que entreguei. E essas lembranças serão indeléveis para sempre. E que seguiram com ambos os carros para os seus futuros proprietários.
Para terminar, queria partilhar um detalhe importante e que fez parte da negociata. Inicialmente não foi este o carro que tinha apalavrado. Era outro. Mas esse outro carro foi vendido por estar integrado numa plataforma acessível a outros comerciantes e tendo aparecido outro comprador que avançou logo o dinheiro (sendo que eu não tinha sinalizado) o carro foi despachado. Assim, o vendedor sentiu-se na obrigação (e com razão) de descobrir outro carro com as características exactamente iguais ao que inicialmente tinha sido combinado. E conseguiu. E sabem que mais? Prefiro este!!

domingo, maio 11, 2014

Reencontros

Nos últimos dias tenho reencontrado algumas pessoas que já não via há muito tempo. Em diversos locais. E acho curiosa a falta de tema de conversa quando tal acontece.
Quando penso nisso dou comigo a pensar que supostamente devia ser normal duas pessoas passarem horas na conversa. A rever detalhadamente o tempo em que perderam o contacto. Mas nem sempre assim acontece.
No meu caso nunca sei muito bem o que dizer, confesso. É certo que poderá estar em causa, naquele preciso momento, uma década de experiências vividas a dois (boas e más), mas que certamente conduziriam a uma agradável conversa de 6 horas sem interrupções pelo meio, mas não é isso que acontece. Aparte das perguntas triviais do como tem passado, das novidades que houve nos 20 anos que não nos vimos ou de como corre o trabalho - sendo que aqui se corre um perigo real de podermos obter como resposta que está desempregado(a) - há pouco mais a dizer quando se encontra alguém da faculdade num corredor do Pingo Doce!

domingo, maio 04, 2014

A pouca paciência

Com a idade começo a padecer de um mal que sempre critiquei nos outros - a pouca paciência. Em rigor, muito pouca paciência e igualmente pouca tolerância para com os erros dos outros.
É certo que poderá contribuir para essa minha pouca paciência a falta de descanso, mas também é lógico para mim que com a idade vou ficando mais exigente. Comigo mesmo e para com os outros. E dou comigo a pensar se não deveria ser ao contrário, ou seja, ir "amenizando" alguns traços mais vincados da minha personalidade com o tempo.
Confesso que não tenho paciência para o laxismo. Irrita-me que as pessoas se acomodem. Irrita-me pessoas que são recorrentemente falsas e/ou que são mentirosas compulsivas. Perco a paciência com pessoas que mentem uma vez e depois têm o desplante de agir como se nada tivesse acontecido, ou seja, que não tivessem sido apanhadas nas suas (por vezes) intrincadas mentiras. 
Por último, perco a paciência para as pessoas que criticam (com toda a legitimidade) as minhas partilhas que aqui deixo e não têm a coragem de se identificar. Denota falta de coragem e verticalidade. E claro, é sinónimo de cobardia. Quem se esconde atrás do anonimato é porque tem medo de ser confrontado com a réplica e confortavelmente lança as suas farpas.  Haja paciência!

domingo, abril 27, 2014

Âncoras

Por ser um tema recorrente e actual nunca é demais falar sobre este tema aqui no blogue - as âncoras ou as lembranças que ficam de eventos passados e que não têm de ser necessariamente positivas. E é sobre estas lembranças que me irei debruçar hoje.
Tenho para mim que cada um de nós "carrega" um conjunto de más recordações. É normal. Infelizmente é algo que terá lugar para todo o sempre. E há duas formas de (tentar) lidar com esta questão: a) Procurar ajuda especializada (i.e. a psicologia) e b) "Per se" resolver os seus problemas e seguir em frente. Faço parte deste último grupo. E já expliquei anteriormente a razão pela qual não considero esse tipo de ajuda especializada - embora me mereçam total consideração e respeito os profissionais desta área.
Em qualquer um dos casos o resultado final será, desejavelmente, o mesmo. Conseguir viver o dia-a-dia da forma menos atribulada possível e conseguirmos abstrair-nos das tais más recordações  e não projectar as mesmas nas pessoas que entram agora na nossa vida. Este será, na minha humilde opinião, "o" exercício que continuamente devemos fazer. Encetar um processo de conhecimento de pé atrás nunca dá bom resultado. Contra mim falo, note-se. Mas em momento algum disse que era perfeito, certo?
Aliado ao conceito de harmonia que deverá estar sempre presente no nosso quotidiano deve também existir uma boa dose de bom senso. Que culpa tem a pessoa que agora entra na nossa vida do mal que nos fizeram no passado? Nenhuma. Fará sentido conscientemente realizar essa assumpção? Não. Não faz. Devemos sensatamente dar tempo ao tempo. E de forma ponderada, inteligente conceder uma oportunidade. E creio ser este o caminho para "levantar âncoras" e seguir viagem.

