quinta-feira, dezembro 31, 2015

Adeus 2015

E cá estamos mais uma vez. Final do ano de 2015. O ano em que perfiz a (tão emblemática) idade dos 40 anos. E o ano em que muita coisa aconteceu. Umas coisas melhores e outras coisas piores. 
O próximo ano terá de ser necessariamente melhor que este. Deve-se pensar sempre assim. Nunca manter ou baixar o nosso nível de exigência. Melhorar, sempre. Definir ou estabelecer objectivos e metas e superá-los, sempre. E este deverá ser sempre o nosso pensamento neste último dia do ano. Fazer uma retrospectiva daquilo que foi o ano que agora finda e....preparar a excelente entrada naquele que agora chega.
Nos primeiros dias do próximo ano vou também ser tio. Sim, mais uma vez. Ou seja, o meu Afonso vai ter uma mana. Vem em boa altura porque entretanto deixei o "crossfit" e, convenientemente, iniciei o "Krav Maga". É verdade. E é bom que assim seja. Porque na altura em que a minha sobrinha começar a sair à noite (por volta dos 29 anos)...o tio irá com todo o gosto com ela. Espero nessa altura já ter aprendido alguma coisa. Para a defender, claro. Boas entradas e um excelente ano de 2016!!

domingo, dezembro 27, 2015

Aumento do Salário Mínimo Nacional

Como é lógico, o actual Governo vai aumentar o salário mínimo nacional para que seja paga a dívida do BANIF e a reversão do processo de venda da TAP. Com as mentiras que se descobrem todos os dias (e as que estão por descobrir) não tarda temos por cá um salário mínimo nacional mais elevado que o do Luxemburgo!! Nota: Para quem vive em Marte sou a informar que naquele Estado Membro este valor ronda os 2.000€ 

domingo, dezembro 20, 2015

Entrevista do Ex-PM

Assisti nesta semana que hoje termina à 2ª parte da entrevista feita ao nosso ex-PM. Refiro 2ª parte porque infelizmente não me lembrei que tinha tido lugar a 1ª parte na véspera. Mas estou em crer que o registo seguido não deverá ter sido muito diferente.
Já afirmei em público e faço-o aqui de novo para que todos interiorizemos o seguinte: a) O Estado Português vai indemnizar o ex-PM por todo o tempo que este esteve enclausurado e b) Com estas duas entrevistas em "prime hour" ficou marcado o início do seu regresso à vida política. Independentemente do registo de vítima (bem conseguido) e de terem sido proferidas vezes sem conta as palavras "cabala", "injustiça" e "empréstimo-fraternal". Enfim, mais do mesmo. Admiro-me de não ter utilizado também a palavra "narrativa". Tão do seu agrado. Se me permitem, acho que esteve óptimo. Dentro do seu género, bem entendido.
O que me preocupa não é o facto de ele dizer o que diz. É o facto de haver pessoas que "compram" o que é dito. Que idolatram este ex-governante. Que o seguem de forma (quase) religiosa qual líder espiritual.
Pessoalmente, e para concluir esta minha reflexão de hoje, estou muito céptico quanto ao funcionamento do nosso sistema judicial desde que os culpados do caso "Casa Pia" foram colocados em liberdade e os culpados do caso "BPN" conseguiram a liberdade após pagamento de uma caução milionária. Daí que entenda que é tudo uma questão de tempo até que as minhas duas afirmações que referi anteriormente se concretizem. Estarei cá para ver.

domingo, dezembro 13, 2015

Candidatos Presidenciais

Tenho acompanhado com confessa curiosidade as intervenções dos vários candidatos a Presidente da República de Portugal. E à semelhança da campanha eleitoral para as Legislativas, sigo com surpresa as intervenções de alguns dos candidatos. Desde o quadrante político mais à esquerda até ao quadrante político de centro-direita.
Não tenho interesse algum em falar de cada um dos candidatos. Seria um exercício complexo, denso e moroso. Em bom rigor, entendo que algumas das candidaturas surgem em consequência do direito que assiste qualquer cidadão português, com mais de 35 anos (entre outros requisitos) de se apresentar a votos para ser o Presidente de todos os Portugueses.
É natural que a minha atenção esteja focada no candidato que vem do quadrante político mais à Direita. Outra coisa não seria de esperar. Mas tenho reservas quanto ao mesmo. Noto uma distância planetária em termos intelectuais. Não tem qualquer opositor possível nesse campo. O facto de ter entrado em nossas casas durante muitos anos, enquanto comentador, também lhe concede uma primazia inigualável em sede de projecção e/ou mediatismo. E isso poderá ser um factor preponderante nas urnas. Afinal os Portugueses estão habituados a "jantar" com ele.
Mas há um senão. Como em tudo. A ser efectivada a vitória, perder-se um excelente comentador televisivo e um académico brilhante (diz-me que já teve a felicidade de o ter como docente). Além de politicamente não ter tido sempre bons resultados. Espero que cumpra bem o papel a que se candidata. E que tenha um papel apaziguador nos vários pontos de discórdia que existirão.

domingo, dezembro 06, 2015

Cidadãos acima da Lei

Veio a público há dias a notícia de um incidente em que esteve envolvido uma viatura utilizada por um ex-governante. Por razões óbvias opto por não identificar o mesmo mas, recomendo a quem fôr mais curioso(a) que procure nas últimas notícias da semana que agora finda uma notícia alusiva ao tema. 
Se este evento acontecesse comigo ou com qualquer um dos meus seguidores(as)...cidadãos normais, certamente que não seria possível escrever este artigo dominical a partir de casa. Talvez o fizesse a fazer a partir da um terminal informático qualquer da sala de "internet" de uma prisão.
É precisamente aqui que acho que a nossa sociedade peca. Os exemplos devem vir de cima. Mais uma vez, este ex-governante consegue descredibilizar/desautorizar todo o sistema judicial português ao ordenar ao seu motorista que abandone o local de um incidente. Estou curioso para ver qual será o final deste filme. Embora já o conheça. Infelizmente.

domingo, novembro 29, 2015

Maçonaria e Opus Dei

Comprei hoje de manhã. Estou muitíssimo curioso para ler um pouco mais sobre estas ordens. Secretas ou não. Quero poder...opinar com mais conhecimento de causa do que aquele que detenho neste momento (próximo do nulo). Oportunamente darei nota do que achei do livro! 

domingo, novembro 22, 2015

Politiquices....

Tenho para mim que a questão "quente" da política nacional é um tema que vai fazer correr muita tinta durante os próximos meses. E não será pelas melhores razões.
É triste que chegar a um ponto destes. Muito triste, diria mesmo. É triste que Portugal, acabado de sair de um período de austeridade marcado por 4 anos, viva neste momento um momento de instabilidade política como há muito tempo não há memória e quando há uma especial atenção por parte da União Europeia. E dos credores, naturalmente. 
O casamento do PS com os outros partidos da Esquerda está condenado à partida. É como alguém casar-se com outra pessoa - assumidamente por conveniência - e saber que, por via das divergências de fundo em algumas matérias, dentro de meses irá ter lugar o (inevitável) divórcio. Esta situação não será surpresa para ninguém que já esteja habituado(a) à falta de carácter do Secretário Geral do PS - que chegou a este cargo como se sabe e o mesmo durante a campanha eleitoral e  na noite dos resultados assumiu que não pensava em coligar-se com os demais partidos do quadrante da esquerda. Será este aquele que ficará à frente dos desígnios de Portugal... 
Irei "pagar para ver" quanto tempo dura este "casamento por conveniência". Infelizmente, acredito que não passe do próximo Verão de 2016 (se é que chega até lá). Espero,sinceramente, estar enganado. A bem de Portugal e dos Portugueses.

domingo, novembro 15, 2015

Massacre em Paris (11.2015)

É impossível ficar indiferente ao massacre de ontem à noite em Paris. Até ao momento foram 100(?) as perdas humanas a lamentar. Infelizmente, e por toda a Europa, o nível de risco da ameaça terrorista (já de si elevado) irá aumentar assim não haja por parte dos Estados Membros uma resposta determinada e vigorosa. A organização deste massacre evidencia um planeamento cuidado, que visa "ofender" a estrutura de um País desde sempre assumidamente contra o Estado Islâmico e amigo dos EUA. 

