domingo, julho 27, 2014

Seria complicado no presente momento, e à semelhança de outros tantos assuntos passados, alhear-me da realidade (e de uma notícia que tanta tinta tem feito correr) e não comentar o caso "BES". Importa também, ressalvar desde já, que o meu conhecimento relativo à temática "bancos" é tão profunda quanto aquela que detenho sobre a reprodução da "garça-branca-pequena" com  ampla e expressiva distribuição no Brasil.

Ao que interessa..o "BES". Tenho acompanhado este assunto com particular interesse por via de ter uma boa amiga que trabalha por lá. Há umas semanas atrás liguei-lhe para saber como estavam as coisas com ela e...se os "media" estavam a empolar em demasia o assunto. Aliás, é a primeira percepção que tenho. Calma, já vou falar dos banqueiros....a seu tempo (esta dica é para aqueles que nesta altura já estão a ferver de raiva pelo facto de eu achar exagerada a notícia). Naquela altura a minha boa amiga disse-me que não havia motivos para preocupações. E que estava tudo controlado. Isto há 3 semanas atrás. Afinal não estava tanto assim. Foi o princípio do incêndio. Percebo agora.

Já aqui referi várias vezes que os meios de comunicação social têm um poder imenso na medida em que o agente que regula a sua actividade (Alta Autoridade para a Comunicação Social) age, na minha modesta opinião, por impulso, o que é a mesmíssima coisa que dizer que..tarde e a más horas. Já no prejuízo. Chama-se a isso liberdade de expressão e "orgulhosamente" (para alguns) conquistada na revolução dos cravos nas espingardas.

Bom, para já interessa-me perceber (mais uma vez e porque gosto de entender as coisas) como falha um sistema de controlo tão apertado (como julgo que o deve ser) de auditorias financeiras realizadas por multinacionais de renome aos bancos. Sinceramente, não entendo. Por outro lado, como falhou (mais uma vez) a supervisão dos bancos portugueses por parte do Banco de Portugal (BdP). Naturalmente que agora começa a tão célebre e clássica "dança das cadeiras". O "BdP"  acusa a empresa que realizou as auditorias financeiras de não ter detectado o problema atempadamente. A multinacional defende-de afirmando que audita o que lhe é dado não tendo desenvolvidos os dotes premonitórios da informação sonegada pelos bancos. Por último o "BES" aparentemente terá "falhado" algumas previsões (i.e. produtos financeiros) o que, naturalmente, no presentemente momento preocupa alguns clientes. E no "final do dia" já se fala em nacionalização do banco, o que não é mais do que nós, os contribuintes portugueses (mais uma vez) termos de pagar o buraco financeiro. Relembro que o BES, há coisa de um ano e pouco (ou dois anos) apresentava lucros quando a generalidade das instituições bancárias pediam linhas de crédito ao Estado para se auto-financiarem. Na altura foi notícia o facto deste banco ter publicamente afirmado a sua não necessidade.

Por trás de tudo isto está um nome de um banqueiro conhecido. Não o conheço pessoalmente e só o vi uma vez no aeroporto de Lisboa, mostrando ser uma pessoa sóbria e distinta. O que quero dizer é que, embora partilhe da consternação geral de mais uma vez ter de ser o contribuinte português a dívida de um banco, não consigo confirmar, com a informação disponível, se será resultado de uma má gestão. Afinal, se virmos bem, referi há pouco que foi dos poucos bancos que não solicitou dinheiro ao Estado. Pede agora. Há sucursais que já estão a fechar e empresas do grupo que já declararam insolvência assim não conseguem "honrar os compromissos assumidos" (leia-se pagamentos).

Esperemos para ver o final da novela. A procissão ainda vai no adro!

domingo, julho 20, 2014

Os trocos...