domingo, abril 20, 2014

Ordem dos Engenheiros

Ainda que não ligue puto à deferência do título académico, é normal que tenha ficado satisfeito por recentemente ter sido aceite como membro daquela que é a associação que representa os interesses de uma classe profissional que são os engenheiros - a Ordem dos Engenheiros (OE).
É mais uma etapa da minha vida que é encerrada. Neste caso, o reconhecimento por parte daquela associação do meu grau de licenciatura em engenharia. Se para muitas pessoas não vale absolutamente nada e até optam por não fazer parte desta associação (conheço várias pessoas que não se identificam minimamente) para mim vale. E muito.
Como membro da Ordem dos Engenheiros pretendo ter uma voz activa (ou opinião, se preferirem) sobre alguns assuntos que me interessam particularmente. Acredito que nem todos me interessem verdadeiramente, mas seguramente alguns irão despertar em mim a vontade de participar e quem sabe, com o meu contributo, poder ajudar a "delinear" um diploma legal qualquer. Afinal, e há alguns anos a esta parte, já experimentei "no campo" a aplicação de um Decreto-Lei específico que entendo, se me permitem, que é completamente desenquadrado de tudo o que é razoável. E por vezes, importa que haja este "feedback" por parte de quem utiliza como ferramenta de trabalho o que está legislado. Sendo que tal decorrerá da experimentação de "modelos" na realidade e possibilitará um ajustamento dos mesmos. Entre outras coisas é este tipo de contributo que quero dar.

domingo, abril 13, 2014

A troca da bicicleta

Pois é. Como em tudo temos de experimentar algo para, com conhecimento de causa podermos opinar.
Comprei a bicla seguindo uma lógica economicista. Se podia comprar uma bicla que até era (e é) boa (e bem equipada) porquê comprar outra e depois ter de equipá-la? Não fazia sentido na minha cabeça. 
Imbuído na minha lógica de trazer por casa lá comprei a bicla. Não está em causa o não gostar de andar de bicla. Está sim em causa o associar andar de bicicleta a dor e a desconforto. Durante largos dias subsequentes a ter andado de bicla. Dizem-me que é uma questão de hábito....mas infelizmente não me parece que seja razoável (e normal) uma pessoa habituar-se à dor. Conseguem imaginar alguém levar todos os dias com um tijolo na cabeça e habituar-se à dor? Eu não consigo por muito que tente.
Mas há mais. A bicla que tive até há uns dias é tipo..um "Ferrari" do "BTT". Uma bicla para quem sabe o que tem ali, para quem já anda há anos de bicla "BTT" e percebe bem as diferenças existentes entre esta bicla e outra qualquer que teve antes. Faz todo o sentido. Para alguém que sabe como retirar o prazer e utilidade da mesma. E cai por terra a minha lógica que esteve subjacente à aquisição da mesma.
Troquei por uma bicla completamente diferente. Para passear com toda a tranquilidade. Sem pés presos aos pedais. Assim sim. À moda antiga.