No início deste ano referi que o ataque ao jornal parisiense seria o primeiro de outros. Afinal tinha razão. França era, é e será sempre um barril de pólvora que aguarda que o accionamento do detonador. Paris será sempre um alvo terrorista mais apetecível por ser o coração desta Nação e consequentemente com uma maior visibilidade mediática. 

Paz às almas daqueles que perderam ontem a vida.

domingo, novembro 08, 2015

Travão na Privatização da TAP

in"Público" (08-Nov-2015)

O PS voltará atrás na privatização da TAP. Pelo menos é o que pretende o programa de Governo que o PS está a discutir.

De acordo com o documento, "o governo não permitirá que o Estado perca a titularidade sobre a maioria do capital social da TAP". O actual Executivo, de Passos Coelho, assinou um contrato de promessa de compra e venda de 61% da TAP.

O PS sempre disse ser contra a venda maioritária da companhia aérea. Agora, diz que, se for Governo, encontrará "formas – designadamente através de uma efectiva acção junto das instituições europeias e do mercado de capitais – de capitalizar, modernizar e assegurar o desenvolvimento da empresa, ao serviço dos portugueses e de uma estratégia de afirmação lusófona". Não se refere como se porá fim ao acordo já existente.

Mas privatização é algo banido neste programa. "Este caminho de privatização é rejeitado neste Programa de Governo, garantindo-se que não se fará nenhuma nova concessão ou privatização". E é também por isso que o PS quer travar o processo de privatização da EGF e qur reverter as fusões de empresas de água que "tenham sido impostas aos municípios.
(...)

Este será (um dos piores) erros cometidos e elencados no Programa Eleitoral apresentado pela Coligação de Esquerda. Veremos qual o preço da factura que irá ser pago pelos Portugueses...

domingo, novembro 01, 2015

As raças de cães potencialmente perigosas


A escolha destas 7 raças como "Potencialmente Perigosas" é discutível. Muito mesmo. Aliás, 3 das raças (i.e. terriers) são usualmente resgatadas pelas Autoridades a indivíduos sem escrúpulos que os submetem a lutas ilegais. Esta é uma daquelas discussões que tem lugar há muito tempo e que, pessoalmente, entendo como estéril. A perigosidade de determinada raça tem uma correlação directa com o adestramento e condições em que determinado cão vive. Um pastor alemão poderá facilmente integrar esta lista se estiver 3 semanas preso com um grilhão ao pescoço e a ser continuamente apedrejado. Ou se estiver regularmente presente em duelos com outros cães. Seria importante (e útil) que de uma vez por todas a Ordem dos Veterinários desmistificasse esta falácia e clarificasse a opinião pública menos informada. Não há cães perigosos. Há sim donos perigosos. (Teaser: Se o Rottweiller é uma raça potencialmente perigosa porque razão é tão utilizado pela GNR?) smile emoticon

domingo, outubro 25, 2015

O Programa da Coligação de Esquerda

Depois de todo o esforço, dos sacrifícios de todos os Portugueses, a Esquerda irá conseguir o feito de posicionar Portugal algures no início deste milénio. Mais tarde, quando fôr incapaz de lidar com a (mais que certa) bancarrota deixará o poder e culpará a Direita do estado em que a Nação lhe foi entregue. Já vi este filme. Estarei por cá (como todos estaremos, se Deus quiser) para pagar (mais uma vez) a factura. Comer e calar. A parte boa disto tudo é que já criei uma nota mental para ver troco de carro em Janeiro próximo e aproveitando o embalo compro casa nova. Vai valer mesmo a pena...já não falando do jantar fora todo os dias (o valor do IVA de 13% proposto para a restauração é anedótico). Enfim...

domingo, outubro 18, 2015

Troca-tintas

Há um traço na personalidade das pessoas que me deixa profundamente transtornado: ser troca-tintas. Quase todos os dias (se não forem todos mesmo) lido com pessoas assim. Mas afinal o que é um troca-tintas?
É uma pessoa que, derivado da sua confusão mental e distracção, troca tudo (o termo troca-tintas é metafórico). Baralha tudo. Realiza tarefas que só na sua cabeça têm lógica.  E consequentemente dificulta a coexistência com os demais. Acontece frequentemente profissional e pessoalmente. E para aquelas pessoas que já lidam mal com o seu próprio erro (perfeccionismo), ter de viver com o erro dos outros (ainda para mais erros deste tipo) é uma facada no coração dada com toda a força! 

domingo, outubro 11, 2015

As coligações

Não gosto de coligações. Vejo uma coligação política como um casamento conveniente. E venha quem vier...tenho para mim que o momento inicial de governação não é o início de uma relação. É  o protelar do fim da mesma. E que pode acontecer a qualquer momento.
Não querendo complicar muito o texto de hoje, é sabido que as coligações governam com maioria absoluta ou com maioria relativa. No caso actual há uma maioria relativa obtida no passado Domingo. E aqui tudo muda de figura.
Leio poucos artigos de opinião que refiram que o PS tem, neste momento, um papel determinante na vida política dos próximos 4 anos. Porquê? Simples. Ou aceita que a coligação vá governando nesse tempo e assim que possível "tira o tapete", quando menos se espera - provocando assim as eleições antecipadas - ou, por outro lado aceita fazer governo à esquerda (BE e PCP).
No momento em que vivemos (e independentemente da escolha política que fiz) é importante que o País tenha estabilidade política. Que seja essa a realidade interna e que seja essa a imagem que é passada para o exterior. E que não embarque em fantasias de saída do euro ou de aumentos irrealistas do salário mínimo. Não será normal pedir a uma pessoa que acaba de sair de um coma profundo que vá fazer a corrida da ponte. Ou pedir a um estudante que se preparou afincadamente para um exame que deixe de estudar depois de o fazer. É este tipo de pensamento que as pessoas têm de ter em mente. Foram feitos demasiados sacrifícios para que agora, momento em que temos um "balão de Oxigénio", vá tudo por água abaixo com políticas utópicas. A ver vamos o que nos está reservado nos próximos dias...

domingo, outubro 04, 2015

Dia de Eleições

Os dias de eleições foram para mim, durante muito tempo, rituais. Quase sem ter de combinar nada, quer eu quer um dos meus melhores amigos sempre votámos depois do almoço de Domingo de eleições. E íamos a pé, como se quer, para pôr a conversa em dia.
Não só mudei de casa (e consequentemente de local onde voto) como este "cúmplice votante" vive actualmente em Espanha pelo que fica fora de mão seguirmos o clássico e necessário ritual de irmos votar.
Devo ter sido a 3ª ou 4ª pessoa a votar este ano na minha mesa. E assim foi porque vi informação errada na "internet" e pensei (mal) que a mesa (de voto) só abrisse às 0900H. Afinal abriu mais cedo. Vou ter isto em consideração nas eleições presidenciais e sempre quero ver quem é o eleitor de provecta idade que me vai votar antes de mim. Levo estas coisas muito a sério e vou naturalmente exercer dilingentemente o meu dever cívico. Sendo o primeiro, claro. 

