domingo, março 30, 2014

Corrida BES Run Challenge 2014 (1ª Prova)

Perfiz hoje 12,195 quilómetros da corrida organizada pelo banco "BES". É uma corrida que está subdividida em 4 provas (mensais), com a primeira realizada hoje e que no total, irão perfazer a distância de 42 quilómetros, ou seja, a distância de uma maratona.
Depois de sensivelmente 3 meses parado nas minhas corridas (amigdalite no início do ano e gripe até há um mês atrás) era com alguma expectativa que pensava esta prova. Nos meus treinos de corrida não costumo percorrer mais do que 10 quilómetros e retomei o treino exterior (ar livre) há coisa de duas semanas. Donde...esta prova funcionou como um "tubo de ensaio".
Com quase meio milhar de quilómetros percorridos é natural que se capitalize alguma experiência e sensibilidade para provas deste género. De nada vale começar com ritmos fortes nos primeiros 3,4 quilómetros se depois se "esgota o pulmão" e se torna muito mais complicado gerir o esforço necessário para terminar a prova. É necessária paciência. Cadência consistente de passo. Foco e concentração. Não correr atrás de pessoas que passam por nós, entre tantas outras noções importantes.
Fiz a prova com mais 5 colegas de trabalho. Comecei com dois e terminei com um outro que reencontrei quase no final da prova, tendo terminado a mesma com 1 ou 2 minutos depois dele. Os demais  colegas não estão habituados a correr e ou pararam grandes períodos ou fizeram a prova ao seu ritmo. Como aliás eu também fiz. De resto...terminei a prova dentro do tempo que tinha previsto pelo que estou contente. Venha a próxima prova (esta sim, com um grau de dificuldade maior).

domingo, março 23, 2014

Escovar os dentes

Não tenho de memória se já aqui desenvolvi o tema da escovagem diária dos dentes. Contudo, e sendo um tema que prima pela pertinência e actualidade não tem mal algum ser de novo desenvolvido.
É conhecido o meu passado menos bom e no qual fui fumador. Durante 16 anos. Durante esse tempo nunca me preocupou muito o hálito intenso com que ficava imediatamente após ter terminado de fumar. Ou por outra, a horrível intensidade do hálito a tabaco misturado com algumas cervejas (e outras bebidas) ingeridas durante uma noite de farra. Intensidade/bafo capaz de acordar um morto diga-se em rigor.
Lembro-me que as minhas visitas à Sandra (minha higienista oral) eram muito frequentes. Com uma periodicidade tão regular que conhecia o seu planeamento de férias com o marido e filho (do qual sabia o nome e idade), da decoração que estava a pensar fazer em casa e ainda momentos de troca de opinião que tive com a Sandra relativamente às consequências da ingestão de cafés e pigmentação dos dentes - aspecto que sempre me preocupou bastante. Ou seja, a regularidade das visitas à Sandra era justificada pela adopção de uma dieta alimentar não regrada, consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e refrigerantes e consequentemente no aparecimento de uma generosa placa de tártaro. Agora que penso nisto, e à distância de alguns anos, consigo perceber o facto da Sandra ter ido passar férias ao Peru pouco depois de ter começado a ir ter com ela para a higienização da minha boca. Nada acontece por acaso.
Desde que entrei para o mundo do trabalho (e daí serem raras as vezes em que venho almoçar a casa) que tenho sempre no escritório uma escova de dentes e a pasta de dentes. Ficam lá arrumadas numa gaveta. E de forma disciplinada e rotineira todos os dias, depois do almoço, escovo os dentes.
Acontece que esta minha prática perfeitamente normal e banal de higiene não é partilhada por todas as pessoas com quem tenho, por vezes, o (des)prazer de conversar diariamente. E meus amigos e amigas..não há nada pior que termos de falar com alguém e cheirar o mau hálito emanado da sua boca, ver os restos de comida nos dentes ou ainda ver aquela placa de aspecto horrível que algumas pessoas mostram quando abrem a boca e que denuncia uma zanga de longa data com a escova de dentes.
Uma boa dica que deixo passa por passar a pôr a mão à frente da boca e expirar. Se se desmaiar com o hálito fica-se a saber que os hábitos de higiene bucal têm de ser alterados. E rapidamente. Tenham respeito pelos outras pessoas.