domingo, abril 06, 2014

Passa a bola a outro e não ao mesmo

Acabo de chegar vindo de um centro comercial e tristemente realizo que mais uma vez me deparei com uma situação tão comum nos nossos dias - o alheamento das parte das pessoas para aquelas questões óbvias e quotidianas na esperança que, quem vem a seguir as resolva. Mas irei de seguida concretizar para se perceber bem do que falo.
Usualmente estaciono o carro nos pisos subterrâneos "-2" porque são menos povoados e há poucas pessoas que façam quilómetros para deixar o carro isolado. Sigo uma lógica simples de que nestes pisos  haverá menos carros e assim decrescer substancialmente a hipótese de chegar ao carro (depois de ter cumprido o que me levou à tal superfície comercial) e deparar-me um vergão profundo na porta em consequência da abertura descontrolada por parte de um mamute qualquer.
Por vezes vou aos centros comerciais para ir ao supermercado. Hoje foi um desses dias. E, como sempre, estacionei o carro no tal piso "-2", perto do local onde costumam estar arrumados os carrinhos de compras. Lá encontrei  uma moeda de 0,50 cêntimos e fui buscar um carrinho de compras para ir para para o supermercado. Rapidamente percebi que, a menos que colocasse o carro das compras às costas e subisse a galope escadas de rolantes qual cavalo, não sairia de onde estava. O ramal (usualmente) ascendente estava parado. O ramal (usualmente) descendente, idem. E eis senão quando uma senhora de provecta idade me aborda, dizendo que as escadas rolantes estavam paradas com um sorriso cúmplice. E também de gozo, pareceu-me. Como quem diz: "Já dei conta disso que isto está tudo parado, já arrumei o carrinho de compras e agora vou subir a pé a escada de rolante que por sinal está parada enquanto ainda vais pensar o que fazer da tua vida durante os próximos 20 minutos". E aqui reside a essência do meu texto de hoje.
Bom, qualquer pessoa no seu "juízo normal", aquilo que acho que teria feito era avisar o primeiro segurança que avistasse desta situação. Seria aquilo que entendo como normal e que faz sentido na minha cabeça. Mas assim não foi. Basicamente, tive de ir arrumar o carrinho de compras de onde o tinha tirado minutos antes, fui procurar um segurança, pedir-lhe que visse o que se passava e depois voltar a ir buscar o carrinho de compras. Tudo isto tinha sido abreviado se a tal senhora tivesse sido simpática e não tivesse pensado só na lixívia que decerto ia aviar no supermercado. Ou na esfregona. Ou na vassoura de cerdas duras para varrer a entrada lá do prédio onde costuma fazer umas horas. Porque são as pessoas egoístas e esperam sempre que outra pessoa resolva os problemas? Talvez um dia a bola volte à pessoa que a passou. E deixe de o egoísmo de parte quando tiver de resolver os problemas "per se". Sem esperar pelos outros.

domingo, março 30, 2014

Corrida BES Run Challenge 2014 (1ª Prova)

Perfiz hoje 12,195 quilómetros da corrida organizada pelo banco "BES". É uma corrida que está subdividida em 4 provas (mensais), com a primeira realizada hoje e que no total, irão perfazer a distância de 42 quilómetros, ou seja, a distância de uma maratona.
Depois de sensivelmente 3 meses parado nas minhas corridas (amigdalite no início do ano e gripe até há um mês atrás) era com alguma expectativa que pensava esta prova. Nos meus treinos de corrida não costumo percorrer mais do que 10 quilómetros e retomei o treino exterior (ar livre) há coisa de duas semanas. Donde...esta prova funcionou como um "tubo de ensaio".
Com quase meio milhar de quilómetros percorridos é natural que se capitalize alguma experiência e sensibilidade para provas deste género. De nada vale começar com ritmos fortes nos primeiros 3,4 quilómetros se depois se "esgota o pulmão" e se torna muito mais complicado gerir o esforço necessário para terminar a prova. É necessária paciência. Cadência consistente de passo. Foco e concentração. Não correr atrás de pessoas que passam por nós, entre tantas outras noções importantes.
Fiz a prova com mais 5 colegas de trabalho. Comecei com dois e terminei com um outro que reencontrei quase no final da prova, tendo terminado a mesma com 1 ou 2 minutos depois dele. Os demais  colegas não estão habituados a correr e ou pararam grandes períodos ou fizeram a prova ao seu ritmo. Como aliás eu também fiz. De resto...terminei a prova dentro do tempo que tinha previsto pelo que estou contente. Venha a próxima prova (esta sim, com um grau de dificuldade maior).