domingo, setembro 27, 2015

Autódromo do Estoril

Depois de largos anos sem ir ao autódromo voltei lá. A razão? Uma corrida de automóveis clássicos. Em bom rigor, desde há poucos meses a esta parte, quase todos os eventos com automóveis clássicos que têm lugar na região da Grande Lisboa...tento ir. Por razões óbvias.
Não sou do tempo de ir ao autódromo do Estoril assistir ao grande prémio da Fórmula 1 (F1). Na altura era muito novo e lá em casa nunca houve esse culto. Também consigo contar pelos dedos de meia mão as vezes que acordei de madrugada para assistir a um grande prémio da F1 que acontecia num país onde o fuso horário era diferente.
Com o passar dos nos fui despertando para uma realidade diferente: carros "normais", que andam na estrada, mas com potências superiores (sim, o fenómeno tuning). Acompanhei o mesmo desde o por cá e afastei-me assim que o mesmo descambou no "xuning". Acontece.
Ainda assim, durante algum tempo cheguei a ir ao autódromo ver corridas destes carros preparados. O ambiente que se vive nestes meios sempre me fascinou. Os cheiros, os sons, a adrenalina..tudo. O auge foi atingido quando (ao lado) dei algumas voltas no circuito do autódromo do Estoril. Foi uma experiência ímpar.
Foi com alguma expectativa que recebi há 2 ou 3 meses a notícia que a Câmara Municipal de Cascais comprou o autódromo. Por um lado espero que consiga, com tempo, fazer com que este circuito volte a integrar o calendário anual das provas de F1. Não por ser fã, mas porque acho que o País ganha projecção. E se precisa. Por outro lado é importante que sejam implementadas as medidas de segurança impostas pela FIA (Federação Internacional do Automobilismo) para que este nosso traçado qualifique para voltar a fazer parte do tal calendário. Para terminar, também é importante que o próprio autódromo seja alvo de (profundas) obras de recuperação para "lavar a cara". Desde sempre me lembro do autódromo "cinzento". Pesado. É um bom momento para alterar isso!!

domingo, setembro 20, 2015

A Paciência


Tenho praticado de forma hercúlea a minha capacidade de ser paciente. Confesso que tenho. Todos os dias a mesma é posta à prova e todos os dias (ou quase todos) sinto que estou a ficar mais paciente. Mas há ainda um longo caminho a ser percorrido.

Há três aspectos (entre tantos outros) que, de forma contínua e reiterada, me tiram do sério: o não saber escrever, a falta de pontualidade e a falta de hábitos de higiene. Não consigo aceitar qualquer um deles. Por muito que morda a língua, belisque os braços até fazer sangue, cruze os dedos dos pés...não dá. É mais forte que eu e não raro lá sai um comentário menos abonatório.
Não vou desenvolver muito estas questões. Já aqui falei algumas vezes sobre os mesmos. Queria apenas partilhar convosco que...continuo determinado em ser uma pessoa melhor e mais flexível. Mas há coisas que não consegui ainda ultrapassar. Nem sei se irei conseguir alguma vez conseguir! 

domingo, setembro 13, 2015

Os 3 estarolas

Passei a manhã de hoje com dois bons Amigos. Um deles, por via de algumas situações passadas que envolvem terceiros, esteve afastado de mim. Ou eu dele. A ordem é arbitrária e irrelevante.
Já aqui referi a importância da palavra Amizade. Neste caso concreto, e depois de tantas situações que já passámos os 3, é importante este reencontro. Naturalmente não espero que as coisas fiquem óptimas de um dia para o outro, mas estou certo que com tempo e paciência as coisas voltarão a ser o que já foram. Da minha parte haverá esse esforço e empenho. E da parte dele estou certo que também. Hoje é um marco importante.

domingo, setembro 06, 2015

O regresso do Sócrates

Não podia deixar de partilhar a minha opinião quanto ao regresso a cena do amigo Sócrates.
Tentarei segmentar a minha opinião em três prismas: a) mediatismo em torno da sua libertação; b) A recorrente dúvida dos motivos que levaram o Juíz a manter a medida de prisão preventiva todo este tempo e c) O momento da libertação a menos de um mês das eleições legislativas.
a) Mediatismo da Libertação: à semelhança de outros momentos em que critiquei o oportunismo dos "media" não posso deixar de partilhar a minha revolta quando no presente momento se assiste ao fenómeno migratório dos refugiados no seio da União Europeia (UE) e se dá mais importância à libertação do camarada. Este fenómeno migratório que, na minha opinião, vai fazer com que muita tinta ainda vá correr na medida em que urge uma clara definição por parte dos Estados Membros no que deverá ser o entendimento global na UE para pôr fim a esta situação. Pessoalmente, entendo que se deve atacar o problema na sua raíz. Na Síria. E não em resolver o problema a jusante. Ou ainda encontrar soluções em países que já têm problemas de sobra (e.g. Grécia) que já está a acolher uma cota significativa de refugiados.
b) Razões da Prisão preventiva: Nunca entendi bem as dúvidas que há em torno desta medida de coacção decidida pelo Magistrado encarregue deste processo. As provas que o mesmo teve/tem e o perigo de contaminação da investigação determinaram que o camarada Sócrates ficasse em prisão preventiva. E? Que mal há nisso? Em momento algum há a obrigação dessas provas serem tornadas públicas!! Por outro lado, tenho muitas reservas no facto destas provas não terem sido comunicadas aos advogados da defesa. Violaria em bom rigor um bom princípio (do conhecimento). E sempre tive para mim que é mais conveniente passar a informação que não são conhecidas as provas (i.e. as que não interessa que sejam aprofundadas) do que dizer que as provas são "a" e "b". Uma questão táctica, pois claro.
c) Eleições legislativas: este momento de libertação do Sócrates pode funcionar como catalisador da candidatura do António Costa. Para o bem e para o mal. A motivação para que aconteça um ou outro cenário será sem dúvida a vontade do Sócrates em ir para Belém. Não tenho dúvida alguma. Se quiser mesmo candidatar-se a Belém, interessar-lhe-á que a campanha do António Costa decorra sem sobressaltos derivados da sua libertação. Se entender que está morto politicamente...aí o cenário será diferente. E com o tempo de antena que lhe é devido (e depois de ter passado 9 meses a vitimizar-se) poderá dar algumas entrevistas e acabar sumariamente com a candidatura do António Costa (de lembrar que durante todo o tempo em que esteve preso Sócrates nunca foi visitado pelo pretenso amigo).
A ver vamos. 

