domingo, agosto 31, 2014

As séries televisivas...

Desde há muitos anos a esta parte que o fenómeno das séries televisivas me passou sempre muito ao lado. Muitíssimo, para ser verdadeiro. Porquê? Porque tenho um "quid pro quo" significativo e latente com o mundo informático em geral. Não nos damos bem. Aliás, nunca nos demos. E como tal, o que toda a minha gente faz desde há muito tempo....eu nunca fiz. Nunca vi séries na internet. Nunca soube ou aprendi como fazê-lo. Até há uns dois meses atrás.
A minha vida mudou nessa altura. Encontrei forma de ver as séries televisivas (umas mais recentes e outras menos recentes) quando nunca o tinha feito. E filmes. Alguns ainda em cartaz (exibição). E foi-me tornado possível a percepção de uma realidade completamente diferente daquela por mim conhecida.
Escolho as séries (vejo mais séries que filmes) pelo que leio na sinopse das mesmas. Quase sempre é assim. Constato também que tenho pontaria para escolher séries que já passaram há alguns anos na televisão (e cuja emissão até já foi interrompida por via de terem terminado) ou pior, séries que ainda estão em exibição. O que como se imagina, me deixa maluco. Porquê? Porque me envolvo na série. Porque quase todas elas têm aquele irritante final de "suspense" que nos faz querer mais e mais e razão pela qual vamos dormir às 0230H da matina. E não existe mais episódios disponíveis!
Tenho uma teoria para tudo isto, como não podia deixar de ser. Como nunca tinha experimentado esta sensação de liberdade (leia-se de poder ver o que me apetecer quando me apetecer e me der a vontade) estou completamente viciado. E passo horas (mais ainda) no pc. Absorto nos enredos. Com as naturais e óbvias consequências - queixas de não sociabilização!

domingo, agosto 24, 2014

o Ipod desaparecido....

Comecei recentemente a correr de manhã, de madrugada, em bom rigor. De manhã cedo, ainda cheio de sono, lá vou eu fazer a minha corrida ou "puxar um bocado de ferro". Eu e o meu "ipod" com as minhas músicas da motivação e que me dão o ânimo e a força para correr.
Há uns dias atrás, depois de ter terminado a corrida e ter feito os obrigatórios alongamentos, fui dar um alô ao pessoal do ginásio. Gosto de cumprimentar aqueles que são os meus "companheiros da dôr" (isto em bom rigor parte deles, porque aquela hora a generalidade das pessoas normais ainda está no recato do lar). E só depois costumo vir para casa.
Assim, cumprimentei os que já estavam a treinar e vim depois para casa. Fui tomar o pequeno-almoço, tomar o meu duche e lá fui eu trabalhar. No dia seguinte, ao preparar o equipamento para a corrida (preparo sempre de véspera o equipamento) não encontrei o ipod. Fui ver ao carro - para onde por regra "atiro" (literalmente) as coisas depois do treino - e nada. Procurei duas vezes. Perfiz mentalmente o percurso desde a saída do ginásio até ao carro e acreditei que se o ipod tivesse caído no chão eu teria dado conta. Ainda que fosse bem cedo de manhã. Nada. Nem sinal dele.
Nada mesmo. Falei com o pessoal do ginásio para estarem atentos. Pareceu-me óbvio que mais depressa me tornava eu budista do que alguém devolveria o ipod se o encontrasse. Mas ainda assim tentei a minha sorte. Nada. Dei por encerrado o tema ipod. Virei esta página e dei-o como perdido para sempre. Com pena. Não só porque tinha sido caro, mas também porque tinha muita e a minha música. Ainda que não tivesse sido roubado senti-me um pouco triste pelo facto de alguém poder ouvir a minha música. E ou gostar ou, caso não gostar, apagar tudo em 2 segundos e gravar músicas do seu gosto naquele que tinha sido o meu ipod, companheiro de tanto suor e exercício físico.
Comecei mesmo a pensar em dar uso ao iphone que comprei posteriormente ao ipod e que também tem essa funcionalidade - o de permitir ouvir música. Aliás, quando comecei a correr era precisamente o que fazia com outro iphone que tinha. E andava nisto até que aconteceu o que nunca esperei que acontecesse. O ipod apareceu.
É verdade. Apareceu. Estava na cesta da roupa suja e por um triz não teve o mesmo fim que teve um auricular há um par de meses. A fatídica máquina de lavar a roupa. Ganhei o dia. E tenho de ir a Fátima por estes dias. Faz parte.