domingo, março 23, 2014

Escovar os dentes

Não tenho de memória se já aqui desenvolvi o tema da escovagem diária dos dentes. Contudo, e sendo um tema que prima pela pertinência e actualidade não tem mal algum ser de novo desenvolvido.
É conhecido o meu passado menos bom e no qual fui fumador. Durante 16 anos. Durante esse tempo nunca me preocupou muito o hálito intenso com que ficava imediatamente após ter terminado de fumar. Ou por outra, a horrível intensidade do hálito a tabaco misturado com algumas cervejas (e outras bebidas) ingeridas durante uma noite de farra. Intensidade/bafo capaz de acordar um morto diga-se em rigor.
Lembro-me que as minhas visitas à Sandra (minha higienista oral) eram muito frequentes. Com uma periodicidade tão regular que conhecia o seu planeamento de férias com o marido e filho (do qual sabia o nome e idade), da decoração que estava a pensar fazer em casa e ainda momentos de troca de opinião que tive com a Sandra relativamente às consequências da ingestão de cafés e pigmentação dos dentes - aspecto que sempre me preocupou bastante. Ou seja, a regularidade das visitas à Sandra era justificada pela adopção de uma dieta alimentar não regrada, consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e refrigerantes e consequentemente no aparecimento de uma generosa placa de tártaro. Agora que penso nisto, e à distância de alguns anos, consigo perceber o facto da Sandra ter ido passar férias ao Peru pouco depois de ter começado a ir ter com ela para a higienização da minha boca. Nada acontece por acaso.
Desde que entrei para o mundo do trabalho (e daí serem raras as vezes em que venho almoçar a casa) que tenho sempre no escritório uma escova de dentes e a pasta de dentes. Ficam lá arrumadas numa gaveta. E de forma disciplinada e rotineira todos os dias, depois do almoço, escovo os dentes.
Acontece que esta minha prática perfeitamente normal e banal de higiene não é partilhada por todas as pessoas com quem tenho, por vezes, o (des)prazer de conversar diariamente. E meus amigos e amigas..não há nada pior que termos de falar com alguém e cheirar o mau hálito emanado da sua boca, ver os restos de comida nos dentes ou ainda ver aquela placa de aspecto horrível que algumas pessoas mostram quando abrem a boca e que denuncia uma zanga de longa data com a escova de dentes.
Uma boa dica que deixo passa por passar a pôr a mão à frente da boca e expirar. Se se desmaiar com o hálito fica-se a saber que os hábitos de higiene bucal têm de ser alterados. E rapidamente. Tenham respeito pelos outras pessoas.

domingo, março 16, 2014

Operadoras Móveis

Fui cliente 96 muitos anos. Demasiados anos, concluo hoje com alguma tristeza. Afinal foi um número que dei a centenas/milhares de pessoas que tiveram a felicidade de o merecer. Por outro lado também constato ter sido muito o dinheiro que deixei de investir numa qualquer aplicação financeira mais rentável para, ao invés, "torrar" em chamadas.
Nos últimos dois meses, a TMN (actual MEO) pregou-me duas partidas que não achei piada. Sendo que em qualquer uma delas houve um claro e manifesto prejuízo. Adivinhem para quem...pois claro. Para mim.
Num momento em que a concorrência entre as três principais operadores móveis é cada vez mais feroz e com pacotes oferecidos com valores muitíssimo competitivos, a "MEO" deixa ter ser interessante e perde um cliente "generoso". Aproveito para soletrar bem a palavra "generoso" porque não tenho de memória a última vez que carreguei o telefone com um valor inferior a 50,00€. Poucos serão os clientes (da MEO ou de outra operadora móvel) que o fazem. Mas será, como é lógico, uma decisão pessoal.
Já aqui assumi no blogue os meus profundos diferendos com tudo o que é electrónico. Falo de computadores, telefones, "iPAD", etc. Tudo até corre bem quando acontece com naturalidade e normalidade. Quando as coisas não correm bem instala-se a ansiedade e não raro o meu grau de paciência varia de forma inversa à complexidade do problema que tenho em mãos.
No caso em apreço, o que motivou a minha decisão de deixar de ser cliente "MEO" sustentou-se em duas razões: a) Há produtos melhores oferecidos pela concorrência (leia-se pacotes que incluem chamadas gratuitas para todas as redes + sms gratuitos também para todas as redes) - sendo que até aqui tinha um tarifário que tinha associadas chamadas gratuitas para  a mesma rede + rede fixa + sms grátis para clientes MEO e b) Porque me apeteceu. É verdade. Apeteceu-me de uma vez por todas deixar de ser cliente "MEO". E abrir bem a boca para dizer presencialmente. À frente de outros clientes. Adorei. Foi a minha epifania.
Revi mentalmente as variadíssimas vezes em que operadores(as) do "call center" me atendiam e não conseguiam dar resposta às minhas simples questões, passando pelo mau aconselhamento prestado nas lojas por miúdos sem pêlos genitais e com idade para ser meus filhos culminando na não compreensão da minha argumentação sólida e sustentada de duas situações concretas que motivaram a minha ida por duas vezes a lojas da "MEO". Não tenho tempo (nem paciência) para andar a perder o tempo da minha vida a "a falar para as paredes".
Chega ao fim uma relação com mais de 20 anos. Acontece. Aos melhores!