domingo, agosto 30, 2015

Oceanário

Por ocasião da última visita do Afonso a Lisboa acabámos por ir ao Oceanário ali no Parque das Nações.
O Afonso está neste momento com 3 anos. A idade em que se começa a descobrir as coisas. E também a idade em que começa a ser dono de um feitio muito especial em que...tal como o tio, é necessário gastar algum tempo (e ter alguma paciência) para entender. Eu tenho esse tempo e paciência. E por isso mesmo entendemo-nos na perfeição. Ou por outra, eu tento entendê-lo na perfeição.
O Oceanário de Lisboa foi construído em 1998, por altura da "Expo '98". Se a memória não me trai, à semelhança de outros edifícios (e.g. Pavilhão de Portugal), este era um dos que, pelas suas características iria perdurar no tempo no local onde foi edificado.
Por toda uma série de razões e mais alguma, durante todos estes 17  anos acabei por nunca ir ao Oceanário. Nunca foi algo que tenha tido como prioritário ou que em algum momento me fizesse mesmo querer ir. Mais a mais, ajuda o facto de ter sabido sempre que o Oceanário estava a dois passos (e que não ía sair dali tão cedo) pelo que fui deixando andar o tempo.
Já aqui partilhei que tenho para mim que as crianças devem quanto antes ter contacto com os animais. Infelizmente, esse contacto acaba por ser pouco frequente. O meio urbano onde habita o grosso das crianças é pouco propício a que haja essa ligação comparativamente à realidade das crianças que habitam no meio rural ou interior do País onde tipicamente os meios de subsistência são, por exemplo,  a agricultura (em alguns casos ainda com recurso à força animal) ou a pecuária. Em qualquer um dos casos é propiciado o tal contacto "criança-animais" que falei atrás.
Há dois anos atrás já tinha feito um esforço para que o Afonso sentisse a minha excitação e alegria quando visito o Jardim Zoológico. Percebi nessa altura que com um ano de idade, a preocupação dele era mesmo manter a barriga saciada em oposição a ver o gorila sentado no canto da jaula (Nota: desde que me lembro de ir ao Jardim Zoológico vejo sempre este gorila sentado no canto da jaula. Não pode ser o mesmo!).
O Oceanário, para quem, tal como eu nunca tinha visitado em 17 anos de existência, desenvolve-se em torno de um aquário principal. O percurso idealizado para a visita do Oceanário é perfeito por forma a que os visitantes circulem sempre em torno de um aquário central e com uma ou outra curiosidade aquática fora deste circuito. É claro que o Afonso não esteve minimamente preocupado com as demais atracções fora do aquário central. Afinal, é neste último que acontece tudo. Em bom rigor o tio do Afonso também não perdeu muito tempo a ver as lontras ou os sapos ou as cobras marítimas. Desde o momento que os vi pela primeira vez...não consegui mais deixar de olhar para eles: os tubarões.
Confesso que tenho uma paixão não assumida pelos tubarões. Não sei explicar o porquê. Mas que existe...existe. Tentei por diversas vezes que o Afonso olhasse para estes familiares do cação, mas sem êxito. Estava mais interessado em olhar para as estrelas-do-mar e para a areia no fundo do aquário. Já eu dei comigo a pensar quem alimenta os tubarões deste aquário (contei uns 3). Tenho a certeza absoluta que só podem estar bem saciados (ou serem dopados todos os dias de manhã) porque se assim não fosse, o aquário principal era apenas habitado pelos...tubarões. Nada de mantas, nada de "peixes-balão" ou "peixes-palhaço". Só tubarões!
Por outro lado, tenho de reconhecer que esperava mais "spot" obrigatório para o turismo. Compreendo que haja o Oceanário seja um "tubo de ensaio" para a reprodução e manutenção de algumas espécies em vias de extinção mas...a exposição soube a pouco. E deviam fazer um aquário especial só para o tubarão branco.!

domingo, agosto 23, 2015

Descanso

Após 4 semanas de loucura...um período curto (e merecido) de descanso. Vai-me saber muito bem.
Vou também aproveitar estes diazitos para comer o que não devo. E gastá-los a comer os doces, o pão mais branco que conseguir encontrar, todas as bebidas com gás que conseguir beber e os hidratos de carbono que couberem na minha barriga. Tudo isto como se não houvesse o amanhã. 
Em paralelo, também irá ocupar o meu pensamento a minha mais recente aquisição - o"novo-menino-clássico" como referi num dos textos mais recentes. Com tudo isto, não me ocorrem outras razões que me façam estar mais feliz. E pesado!

domingo, agosto 16, 2015

Compra de um clássico

No espaço de duas semanas decidi-me pela compra de mais um carro. Um segundo carro, para uma utilização pontual (passeios e concentrações). E neste caso, como não podia deixar de ser, a escolha recaiu num clássico da minha marca preferida (BMW).
Poderá não ser uma compra racional para quem vê o automóvel que tem à porta de casa como um simples meio de transporte de "A para B". Ou para alguém que não tenha a compra de um automóvel como prioridade (utilizando nesse caso a rede de transportes públicos). Não vejo as coisas assim. Para mim é uma aquisição pensada, estudada e sei bem o que simboliza para mim. 
Durante as próximas semanas irei ultimar os detalhes do negócio daquele que espero ser um projecto que vai durar muitos anos. Parabéns a mim!

domingo, agosto 09, 2015

A semana do inferno

Avizinha-se uma semana muito trabalhosa. Não é surpresa para mim...mas sei que será uma semana em que o "push" terá de ser imenso por forma a se conseguir cumprir calendário, que é como quem diz, atingir objectivos.
Confesso que não gosto de semanas assim. Tenho, não raro, uma planificação mental de tudo o que acontece ou acontecerá. Com um previsível ajuste aqui ou outro ali, as coisas encaixam e consigo, usualmente afastar a pressão. Não sou alheio ao facto da pressão ser necessária no mundo profissional. E até entendo que podia ser evitada assim as pessoas fossem mais organizadas e estivessem focadas num determinado assunto sem a habitual dispersão que usualmente conduz ao habitual "ir a todas e não resolver nada". Resumindo, uma deficiente prioritização das coisas.
Como sempre darei o meu melhor. Veremos como corre!

domingo, agosto 02, 2015

O leão Cecil

Não tenho memória que alguma vez se tenha falado tanto do abate de um leão. Ou talvez não esteja tão atento quanto isso aos blocos noticiosos que transmitem esse tipo de notícias. Há um ano e picos houve uma controvérsia com alguém que tinha colocado no "Facebook" uma fotografia perto de um animal morto. E que gerou uma onda de indignação na comunidade virtual que culminou com um pedido de desculpas público. Como se costuma dizer...as desculpas não se pedem..evitam-se!
Dois simples comentários se me oferecem tecer relativamente a este tema. Um primeiro comentário diz respeito à caça em si. Lamento informar que esta não foi a última notícia do género. Haverá mais. Não irei ser fundamentalista e afirmar que sou contra a caça. Não corresponde à verdade. Agrada-me a caça pela componente da utilização da arma e não tanto pela vertente do gozo que se pode ter tirando a vida a um javali ou outro animal.
No limite, se o objectivo da caça fosse ter um animal desenhado num alvo em papel e acertar no centro...eu também gostava da caça. Porquê? Mais uma vez pela questão da utilização da arma.
Neste caso em concreto, trata-se de algo condenável na medida em que há a caça de uma espécie protegida que estava confinada a um determinado espaço físico (reserva ?). Esta parte ainda não consegui entender bem...Ninguém acredita que o dentista americano que tirou a vida ao leão Cecil tinha conhecimento prévio do local onde estava o o mesmo. Alguém teve de o conduzir até lá. E intriga-me que este "alguém" que terá conduzido o dentista americano ao local do abate do Cecil desconhecesse as regras locais que protegem estas espécies. Será uma avaliação que agora terá de ser realizada pelo Governo e Autoridades locais.
O meu segundo comentário vai para a óbvia dinamização da economia local (e não só) que a caça promove. E esta questão nunca poderá/deverá ser menosprezada. O sector hoteleiro local (e todas as actividades relacionadas) vivem deste tipo de actividade. Chamemos-lhe, se quiserem, "caça grossa". Sendo que estes "safaris" têm lugar no continente africano, que tipicamente não é conhecido pela sua riqueza....não me parece que deixem de se realizar. E que se não fôr devidamente regulado...corre o risco de se perder o capital genético importantíssimo. E que não mais será recuperado.

domingo, julho 26, 2015

Assédio Sexual

Li recentemente (mais um) caso de uma funcionária de uma Junta de Freguesia que acusou o Presidente da mesma de assédio sexual. Um entre tantos outros, certamente.
Não me apetece perder muito tempo com aquilo que adjectivo de imoral. De sacanice. Do mais baixo que um ser humano pode ser. E para agravar...utilizando o grau hierárquico para impunemente poder /dizer e fazer o que quiser. 
Espero do fundo do meu coração que este verme um dia destes explique algumas coisas ao irmão/pai/namorado/marido desta pobre funcionária. Comigo podia rir-se. Mas fá-lo-ia sem dentes. E sentado numa cadeira de rodas durante muito tempo.