domingo, agosto 17, 2014

Dieta e fraqueza

Em tempos referi aqui no blogue que uma das componentes essenciais para uma boa condição física é sem dúvida a dieta alimentar. O que se come (e bebe naturalmente) irá contribuir para serem alcançados mais (ou menos) rapidamente os resultados pretendidos. O objectivo a que nos propomos, se quiserem.
Desde há alguns meses a esta parte que tento(ei) eliminar da minha dieta alimentar os alimentos que sei serem prejudiciais. Falo dos açucares (incluindo bebidas gaseificadas) e os hidratos de carbono, ou seja, alimentos transformados.
Acontece que para que isto acontecesse seria necessário que habitasse numa gruta isolado do resto do mundo durante toda a minha vida. Não só porque Portugal é um País cuja gastronomia é mediterrânica (logo pouco permeável a dietas rigorosíssimas) bem como considero que seja complexo, em determinados contextos sociais, ser disciplinado ou remar contra a maré. Por exemplo, tenho para mim que seja complicado pedir uma taça com uma generosa e fresca salada de atum e ovo cozido num jantar de amigalhaços num rodízio de carne regado com uma refrescante cerveja acabada de tirar.
Ou seja, é tudo uma questão de disciplina. Onde quero chegar é que também eu tenho os meus (vários) momentos de fraqueza. Não obstante haver um consequente sentimento de culpa - afinal treino todos os dias como se não houvesse amanhã e só eu e Deus sabemos o que me custa algumas vezes sair do conforto do lar depois de um dia cansativo - cometo alguns pecadilhos quando me delicio com um gelado do meu tamanho ou bebo uma coca-cola (zero) gelada num dia de calor. Bem sei que com o meu exercício semanal me posso dar ao luxo de cometer este tipo de pecados pontuais. Mas era tão melhor se lhes conseguisse resistir!!! 

domingo, agosto 10, 2014

Os diminutivos

Os diminutivos são daquelas coisas que.....não me irritando de morte têm o dom de me deixar com os poucos pêlos que tenho no corpo eriçados. E pior. Tudo isto acontece ao longo de um dia. Desde o trabalho até ao ginásio.
Costuma dizer-se que em cada lar português há um João. Na minha família, sendo numerosa, há vários. Donde, há uns largos anos atrás, optou-se por atribuir um diminutivo ao nome "João"..e sendo eu o mais novo, na altura, fiquei eu como o "Joãozinho". Neste caso concreto, e na medida em que há um fundamento lógico subjacente, não me choca. É claro que com o passar dos anos me passou a fazer alguma confusão ser chamado de "Joãozinho" pelos tios/tias e primos/primas. Mas recordo-me sempre da razão pela qual tal acontece e fico mais tranquilo.
O mesmo pensamento não consigo ter no meu dia-a-dia. Talvez a minha capacidade de aceitar os diminutivos tenha decaído substancialmente. Não acho piada alguma ao fazer um "telefonemazito" para outro Departamento, preparar uma "apresentaçãozita" para dar na semana que vem ou, por exemplo, fazer um "ombrinho" e uma "perninha" no ginásio. Fico irritado. Faz lembrar aqueles miúdos que para chamar a atenção começam a falar de forma afectada e como se fossem mais pequenos (bebés)...só tenho vontade de cortar os pulsos e regar com álcool quando tal acontece!!