domingo, março 09, 2014

A (primeira) queda de bicicleta

Em bom rigor o título do texto de hoje não está correcto. Já perdi a conta do número de vezes que tive "encontros imediatos" com o alcatrão e as minhas pernas e braços reflectem bem essa realidade de tanta vez que já estiveram esfoladas(os). Mas está associada à bicicleta que comprei há pouco tempo.
Esta semana que agora termina tive oportunidade de dar a minha primeira volta de bicicleta. Logo no início alguma reserva e receio na questão dos pedais novos. Estes pedais instalados na minha bicicleta são específicos: têm uma fixação para uns sapatos específicos que comprei. Objectivo: As pernas trabalharem sempre solidariamente com os dois pedais. E esta situação é particularmente importante quando se pedala "fora de estrada". Depois de devidamente equipado (incluindo uns calções específicos com gel na zona do rabo) e com algumas dicas de dois amigos, lá fui andando devagar.
Bem sei que custa andar devagar. Mas tem de ser e faz parte. Ainda por cima andando pela primeira vez com os pés presos a uns pedais. Nunca me tinha acontecido nada do género. Mal comecei a andar experimentei logo pôr e tirar os pés umas 2 ou 3 vezes. Correu bem. Mais 5 metros e decidi experimentar uma travagem de emergência. Como se algo (ou alguém) se tivesse atravessado à minha frente. E travei. Mas não tirei os pés a tempo. Porquê? Porque estavam presos e porque não me ocorreu.
A queda foi quase parado...caí para o lado. Ainda assim...consegui raspar a canela esquerda, ferir o gémeo da perna direita e ainda raspar o cotovelo esquerdo. Demasiado estrago para uma queda tão pequena e tão devagar.
Hoje fui dar uma volta de bicicleta com mais dois amigos (outros que não os da passada 5ª Feira). Uma volta pela cidade de Lisboa até à tão agradável Torre de Belém. Percebi que há muita gente que anda de bicicleta ao Domingo (e noutros dias, na medida em que quando corria...já tinha percebido esta realidade).
Conclusão: andar de bicicleta hoje em dia é bem mais complicado do que era há uns bons anos atrás. Requer mais atenção...e mais cuidado!

domingo, março 02, 2014

Manipulação

Tenho vindo a perceber (ou por outra, a pensar mais) na questão da manipulação. Falo de manipulação de mentes.
Para mim, e desde já informando que não disponho de qualquer tipo de suporte científico que corrobore o que vou desenvolver dentro em pouco, há dois tipos de manipulação: a manipulação controlada (e portanto voluntária) e a manipulação por outrem e consequentemente involuntária. Por partes.
Desde há muitos anos a esta parte que se fala em manipulação "controlada" da mente. Certamente que terá outro nome científico mais pomposo, mas o que me interessa, neste momento, é possibilitar que seja feita  a destrinça entre algo que tem um conhecimento científico associado (e que suporta determinado tipo de acção) e algo que não tem.
Na manipulação da mente (de forma controlada) há um conhecimento científico que é posto em prática. Como de resto há em quase toda a prática médica convencional que conhecemos. Na prática médica não convencional também há um conhecimento não científico que comprovadamente já resolveu anteriormente algumas questões. Em qualquer um dos casos, a aplicabilidade do conhecimento possibilita que seja alcançado um objectivo final de forma conhecida e expectável. Não raro, ambas as "escolas" visam a resolução de problemas de alcoolismo, droga, casos de depressão, entre outros.
A manipulação da mente de forma não controlada é, na minha perspectiva, pior. Porquê? Porque se no caso da manipulação da mente de forma controlada há uma tentativa de "burilar" alguns aspectos menos bons da personalidade e tendo em vista a eliminação ou controlo de determinado desvio, já no caso da manipulação não controlada há lugar à anulação da personalidade, dos gostos pessoais. Daí ter sido por mim conotada como pior.
Infelizmente conheço alguns casos de pessoas cuja mente está (ou foi) manipulada. São pessoas que não deixam de ser perfeitamente válidas, mas cujo trabalho de "se encontrar" está longe de ter terminado. Ou sequer de se ter iniciado. E há cada vez mais pessoas assim. E que infelizmente desconhecem estar dessa forma.