Tenho pensado ultimamente (mais uma vez) na questão dos trocos. E isto leva-me a partilhar dois ódios que tenho. Sim, dois ódios. Duas coisas que detesto visceralmente na vida: uma é ter de mexer em papelada por via do trabalho que dá arquivar tudo e pela elevadíssima probabilidade que há em perder folhas e outra é ter de mexer em dinheiro. Nas notas e nas moedas. Detesto. É horrível. Sabe Deus onde andaram aquelas moedas e notas....
Mas falando agora do dinheiro. Em tempos referi aqui a forma ou valor que as pessoas atribuem ao dinheiro. É uma situação corrente nos dias que correm. Bem sei que não é prático termos moedas de todas as quantias para facilitar os trocos nas transacções comerciais. Contudo, acredito que a tendência seja que as pessoas transportem cada vez menos "metal" (moedas) consigo e optem pelo pagamento facilitado com cartão. Ou seja, será uma sorte alguém ter moedas consigo para facilitar o troco. É o meu caso. Raríssimas são as vezes em que ando com moedas nos bolsos. E as notas também escasseiam. Mas constato que são muitíssimas vezes em que fico a dever 1 ou 2 cêntimos. E quem atende, facilita-me usualmente a vida e releva a mesma. Atenção que não sou contra. Mas penso neste facilitismo replicado 10 vezes naquele dia. Ou 50 vezes. Ou mesmo 100 vezes. Se calhar o prejuízo assume contornos "simpáticos".
Sou contra a utilização das moedas. Deviam ser abolidas. Os preços deviam ser sempre certos. Que sentido faz ter uma varinha mágica que custa 29,99€? Não faz sentido. É tudo para desculparmos as lojas pelo facto de não terem trocos se pagarmos os 30,00€!! Mais uma vez...se virmos à escala exponencial....há um lucro (marginal) bem interessante. Dá que pensar! Para ambos os lados. Quer enquanto Cliente, quer enquanto prestador de serviços!

domingo, julho 13, 2014

Passado mal resolvido...

Ao longo de alguns anos tenho conhecido pessoas que aparentemente serão normais, mas que depois, com algum tempo de convivência, percebo que têm o passado mal resolvido.
Passado mal resolvido sugere uma série de aspectos/domínios: afectivo, profissional, pessoal, etc.. No meu caso, e na medida em que conheço estas pessoas na esfera pessoal, cingir-me-ei aos domínios pessoal e afectivo.
No caso do plano afectivo, há muito tempo que defendo que se deve fazer (e bem) o "luto" da relação anterior por forma a que "quem vem a seguir" não tenha de sentir que tem de provar de novo a teoria da relatividade para conseguir ganhar a atenção da parte que foi magoada no passado. Bem sei que é normal que as pessoas fiquem magoadas e criem defesas mas também sei que é injusto que se tenha de aguentar uma série de testes e provações para que se capte o interesse do outro lado. Mas há pior. E usualmente as pessoas não entendem isto ou não percebem. Começar relações (ou pseudo-relações) na convicção "de se ir vendo o que dá"..é o mesmo que acreditar que beber uma cervejola depois de uma noite de copos nos faz ficar sóbrios. Acredita quem quiser. Eu não. Não acredito em nada dessas "mezinhas". Donde, dificilmente embarco em fantasias de jogos "tentativa-erro" para ir percebendo como corre a relação. Nunca o fiz e não seria agora que o iria fazer. E isto não é entendido/aceite pelas pessoas.
É no campo pessoal que vou entendendo/conhecendo o verdadeiro carácter das pessoas. Consigo perceber com o "avançar da fita do tempo" que há pessoas muito fracas de cabeça. Desde pessoas que cometem a infidelidade, passando por pessoas que não são verticais e me atacam neste espaço (e apenas demonstram que são cobardolas e preferem o anonimato) até às pessoas que num determinado momento percebemos que já nos fizeram muito mal. Pelas costas. E isto pode acontecer no plano profissional como usualmente (infelizmente) acontece.
Nota: Esta semana que passou eliminei (espero que definitivamente) mais uma pessoa da minha vida. Por razões que não interessa aqui estar a elencar porque seria dar tempo de antena que a pessoa em causa não merece. Trata-se de uma pessoa que gosta de brincar embora seja comprometida (e afirme que não é). Infelizmente não sou conivente com esse tipo de situação embora haja quem o seja. Também sei que me segue neste espaço. Espero sinceramente que seja feliz. E que cresça! Preferencialmente sem se lembrar de me incomodar..porque a minha paciência tem limites!

domingo, julho 06, 2014

Comissão da Banca

Quem como eu tem o (in) feliz hábito/disciplina de conferir as facturas do que paga, já percebeu, no caso dos extractos bancários, que há bancos que cobram um valor mensal denominado "comissão da banca". Outros bancos, de forma mais vulgar, denominam esta parcela de "despesas de manutenção". 
Há uns anos dei-me ao trabalho (tinha mais tempo livre) de questionar um gestor de uma conta minha o que era isso da parcela das "despesas de manutenção". E mais. O porquê do banco fazer esse débito e ainda a razão pela qual, naquele banco em concreto, não sempre ser constante. Pior...ir aumentando. Não conseguiu explicar de forma que me satisfizesse. E não fosse o meu alerta/reclamação (e consequente reposição do montante) seria uma quantia que me era retirada por mês com a maior das tranquilidades.
Muita atenção aos extractos bancários (digitais ou em papel). 
Até concebo que haja este débito. Mas que seja devidamente explicado na abertura da conta num determinado banco por forma a que o cliente entenda bem o seu significado.
Já cheguei à conclusão que os assaltos não acontecem só na rua...