domingo, março 16, 2014

Operadoras Móveis

Fui cliente 96 muitos anos. Demasiados anos, concluo hoje com alguma tristeza. Afinal foi um número que dei a centenas/milhares de pessoas que tiveram a felicidade de o merecer. Por outro lado também constato ter sido muito o dinheiro que deixei de investir numa qualquer aplicação financeira mais rentável para, ao invés, "torrar" em chamadas.
Nos últimos dois meses, a TMN (actual MEO) pregou-me duas partidas que não achei piada. Sendo que em qualquer uma delas houve um claro e manifesto prejuízo. Adivinhem para quem...pois claro. Para mim.
Num momento em que a concorrência entre as três principais operadores móveis é cada vez mais feroz e com pacotes oferecidos com valores muitíssimo competitivos, a "MEO" deixa ter ser interessante e perde um cliente "generoso". Aproveito para soletrar bem a palavra "generoso" porque não tenho de memória a última vez que carreguei o telefone com um valor inferior a 50,00€. Poucos serão os clientes (da MEO ou de outra operadora móvel) que o fazem. Mas será, como é lógico, uma decisão pessoal.
Já aqui assumi no blogue os meus profundos diferendos com tudo o que é electrónico. Falo de computadores, telefones, "iPAD", etc. Tudo até corre bem quando acontece com naturalidade e normalidade. Quando as coisas não correm bem instala-se a ansiedade e não raro o meu grau de paciência varia de forma inversa à complexidade do problema que tenho em mãos.
No caso em apreço, o que motivou a minha decisão de deixar de ser cliente "MEO" sustentou-se em duas razões: a) Há produtos melhores oferecidos pela concorrência (leia-se pacotes que incluem chamadas gratuitas para todas as redes + sms gratuitos também para todas as redes) - sendo que até aqui tinha um tarifário que tinha associadas chamadas gratuitas para  a mesma rede + rede fixa + sms grátis para clientes MEO e b) Porque me apeteceu. É verdade. Apeteceu-me de uma vez por todas deixar de ser cliente "MEO". E abrir bem a boca para dizer presencialmente. À frente de outros clientes. Adorei. Foi a minha epifania.
Revi mentalmente as variadíssimas vezes em que operadores(as) do "call center" me atendiam e não conseguiam dar resposta às minhas simples questões, passando pelo mau aconselhamento prestado nas lojas por miúdos sem pêlos genitais e com idade para ser meus filhos culminando na não compreensão da minha argumentação sólida e sustentada de duas situações concretas que motivaram a minha ida por duas vezes a lojas da "MEO". Não tenho tempo (nem paciência) para andar a perder o tempo da minha vida a "a falar para as paredes".
Chega ao fim uma relação com mais de 20 anos. Acontece. Aos melhores!

domingo, março 09, 2014

A (primeira) queda de bicicleta

Em bom rigor o título do texto de hoje não está correcto. Já perdi a conta do número de vezes que tive "encontros imediatos" com o alcatrão e as minhas pernas e braços reflectem bem essa realidade de tanta vez que já estiveram esfoladas(os). Mas está associada à bicicleta que comprei há pouco tempo.
Esta semana que agora termina tive oportunidade de dar a minha primeira volta de bicicleta. Logo no início alguma reserva e receio na questão dos pedais novos. Estes pedais instalados na minha bicicleta são específicos: têm uma fixação para uns sapatos específicos que comprei. Objectivo: As pernas trabalharem sempre solidariamente com os dois pedais. E esta situação é particularmente importante quando se pedala "fora de estrada". Depois de devidamente equipado (incluindo uns calções específicos com gel na zona do rabo) e com algumas dicas de dois amigos, lá fui andando devagar.
Bem sei que custa andar devagar. Mas tem de ser e faz parte. Ainda por cima andando pela primeira vez com os pés presos a uns pedais. Nunca me tinha acontecido nada do género. Mal comecei a andar experimentei logo pôr e tirar os pés umas 2 ou 3 vezes. Correu bem. Mais 5 metros e decidi experimentar uma travagem de emergência. Como se algo (ou alguém) se tivesse atravessado à minha frente. E travei. Mas não tirei os pés a tempo. Porquê? Porque estavam presos e porque não me ocorreu.
A queda foi quase parado...caí para o lado. Ainda assim...consegui raspar a canela esquerda, ferir o gémeo da perna direita e ainda raspar o cotovelo esquerdo. Demasiado estrago para uma queda tão pequena e tão devagar.
Hoje fui dar uma volta de bicicleta com mais dois amigos (outros que não os da passada 5ª Feira). Uma volta pela cidade de Lisboa até à tão agradável Torre de Belém. Percebi que há muita gente que anda de bicicleta ao Domingo (e noutros dias, na medida em que quando corria...já tinha percebido esta realidade).
Conclusão: andar de bicicleta hoje em dia é bem mais complicado do que era há uns bons anos atrás. Requer mais atenção...e mais cuidado!

domingo, março 02, 2014

Manipulação

Tenho vindo a perceber (ou por outra, a pensar mais) na questão da manipulação. Falo de manipulação de mentes.
Para mim, e desde já informando que não disponho de qualquer tipo de suporte científico que corrobore o que vou desenvolver dentro em pouco, há dois tipos de manipulação: a manipulação controlada (e portanto voluntária) e a manipulação por outrem e consequentemente involuntária. Por partes.
Desde há muitos anos a esta parte que se fala em manipulação "controlada" da mente. Certamente que terá outro nome científico mais pomposo, mas o que me interessa, neste momento, é possibilitar que seja feita  a destrinça entre algo que tem um conhecimento científico associado (e que suporta determinado tipo de acção) e algo que não tem.
Na manipulação da mente (de forma controlada) há um conhecimento científico que é posto em prática. Como de resto há em quase toda a prática médica convencional que conhecemos. Na prática médica não convencional também há um conhecimento não científico que comprovadamente já resolveu anteriormente algumas questões. Em qualquer um dos casos, a aplicabilidade do conhecimento possibilita que seja alcançado um objectivo final de forma conhecida e expectável. Não raro, ambas as "escolas" visam a resolução de problemas de alcoolismo, droga, casos de depressão, entre outros.
A manipulação da mente de forma não controlada é, na minha perspectiva, pior. Porquê? Porque se no caso da manipulação da mente de forma controlada há uma tentativa de "burilar" alguns aspectos menos bons da personalidade e tendo em vista a eliminação ou controlo de determinado desvio, já no caso da manipulação não controlada há lugar à anulação da personalidade, dos gostos pessoais. Daí ter sido por mim conotada como pior.
Infelizmente conheço alguns casos de pessoas cuja mente está (ou foi) manipulada. São pessoas que não deixam de ser perfeitamente válidas, mas cujo trabalho de "se encontrar" está longe de ter terminado. Ou sequer de se ter iniciado. E há cada vez mais pessoas assim. E que infelizmente desconhecem estar dessa forma.