domingo, julho 19, 2015

Dieta

Pois bem. Já aqui tinha partilhado em tempos aqueles que são os factores que conduzem a uma boa condição física. Não é nada inventado por mim. Nada disso. Está escrito nos livros: boa alimentação, exercício físico e dieta alimentar. Por dieta alimentar entenda-se comer bem e saudável.
É precisamente neste último ponto que a partir de Setembro irei começar a apostar a sério. Porquê Setembro? Por duas razões essenciais: a) É importante definir uma meta temporal para os nossos objectivos (data para a consecução ou para o início do mesmo) e b) Em pleno Verão são muitas as tentações que há: gelados, cerveja, petisco, etc.. E não vale a pena enganar-me. Começar a dieta hoje e "furar o esquema" amanhã. Não faz qualquer sentido e de resto nem parece uma aposta séria.
Irei ter a ajuda preciosa da "Bimby". 
Há uma variedade imensa de receitas "low calories" para aquela que vai ser a minha fiel "parceira" neste novo desafio. Por outro lado, e estritamente ligado com a questão anterior, irei passar a fazer as minhas próprias refeições. Poupa-se dinheiro e come-se bem.
Este é o meu novo desafio. Até Setembro quero começar a preparar o organismo. Preparar e "limpar". Vou cortar com açucares e produtos de pastelaria (i.e. bolos e pão branco). Apostar mais nas carnes brancas (i.e. perú, frango e avestruz). Cortar nas bebidas gaseificadas...entre tantas outras coisas. Vai ser muito complicado. Mas...estamos cá para isso!

domingo, julho 12, 2015

Barbear à maneira antiga

Desde há um mês (sensivelmente) que comecei a fazer a barba à "maneira antiga". Exactamente. Mesmo essa que estão a pensar: pincel, espuma e uma daquelas máquinas que usam as lâminas espalmadas com dois gumes. Que cortam bem. Demasiado bem como veremos mais à frente.

Como em tantas outras coisas que acontecem na minha vida, não há necessariamente uma razão especial  para ter aderido a este novo ritual. Não terá sido o argumento da poupança significativa que me fez aderir a esta moda (embora seja consideravelmente mais em conta). Da mesma acontecia com a "multi lâminas" normal e que facilmente se adquire numa grande superfície. Mas eu explico tudo.
A preparação do barbear
Fazer a barba (ou desmanchar a barba como dizem os mais puristas) tem que se lhe diga. Obedece a um sequência religiosa de passos. E para a qual necessário reter alguns detalhes específicos. Por exemplo, nunca se faz a barba antes de um banho bem quente com a pele quase a estalar tipo leitão da banho a cara tem de ser (novamente) banhada com água tépida (como se fizesse alguma diferença) para abrir ainda mais (?) os poros.  E finalmente a lâmina também tem de passar pela água quente. A ferver, claro. E se se conseguir abrir os olhos. Nem sempre consigo imediatamente porque tenho as pálpebras adormecidas com o calor da WC. Além de começar agora a perceber os formigueiros que sinto nos dedos....
O pincel
O pincel tem que se lhe diga. Comprei um pincel de pêlo de texugo (disseram-me que era do pêlo desse bicho). Como nunca vi um texugo à minha frente, o pincel bem pode ser pêlo do rato que diria na mesma que é macio e que espalha bem o sabão na cara. Mas é um objecto giro e pelos vistos é o que se usa mais nestas andanças.
O sabão
Permitam-me que neste momento me levante da cadeira e com o peito inchado partilhe que uso um sabão italiano. A marca é "Figaro". Não sei bem se é uma boa marca boa ou má marca. Tem um cheiro neutro ligeiramente mais aromatizado que o "sabão macaco" (também conhecido como sabão azul e branco) e não faz muita espuma. Ou seja, evito cortar o que não devo (ou o que não é suposto como a veia carótida ou um lóbulo de uma orelha). Mas confesso que me sinto sempre importante (e até adulto) quando vejo a cara bem ensaboada. 
O escanhoar
E eis que chegamos à parte mais delicada. O escanhoar (gosto da palavra) da barba. É para o qual é necessária mestria na mão. Doçura e delicadeza na forma como se pega na máquina. Meiguice. A mesma que os barbeiros têm quando usam as lâminas nas navalhas (sempre fiquei deliciado a vê-los usar a navalha).  Pelo que li e vi nos cerca de 20 vídeos (ou mais) estas máquinas fazem o trabalho  todo sozinhas. É deixar a lâmina escorregar pelo sabão e os pêlos desaparecem. Fiquei com essa ideia. A minha experiência? Bom, resume-se numa singela palavra...."sangria". 
Todo o santo dia. Sem falhas. Desde há duas semanas a esta parte que não há um dia (um que seja) em que não faça pelo menos 4 cortes no pescoço. Esta área é particularmente sensível. Por outro lado parece-me igualmente que os pêlos que aqui tenho no pescoço não crescem todos na mesma direcção. Só assim se justifica o ter de passar a lâmina  20 vezes na mesma área para ficar com a pele lisa. E massacrada. E com os conhecidos cortes. Naturalmente.
Vou demorar mais uns tempos a ficar profissional. Talvez uns largos tempos até que a barba seja feita à "moda antiga"...sem cortes!

domingo, julho 05, 2015

A carga emocional das pessoas

Se há uns anos alguém me dissesse que a "carga emocional das pessoas" era possível de ser sentida (e em alguns casos ser percebida) eu acharia que estava a ser filmado para um qualquer programa cómico qualquer e  naturalmente iria rir com vontade na cara da pessoa. Sem cerimónia. 
Com muita dificuldade iria fazer sentido para mim saber que as pessoas têm pudessem ter "carga emocional". Quanto muito aceitaria que tivessem "carga eléctrica" baseado nos (vários) choques eléctricos que apanho diariamente...
Pois bem, mas não é a carga eléctrica que falo. É essa carga emocional que sou capaz de sentir. São várias as situações em que já aconteceu. Pode ser num determinado momento, em que esteja no mesmo local físico que determinada pessoa está - e nesse momento percebo claramente a sua carga emocional - ou posso estar num local onde esteve alguém e perceber o estado de espírito da pessoa que esteve nesse mesmo espaço. 
Sim, é verdade. Na minha concepção, carga emocional está associada, de forma directa (ou nem tanto), com estado de espírito. E é precisamente isso que consigo sentir. É complicado explicar por palavras, mas é fácil sentir. Não me devo alongar muito mais porque é uma realidade para a qual despertei há pouco tempo. A seu tempo quero perceber melhor do que se trata. E quando o conseguir partilharei aqui!

domingo, junho 28, 2015

A cerimónia nos casais

Num momento em que estou sozinho (leia-se sem compromisso) é naturalmente maior a minha disponibilidade para pensar um pouco sobre os relacionamentos afectivos. E chego a algumas conclusões interessantes. Uma delas, a cerimónia que há nos casais.
Refiro-me ao caso concreto de nem sempre se dizer tudo no casal. Há detalhes que são omitidos (e que unilateralmente não poderão ser relevantes), mas que quando debatidos poderão ter como consequência uma discussão sadia. Acredito que na base do que refiro esteja, na maioria das vezes, o receio de melindrar ou ofender o outro lado com determinado aspecto ou detalhe. O que não é necessariamente bom.
Os elementos do casal deverão ser sempre cúmplices. Para o bom e para o mau. Encetar pelo caminho do "bypass" ou da omissão...poderá ter consequências menos boas se, mais tarde, o assunto vier à baila. A cerimónia não deve existir. Deve sim ser fomentada uma plataforma de entendimento tal que permita que sempre que haja vontade seja encorajada a partilha. E não o contrário.