domingo, fevereiro 23, 2014

A Baixa lisboeta num Sábado à tarde

Decidi ontem aceitar o convite para um café do meu grande amigo Rui e fui ter com ele à baixa lisboeta. Se bem se recordam, a última vez que estive na baixa foi aquando da realização da importantíssima prova de corrida (S. Silvestre) realizada em Dezembro de 2013. E revi agora algumas zonas por onde passei há 3 meses...a correr.
Importa referir, em primeiro lugar, que fui para a baixa com a minha carrinha. Ir para a baixa com a mesma e circular por lá com ela, naquelas "ruas-estreitas-e-cujo-sentido-de-circulação-foi-alterado-sem-que-alguém-fosse-avisado" é o mesmo que...aterrar com um avião de passageiros no estádio da Luz. Não é impossível...nada é impossível. Mas é complexo. E acreditem é muito complexo andar com um carro que tem mais de 5 metros pelas ruas da baixa lisboeta. Mas segui o conselho do Rui que me tinha dito que havia imensos lugares à porta do local de encontro. Na imaginação dele havia. Mas só mesmo na imaginação.
Depois de quase 20 minutos à procura de lugar lá "caiu a ficha" e lembrei-me de ir estacionar o carro no Parque do Largo Camões, ali perto do Chiado. Enquanto me dirigia para o piso "-4" (não havia lugares nos pisos superiores) dei comigo a pensar que tipo de viaturas terão os arquitectos e engenheiros que projectam estes edifícios. Eventualmente "Smarts". Ou mesmo bicicletas. Os acessos aos pisos inferiores são tão estreitos que nem sei como não raspei os pára-choques em todos eles. Adiante. Lá estacionei a carrinha, já a suar em bica e a dizer mal das mães dos projectistas daquele estacionamento da baixa...
Passear na baixa lisboeta num Sábado à tarde é das experiências que mais prazer me dá na vida. As várias cores que é possível ver. Os "homens-estátua" ou a britânica que usualmente imita a Janis Joplin ali perto da tão famosa e secular "Brasileira". Os magotes de turistas que se misturam com o cinzentismo característico do elevador de Santa Justa. As vários poses de turistas próximo de locais emblemáticos desta zona da cidade (e a imediata partilha das fotos nas redes sociais hoje tornada possível com as novas tecnologias) diverte-me e traz-me à memória o longínquo cheiro característico do liquido revelador das fotografias que existia nas câmaras escuras do antigamente. E que curiosamente "colo" ou associo também este cheiro também à "minha baixa", local da cidade onde sempre fui desde que me conheço enquanto 10 réis de gente.
Bom, o café com o Rui correu bem e passados 45 minutos já estava de volta ao estacionamento. Para subir os 4 pisos do estacionamento foi um fartote. Há uns pilares de plástico, pretos e amarelos, estrategicamente posicionados junto das esquinas dos acessos aos pisos superiores. Refiro estrategicamente porque pela primeira vez na minha vida consegui tocar em todos eles com a a parte traseira da carrinha. E cumpriram o seu propósito - não deixar que a chapa do carro se riscasse na parede com tinta de areia.
Saí do estacionamento (novamente suado) e vim para casa. Que aventura! Mas valeu-me pela agradável visita à baixa, numa tarde invernosa (sem chuva mas com frio) e com cheiro a castanhas assadas...

