domingo, outubro 26, 2014

A comida e o sentimento de culpa

Mais cedo ou mais tarde teria de acontecer. Tornou-se oficial. Comecei a ler com toda a minha atenção os rótulos dos produtos alimentares no supermercado e passei fazer (quase) sempre uma alimentação saudável. Seis dias da semana. Um dos dias não consegui.
Sou humano. Embora pratique muito exercício físico (ginásio e corrida) ainda não consegui privar-me totalmente de alguns alimentos que são conhecidos por contribuírem uma dieta alimentar desequilibrada. E é precisamente nisso que preciso de trabalhar.
Para quem como eu gosta de comer (e algumas vezes beber um bom vinho) faz todo o sentido degustar o que tenho no prato. Apreciar um bom bacalhau (sim, quem diria...aprendi a gostar de bacalhau) e outros pratos (fortes) tipicamente portugueses. Ou porque não uma boa mousse de chocolate caseira. E o problema surge quando a força superior me impele a comer algo desse género. A pecar, portanto, e a pedir por uma dessas dádivas do demónio. E pior. Deliciar-me com as mesmas. E é precisamente aí que vem o sentimento de culpa.
É por isso que não vou poder deixar de fazer exercício físico ou sentir-me culpado depois de ter comido uma feijoada à brasileira. Ou então...deixo de comer o que gosto. E como só tofu com penne. E bróculos.

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