domingo, agosto 03, 2014

A marca da fruta e eu

Chamemos-lhe carinhosamente a marca da "maçã". Por razões de publicidade e porque ninguém me paga nada para falar da mesma, irei carinhosamente chamá-la de "marca da maçã" ou simplesmente "maçã". Podia ter sido escolhido um abacaxi, uma papaia, as tão saborosas "litchis" ou mesmo a clássica jabuticaba..mas saiu a maçã. E sendo as maçãs um fruto são simples e usuais nas cesta da fruta de qualquer boa casa. E das quais gosto tanto.
Há muitos anos que conheço a marca da maçã associada a computadores portáteis (e não portáteis). Cá em casa, desde que me conheço, houve sempre um. Só mais tarde passou a haver o tão célebre (e comum) "pc". E foi há sensivelmente 10 anos (ou talvez menos) que aconteceu o lançamento do primeiro telefone desta marca.
Como confesso consumidor de "gadgets" tive naturalmente de adquirir um exemplar. Creio que não terá sido um dos primeiros exemplares, mas seguramente que não demorou muito até ter um na minha posse. A aposta da marca era muito simples e sustentada numa fórmula simples: elevada funcionalidade, estética apelativa e ligação permanente ao mundo virtual (internet). E resultou. No imediato. É muito interessante analisar os números de venda dos telefones desta marca quando comparados os números de vendas de outras marcas de telefones - num mercado que durante décadas foi liderado por uma conhecida marca nórdica - e que na altura apostavam noutros segmentos de mercado igualmente importantes: televisores, amplificadores para música ou tecnologias "blue ray". Como havia a confortável e inquestionável liderança de mercado a tal marca nórdica "desacelerou" na aposta tecnológica. Deixou de perceber o que queriam realmente os consumidores. Entrou em "safe mode" e numa "bolha", isolada da realidade, que se veio a revelar um desastre sem precedentes aquando lançamento do primeiro telefone da marca da maçã. Facilmente se percebeu o quão atrás estava a concorrência. Para facilitar a compreensão...será o mais próximo da maçã ter oferecido um "smartphone" e a concorrência oferecer.... um xisto argiloso.
A conhecida marca nórdica ainda hoje (nota: falo com propriedade na medida em que tive vários exemplares da mesma), volvidos 10 anos, tenta minimizar e/ou conter o prejuízo que teve com a perda de liderança do tão apetecível e lucrativo segmento dos telefones. Durante anos ofereceu produtos para os mais variados gostos (e carteiras) mas...perdeu literalmente o comboio. E sim, quase que fechou as portas por via dos maus resultados verificados nessa altura. As demais marcas também acordaram nessa altura (tardiamente) para o poder inigualável da "maçã".
Só bem mais tarde foi tornada possível uma oferta parecida à da maçã e com um sistema operativo que tem um nome alienígena. E aqui sim começou a verdadeira guerra. Com um gigante que entretanto passou a ser líder de mercado. E foi então perceptível a gradual e meritória técnica de "benchmarking" da concorrência que acabou por dar frutos há 4 ou 5 anos e com a oferta de produtos similares ao da marca da maçã.
Utilizei propositamente o termo "similares". Porquê? Simples. Porque dentro daquilo que era a simplicidade e funcionalidade de utilização (intuitiva) as demais marcas complicaram. Melhor dizendo...os telefones até podiam ser melhores e com tecnologia mais evoluída quando comparados com um único telefone oferecido pela marca da maçã...mas perdiam na simplicidade. E na facilidade de utilização.
Falando da minha experiência pessoal. Para variar, resolvi ser do contra. Dei por mim a comparar especificações técnicas da concorrência com o único modelo comercializado pela marca da maçã. E pensei para comigo que era altura de mudar. E mudei. Durante cerca de 1 ano. Tirei fotografias com uma definição espectacular por via de uma melhor lente fotográfica. Mas foi só isso. O resto estava comprometido. E o facto de ter um processador mais rápido não tornava o telefone...simples de utilizar. Por exemplo, para agendar um compromisso na agenda era necessário realizar 4 ou 5 passos. O dobro dos passos necessários para realizar a mesma acção no simples (mas eficiente) telefone da maçã.
Vendi o telefone sem ter perfeito o ano. E voltei para a maçã. Estou fidelizado.