domingo, abril 27, 2014

Âncoras

Por ser um tema recorrente e actual nunca é demais falar sobre este tema aqui no blogue - as âncoras ou as lembranças que ficam de eventos passados e que não têm de ser necessariamente positivas. E é sobre estas lembranças que me irei debruçar hoje.
Tenho para mim que cada um de nós "carrega" um conjunto de más recordações. É normal. Infelizmente é algo que terá lugar para todo o sempre. E há duas formas de (tentar) lidar com esta questão: a) Procurar ajuda especializada (i.e. a psicologia) e b) "Per se" resolver os seus problemas e seguir em frente. Faço parte deste último grupo. E já expliquei anteriormente a razão pela qual não considero esse tipo de ajuda especializada - embora me mereçam total consideração e respeito os profissionais desta área.
Em qualquer um dos casos o resultado final será, desejavelmente, o mesmo. Conseguir viver o dia-a-dia da forma menos atribulada possível e conseguirmos abstrair-nos das tais más recordações  e não projectar as mesmas nas pessoas que entram agora na nossa vida. Este será, na minha humilde opinião, "o" exercício que continuamente devemos fazer. Encetar um processo de conhecimento de pé atrás nunca dá bom resultado. Contra mim falo, note-se. Mas em momento algum disse que era perfeito, certo?
Aliado ao conceito de harmonia que deverá estar sempre presente no nosso quotidiano deve também existir uma boa dose de bom senso. Que culpa tem a pessoa que agora entra na nossa vida do mal que nos fizeram no passado? Nenhuma. Fará sentido conscientemente realizar essa assumpção? Não. Não faz. Devemos sensatamente dar tempo ao tempo. E de forma ponderada, inteligente conceder uma oportunidade. E creio ser este o caminho para "levantar âncoras" e seguir viagem.

2 comentários:

Anónimo disse...

Porque não conceder uma oportunidade para as pessoas falarem em vez de bater com a porta?

Anónimo disse...

Sr. Engenheiro, você é um minimalista e adoptando a mesma linha de pensamento, só posso concluir que também tenha o coração ancorado algures no passado, só assim se compreende a frieza e desprendimento com que encara o presente e futuro. Suponho que também tenha um problema por resolver.