domingo, junho 21, 2015

A indiferença injustificada

Há poucos sentimentos tão descabido como seja a indiferença. Uma pessoa que me tenha feito mal, que tenha sido ou seja injusta comigo ou com quem, por algum motivo, não seja possível lidar, merecerá, naturalmente, a minha indiferença. Justificada, claro. 
Não acredito que haja alguém que conscientemente me podem acusar de ter sido injustamente indiferente. De memória não tenho lembrança de alguma vez o ter sido. Contudo, constato com alguma infelicidade, que são cada vez mais as pessoas que o são comigo. Para quem simplesmente..não existo. Ou fingem (de forma muito convincente) que não existo. Não percebo bem o porquê. Enfim..viver e aprender.

domingo, junho 14, 2015

Amphibia Challenge 2015

Acabo de realizar a prova "Amphibia Challenge 2015" com um grupo de colegas e amigos.
Foi uma prova na qual me inscrevi há alguns meses na expectativa de viver bons momentos em grupo e promovendo o trabalho entre os vários elementos para um mesmo objectivo - terminarmos a prova todos juntos.
E assim foi. A prova teve lugar na escola dos fuzileiros, em Vale de Zebro (Barreiro) sendo esta a 2ª edição da mesma.
A prova tem como objectivo superar 9,5 quilómetros de obstáculos sendo que grande parte se desenrola na famosa pista de lodo. Lodo para os mais distraídos é nem mais nem menos que lama. Lama daquela que faz vácuo quando se caminha e que não raro faz com que as pessoas avancem...e os sapatos fiquem para trás. O que, convenhamos, não dá muito jeito.
Para pessoas sem preparação física acredito que a prova tenha parecido dura. O lodo não se atravessa a pé. Atravessa-se de gatas. É a forma mais fácil de progredir rapidamente neste meio. Contudo, o circuito está desenhado de tal forma que muitos dos obstáculos (na quase totalidade construídos com recurso a troncos) ficam rapidamente encharcados e com lama após algumas passagens. Imagine-se agora umas largas centenas de passagens. O risco de acidente é rapidamente incrementado. E aqui reside uma das críticas negativas que faço à organização - supervisão inexistente de muitos obstáculos - e que poderia ter tido como consequência um mau dia para alguém...
Creio que já aqui referi que não sou um nadador exímio. Nunca fui. Nado razoavelmente para me salvar. Dois dos obstáculos envolviam a travessia em meio aquático. O que de resto faz sentido numa prova que tem lugar no campo de treino dos fuzileiros conhecida que é como tropa especial anfíbia (operação em terra e água). Se eu estava mentalizado para esta realidade e idealizei a forma mais expedita de transpôr estes dois desafios...o mesmo não aconteceu com um colega meu. E tivémos uma questão em mãos porque desconhecíamos que tivesse pânico da água. Apenas nos avisou já na boca do obstáculo o que foi manifestamente tarde. Por acaso saltei antes dele e os meus colegas que me viram saltar bem como o salto dele imediatamente após o meu alertaram-me de imediato para o ajudar. Entrou imediatamente em pânico. Teve de ser evacuado para terra por um mergulhador e continuou a prova. Mais tarde, quase no final da prova, mais um obstáculo com água. Aqui um curso mais longo. Entrou em pânico e foi praticamente transportado em braços por um colega meu (eu já ía mais avançado) e escoltado à frente e atrás por outros colegas. Chato.
De resto...assumimos que o obstáculo só era considerado transposto quando todos os elementos da nossa equipa o tivessem transposto. Claro que a prova acabou por ser mais demorada porque nem todas as pessoas têm o mesmo condicionamento físico e têm lugar os incontornáveis atrasos.
Para terminar, o segundo ponto negativo. A prova começou com cerca de hora e meia de atraso. Com uma chuva torrencial (passageira) antes do início da prova a moral das equipas não era a melhor. Talvez uma melhor organização tivesse sido bem-vinda. Mas o saldo é positivo. Veremos se para o ano há mais!!

domingo, junho 07, 2015

Mad Men

“Mad Men” é uma série criada por Matthew Weiner que conta a história de publicitários nova-iorquinos (sendo que a sigla Mad é uma alusão à Madison Avenue em Nova Iorque onde está situada uma famosa agência de publicidade, mas também podendo ser lida como Mad de loucos) durante uma década, do início dos anos 60 até os idos dos 70. 
A série gira em torno de Don Draper (Jon Hamm), um director de arte genial com fama que o precede, tanto pelos seus talentos quanto por suas obsessões e vícios - especialmente no campo da sedução do sexo oposto. 

Através de Don, conhecemos personagens como Peggy Olson (Elizabeth Moss), uma secretária que busca ser algo mais, e Betty Draper (January Jones), esposa de Don, que por muitas vezes recalca seus próprios desejos e dúvidas em prol de seu casamento e seus filhos – nos primeiros episódios das primeiras temporadas, pelo menos.

A série começa num dos primeiros meses de 1960. Estados Unidos e União Soviética, durante a intensa Guerra Fria, já se degladiam  na corrida espacial, que em 1961 lançaria o primeiro homem, o soviético Yuri Gagarin, a orbitar a Terra.
Está muito presente a questão racial nos Estados Unidos que se intensifica e figuras como Malcolm X e Martin Luther King aparecem e, posteriormente, são mortos e saem de cena – sendo que todos esses actos, assim como o Ato dos Direitos Civis de 1964, têm impacto real nos personagens da série. O assassinato de John F. Kennedy, retratado nesta magnífica série, também tem impacto directo na vida dos publicitários e familiares.
O sexismo da sociedade naquela época também está reflectido durante toda a série, principalmente nas figuras de Peggy Olson e Joan Holloway (Christina Hendricks), ambas figuras femininas desta série que lutam para ir além do que é esperado e imposto a elas: a eterna e clássica figura da secretária, que não raramente inclui serviços "especiais" com clientes e patrões. O fato de Peggy e Joan não vergarem a partir de determinada altura da série e não aceitarem o "status quo" serve precisamente para contrastar com as demais mulheres na série que cedem à pressão da sociedade – como aquelas (várias) que passam pela cama de Don Draper.
A questão musical também nos mostra o momento do tempo da serie. E são estes elementos se desenvolvem com maestria ao longo dos episódios, sempre permitindo uma localização "onde" – ou melhor, quando – nos encontramos e, principalmente, mostrando como a geração de Don se distancia cada vez mais do público que um dia precisará conquistar com seus comerciais.
A série “Mad Men” é um retrato perfeito de uma época, e assim é por ser muito mais do que a soma de suas partes. É simultaneamente uma reflexão sobre o que é relevante para nós e para o mundo; é uma análise comparativa do mundo que já vivemos no passado e o mundo que temos agora – e de que forma evoluímos muito menos do que gostamos de pensar, é um revisitar que provoca uma nostalgia doentia por uma época de fortes contrastes e que infelizmente não vivi.
É preciso encarar esta série não como uma aula só de televisão, mas de vida, mostrando que o simples ato de viver implica em consequências e perdas ao longo do caminho, e que muitas coisas ficarão inexplicadas – ou que serão inexplicáveis – ao longo da estrada, mas que no final a escolha de seguir em frente apesar do passado ou deixar o passado nos encher de pesar é toda nossa.