domingo, fevereiro 16, 2014

A bicicleta

Primeiro foi a corrida. Depois o ginásio. E por último, agora, a bicicleta. Carinhosamente, e se mo permitem, dirigir-me-ei à mesma (bicicleta) como "bike". No meio ciclístico é como as bicicletas são denominadas. Na minha altura eram as "biclas". 
Durante muitos anos tive "bikes". Primeiro tive uma "bike" com piscas laterais (que funcionavam). Foi logo a primeira. Mais tarde (e quando o buço já me dava algumas dores de cabeça porque os meus pais não mo deixavam tirar), após ter terminado o 2º ano do ciclo preparatório com boas notas consegui ter uma "bike" diferente. Uma "bike" à homem que sabe o que quer. Tive e gostava muito de andar na mesma. Cheguei a ir ter a casa de algumas apaixonadas que tinha nessa altura de bicicleta. E lembro-me de ter perfeito algumas centenas de quilómetros ao guiador da mesma. Muitos deles no meu tão apreciado Alentejo.
Como não podia deixar de acontecer, "bike" minha só podia estar sempre bem limpa e devidamente oleada. Já na altura pensava para mim mesmo que as mulheres olham para a limpeza do meio de transporte em que os machos se deslocam (e esta minha crença convicta explicará algumas manchas de lubrificante que inadvertidamente caíam no soalho quando oleava a corrente e a minha mãe nunca percebeu como apareciam...).
Pouco antes de tirar a carta de condução abandonei as "bikes". Afinal tinha entrado numa dimensão de prazer totalmente diferente e estava no céu - tinha carta de condução e carro. Já podia pegar num carro e ir até...Bissau tomar um café. E que prazer que retirava eu daquela "bike", os brilharetes que fazia e deliciavam o sexo feminino...foi tudo relegado para um segundo plano. Ainda que fosse perfeitamente conciliável a coexistência da prática ciclística com a condução de um automóvel. Mas não foi assim entendido por mim. E mais de 20 anos depois...voltei às "bikes". 
Voltar às "bikes" é para mim uma sensação que se reveste de uma grande ansiedade, carinho e saudosismo. Afinal, eu SEI o que é andar de "bike". Mas volto a fazê-lo com outra idade/maturidade, com outras pessoas e irei percorrer outros locais ao guiador da minha mais recente aquisição. Que naturalmente andará sempre limpa e bem oleada (preferencialmente numa zona onde o óleo possa cair sem manchar nada). Até já e bons quilómetros!

domingo, fevereiro 09, 2014

O mau tempo e as pessoas

Ao longo das últimas semanas o mau tempo tem-se feito sentir por todo o "velho continente" europeu. Em Portugal, desde rajadas de vento com velocidades superiores a 100 km/H, passando pelo aumento considerável dos caudais dos rios - e que tem como consequência as inundações das habitações na zona circundante - muitos serão os danos a considerar e começa-se a fazer contas ao prejuízo causado pelas últimas intempéries.
Das várias várias reportagens que têm passado na televisão e de algumas a que tenho assistido, constato e não sem alguma estranheza, que em alguns casos não há uma apólice de seguro que permita cobrir ou custear os danos causados pelo mau tempo. Aparentemente, e segundo bem percebo, haverá em algum momento um diferendo ou reserva de algumas seguradoras em segurar estabelecimentos cuja construção é ilegal. Na minha cabeça faz todo o sentido. Mas também me leva a pensar quem autorizará (tipicamente a autarquia local) a que determinado estabelecimento se estabeleça (passe-se a redundância) em determinado local. E nesse caso terão/teriam de ser apuradas responsabilidades. E é conhecido o funcionamento do sistema judicial português. No final do dia, há alguém que terá de arcar com o prejuízo para que o "ganha pão" seja de novo edificado e permita a sua subsistência. Mais uma vez, na hora da responsabilização dos vários "actores" não serão encontrados culpados. Como habitual.
Em simultâneo permitam-me tecer um pequeno considerando sobre os espectadores do mau tempo ou das forças da natureza. A ida ao café depois do almoço de Domingo tem nestas últimas semanas sido substituída pela ida ao paredão da praia (devidamente interditada pela Protecção Civil e Autoridade Marítima). Para tirar fotos com o objectivo de reunir 9000 "likes" nas suas páginas do "cada-vez-mais-ridículo-Facebook". Não está em causa a partilha das fotos dignas de prémio e de fazer inveja a um Sebastião Salgado. Está sim na forma e no momento em que as mesmas foram obtidas. Por vezes, e sem exagero, perigando a própria vida ainda que as autoridades competentes muito alertem para a cada vez maior ocorrência deste tipo de comportamentos perigosos.
Desconheço como é a realidade dos outros países que presentemente estão a ser fustigados pelo mau tempo. Sei que em Portugal há muitas pessoas inconscientes e com falta de educação que nutrem um gozo (?!?) pessoal em alimentar a sua curiosidade com a desgraça alheia. Da mesma forma que são causadas filas intermináveis quando há um acidente na estrada...também aqui há um prazer especial em ir assistir aos estragos causados pela forte ondulação ou ventos. Questão: Será que quando o mau tempo se fôr embora..estas mesmas pessoas que lá foram tirar fotografias para partilharem posteriormente....irão "arregaçar as mangas" ou oferecer os seus préstimos para ajudar na reconstrução? A resposta parece-me lógica.