domingo, maio 31, 2015

O sermão

Um dos momentos mais importantes da celebração eucarística é sem dúvida alguma o sermão. Para quem não está muito familiarizado com a terminologia da Santa Igreja, o sermão, para facilitar o entendimento, não será mais do que as palavras que o concelebrante profere após a "Palavra do Senhor" ou "Evangelho" (leitura da Bíblia).
Desde muito cedo que os sermões me intrigaram um pouco. Sempre me suscitou grande curiosidade no aspecto do que o padre ía dizer depois da leitura daquele Domingo. Ou seja, será que os padres sabem o que dizer? Será que o entendimento dos padres que celebram determinada missa e lêem o Evangelho será a mesma que o entendimento da Santa Igreja acerca desse mesmo Evangelho? Será que eram focadas todas as "palavras chave" que a Santa Igreja entende que devem ser naquela leitura específica? Nunca entendi. Acredito que as celebrações sejam preparadas e acredito igualmente que determinado sermão seja proferido vezes sem conta ao longo dos anos. O que não significa que seja o mais adequado ou que a opinião seja partilhada com quem está a ouvir aquele sermão. No final do dia será a opinião do padre acerca daquela leitura.

domingo, maio 24, 2015

Violência Policial

A agressão do pai à frente de uma criança é uma imagem que dificilmente sairá da memória desta. Veja-se no vídeo o pânico miúdo. Um bom polícia é treinado (e tem preparação específica anti-motim, por exemplo) para resistir às maiores provocações que possamos imaginar. Já não comentando a inqualificável agressão do ancião pelo mesmo profissional da PSP. Um momento delicado como era este jogo - no qual se podia antever o campeão nacional - era naturalmente lido como um momento particular para festejos mais efusivos. Para estes momentos em concreto é necessário aplicar na prática o que se aprendeu. E possuir nervos de aço e uma capacidade (extra) de poder de encaixe para conseguir manter a segurança e a ordem pública. Este polícia em concreto demonstrou, lamentavelmente, que faltou às aulas dessa disciplina.

domingo, maio 17, 2015

Os jovens e a violência

Termina hoje uma semana marcada por duas notícias que atestam o quão errante pode ser o percurso de vida de alguns jovens. E desde já uma ressalva necessária....Um grupo de jovens não reflecte todos os jovens.
Começo com o vídeo (viral) do miúdo que é sovado, à vez, pelos colegas. Quando vi este vídeo pela primeira vez pensei que fosse alguma brincadeira. E confesso que não perdi mais do que 3 segundos a ver este vídeo. Pensei que pudesse acontecer algo do tipo...a dada altura o miúdo que está a ser sovado virar-se e bater com toda a força em alguém com uma barra de ferro e saltar uma cabeça. Ou outra situação qualquer que mudasse o triste (e conhecido) rumo da história. Mas não. Apaticamente o miúdo deixa-se espancar. Sem sequer mostrar qualquer vontade de se defender. Sem se debater. Sem reacção. Pessoalmente leio isto como alguém que naquele momento, naquele instante, quer morrer. Quer mostrar aos seus semelhantes que o resultado daquela perigosa brincadeira podia ser um. E que iriam carregar esse fardo para todo o sempre. Contrariamente a todas as pessoas que conheço (e que viram o vídeo até ao fim) e que opinam e comentam apenas o facto do miúdo não se defender eu enveredo por uma linha de pensamento diferente. E que, como refiro atrás, me leva a pensar que poderá ter sido uma forma de castigo que tem como "gatilho" a auto flagelação. Naquele momento, poder ter sido pensado por aquele jovem que poderia haver uma consequência que iria mudar o resto da vida daquelas outras criaturas. Mas claro não passa de uma teoria minha. E que vale o que vale. Apenas retenho que qualquer que seja o ser humano emocionalmente equilibrado e lúcido, em algum momento luta ou debate-se pela vida quando a sente ameaçada. Mesmo que tal seja inútil. E neste caso, pelo que sei, tal não acontece até ao final do vídeo. Entretanto vêm a público as opiniões dos pais como que a chamar a si a responsabilidade dos actos perpetrados pelos filhos. Vale o que vale, a meu ver. As pessoas - independentemente da sua idade - têm de ser responsabilizadas pelos seus actos. O mal está feito. Quem sabe terão sido causados danos irreparáveis neste jovem. E que não são apagados com pedidos de desculpa feitos pelos pais dos agressores. Se conscientemente agrediram outro jovem também conscientemente deverão acatar com as responsabilidades.

A questão do jovem de 17 anos que espanca mortalmente outro jovem também me deixa revoltado. Não fico apenas revoltado com (mais um) acto de violência que infelizmente culmina na morte de um ser humano. Não fico indignado por mais uma vez realizar que a justiça nunca será suficientemente severa para castigar alguém que, selvaticamente, interrompe a linha da vida de outro ser. E que depois entra num mundo fantasioso e que tenta ludibriar as autoridades. Com "sorte" ainda é declarado inimputável e passa 25 anos da sua vida na cadeia. Ou sai antes por bom comportamento..sendo que todo este período, enquanto lá estiver, é suportado pelo Estado (leia-se contribuintes portugueses). 

Não tenho muito mais a acrescentar sobre estes temas a não ser que era muito importante que era importante que houvesse jurisprudência em ambos os casos. 

domingo, maio 10, 2015

A TAP...

Acompanho com interesse a questão da privatização da TAP. Não só porque estou no mundo da aviação, mas também porque em alguma altura da minha vida passei por aquela Companhia e conheço a realidade da mesma.
Já na altura em que trabalhei na TAP que se falava que a empresa tinha custos estruturais elevadíssimos. Basta pensar que nessa altura a TAP tinha cerca de 10.000 trabalhadores. Hoje tem quase 13.000 trabalhadores. Depois também é importante equacionar que há uma série de variáveis que contribuem para que o resultado final da equação da viabilidade económica da empresa seja (ainda) surpreendentemente positivo. E refiro propositadamente o "ainda" porque com todos os prejuízos que a empresa tem tido....ou com a proibição por parte de Bruxelas das ajudas do Estado Português...já devia ter encerrado portas há muito.
Sou sensível à questão de se tratar da Companhia de bandeira do meu País. Igualmente serei sensível à questão de estar em causa a continuidade dos postos de trabalho dos trabalhadores - este pormenor é importante porque quando se falou inicialmente na privatização, nunca estiveram em causa  os postos de trabalho. Actualmente o Presidente da empresa fala em reestruturação. E esta palavra, neste momento, sugere-me despedimentos. Já não falando na (oportuna) greve dos pilotos da TAP. Mas pode ser só impressão minha. Da mesma forma que poderá ser só impressão minha que não deverão ser os contribuintes portugueses a suportar o perpétuo endividamento da empresa (via injecção de capital por parte do Estado).
Neste momento importa perceber e conhecer um pouco mais quem são os interessados nesta empresa. Que garantias têm / oferecem para a continuidade da mesma. Que modelo de gestão propõem em alternativa ao que tem sido seguido há mais de 10 anos. 
A TAP é uma empresa aliciante, não fosse, entre outros aspectos, o (enorme) passivo que tem e que resulta 8em grande parte) de um tema que se fala...mas que não se quer falar muito - a manutenção do Brasil. Resumidamente, está relacionado com o sector de manutenção da extinta "VEM". Se há uns anos pareceu ser uma decisão estrategicamente viável e acertada...hoje em dia revela ter sido uma escolha desastrosa. E que tem um peso significativo nas contas da TAP. Daí também importar perceber quais os moldes do negócio que os 3 concorrentes têm em vista. 
A greve dos pilotos da TAP (à qual curiosamente aderiram mais pilotos da Portugália) foi um catalisador desta privatização. Com algum distanciamento consigo perceber que o Vice-Presidente do SPAC foi um boneco nas mãos de um grupo poderoso e a quem interessava ter um bode expiatório. Hoje não tenho dúvidas que poderá ter sido isto que aconteceu...em detrimento do frágil argumento do pagamento das diuturnidades e do ainda do direito dos pilotos à  compra dos 20% da empresa acordado em 1999. A ver vamos.
Até ao final do mesmo de Junho haverão novidades. Esperemos que boas. Para os trabalhadores da TAP e para Portugal.

domingo, maio 03, 2015

Refugiados

Em linha com as últimas notícias, Portugal, enquanto Estado Membro da União Europeia, irá receber uma quota de refugiados resgatados do Mediterrâneo (cerca de 700 correspondente a 3,52%). À semelhança da Alemanha, França, Itália e Espanha cada Estado Membro terá a sua quota (proporcional). De fora, para já, ficam o Reino Unido, Noruega e outro(s) que não fixei. Dependerá da sua vontade participar (ou não) nesta causa. Por responder ficam duas questões: a) Por cá, onde vão ser colocados estes refugiados e b) Quem suportará os custos da s/integração na sociedade portuguesa. Perdoem-me os defensores dos direitos humanos - e concordo que se trata de um flagelo actual - mas não deixo de ficar confuso com esta decisão tomada nestes dias em Bruxelas. Com uma tão elevada taxa de desemprego por cá vamos receber pessoas que não têm qualquer ligação com Portugal? Mesmo!? Será que o actual Governo percebe uma potencial onda de revolta/contestação social (lógica) que surgirá por parte daqueles que ou já não têm dinheiro ou para lá caminham? Nos momentos em que devemos marcar um posição inequívoca abstemos-nos de opinar ou marcar uma posição que nos seja favorável na actual conjuntura socio-económica. Mais uma vez os "brandos costumes".

domingo, abril 26, 2015

Acordo Ortográfico

Vou continuar a escrever como aprendi. Sem seguir obrigatoriedades patéticas...O que seria.... Prefiro escrever mal do que escrever "corretamente" (entre tantas outras pérolas). E... era isto.

domingo, abril 19, 2015

Trabalhar remotamente

Já aqui falei sobre este tema em tempos. Não sei precisar bem há quanto tempo. Mas tenho ideia de já o ter feito. Sou (e sempre fui) defensor do trabalho remoto. Ou seja, não ser necessária a presença de alguém no local de trabalho para poder desempenhar as suas tarefas. 
Numa era em que cada vez mais se caminha para o mundo virtual (note-se que há carros que sem condutor conseguem perfazer largas centenas de quilómetros ou aviões que comandados remotamente supervisionam a partir do ar os terrenos onde  previsivelmente estarão alojados as tropas inimigas) faz todo o sentido que se avalie esta possibilidade. Afinal, estamos numa altura de contenção. Naturalmente que todos já entenderam que este conceito não pode ser generalizado. Não me parece verosímil se aplique por exemplo a uma loja de sapatos. Ou no caso de se comprar um fato feito à medida. Claro que tudo é relativo e são situações possíveis....Há consultas médicas "online" ou não é necessário ficar na fila do supermercado para comprar um quilo de laranjas....Resumindo, muita coisa mudou desde há 25 anos a esta parte.
Logicamente que esta será uma realidade que não agrada ao empregador. Porquê? Porque deixa de controlar o empregado. Porque deixa de perceber quão distante está o cumprimento dos objectivos / metas organizacionais contratualizados com o(s) Cliente(s). Porque deixa de perceber o empenho e dedicação das pessoas sendo quase impossível à posteriori defender uma diferenciação salarial. Ou quem chega cedo e quem sai tarde. Entre tantos outros aspectos. Pessoalmente, acho tudo uma falácia. Tudo isto se resume à responsabilização individual. E a seu tempo, saber pedir resultados. Se a pessoa não é capaz de mostrar resultados - depois de ter acordado prazos e não ter reconhecido atempadamente que não os conseguia cumprir - então é alguém que está fora deste conceito. Alguém que ou parou no tempo ou que não consegue perceber o conceito de responsabilização, gestão do tempo/prioridades e o conceito clássico de metas e objectivos. Talvez um dia este conceito de trabalho remoto deixe de ser exclusivo dos informáticos e sejam estendido a todos os outros níveis de actividade cuja presença física é desnecessária. No final do dia a poupança da organização em água, luz, gás (quando aplicável) é muito significativa. 

domingo, abril 12, 2015

Pára-choques

Há uns dias atrás recebi uma chamada telefónica dizendo que alguém tinha raspado a pintura do pára-choques traseiro da carrinha. Fiquei doente, claro. Não entendo bem como é que alguém consegue tocar/raspar a pintura de outro carro e não dar conta. Sim, já sei o que pensa esse lado....ou dar conta e ir embora. Chamo a isto ser vertical. Ser uma pessoa idónea. Estragar ou vandalizar a propriedade dos outros e não assumir as culpas é errado. É falta de personalidade. Ou de seriedade, se preferirem. Enfim, como não consigo deixar de pensar nisto vou mesmo ter de mandar reparar. Dar paz ao meu espírito. E esperar que as pessoas sejam sérias. Esperar sentado, claro.

domingo, abril 05, 2015

Páscoa 2015

Desejo uma Santa Páscoa para todos(as) os(as) meus(minhas) leitores(as) na companhia daqueles que mais gostam e estimam.

segunda-feira, março 30, 2015

Leite de aveia

Há dias experimentei o leite de aveia. O pacote até estava meio escondido numa prateleira de um supermercado e trouxe-o para casa para experimentar.
Sendo a aveia importante na dieta alimentar de quem faz exercício (e não só) apeteceu-me perceber se o sabor deste leite era verdadeiramente diferente do leite normal. Se havia alguma diferença mesmo grande. Não há. No caso do leite que trouxe para casa (creio que até escolhi o sabor de chocolate) a diferença para um leite "normal" achocolatado não é nenhuma. Uma questão de publicidade, parece-me a mim. O que não quer dizer que não sejam diferentes em termos de constituição e que para aquelas pessoas que sejam intolerante à lactose até resulte. Em termos de propriedades organolépticas (i.e. côr, brilho, luz, sabor, textura) era em tudo igual ao leite que sempre bebi!

domingo, março 22, 2015

Cansaço

O cansaço tem-se acumulado de forma notória. Pico de trabalho e regularidade no treino faz com que a reacção do organismo seja mais lenta e a motivação seja diferente. Como são duas esferas importantes (trabalho e actividade física) em alguma delas tinha de apostar mais. Apostei no trabalho. Como resultado....no final do dia, a vontade que tenho de ir treinar é a mesma que tenho de ser sovado. Esperemos que os próximos tempos sejam mais calmos em termos de trabalho. E que volte a vontade de ir treinar. 

domingo, março 15, 2015

Lista VIP

Diz que há um grupo de contribuintes portugueses que derivado dos seus cargos políticos ou proeminência pública integram uma lista chamada "VIP". Permitam-me, desde já, adjectivar esta singela lista de... palhaçada. E retenham, por favor, que é o adjectivo mais brando que consigo ser. Não raro faltam-me os termos quando sinto que me querem fazer passar por otário.
Aparentemente basta ser uma figura com destaque para se fazer parte da lista de cidadãos que....estão acima da Lei. Ou seja, ninguém tem nada que ver com a vida deles. E especialmente com a vida tributária. 
Naturalmente que "à boa maneira portuguesa" a divulgação desta lista incomodou muita gente. De tal forma que já houve demissões. E como seria de esperar, começou a "dança da cadeira". Veremos quem fica sem lugar no final da música.
Lógico que não posso concordar com a vida de alguém "esgravatada" por todas as 54 pessoas que trabalham no 4º andar do edifício da Autoridade Tributária. Mas já diz o adágio popular "quem não deve não teme". E por isso não entendo que receio poderão ter as pessoas que selectivamente fazem parte da lista!
No final do dia, mais um caso vergonhoso e que provoca não só a consternação social bem como o descrédito numa instituição que se quer idónea e isenta como é a Autoridade Tributária. Ninguém está acima da Lei. Antes de serem políticos são cidadãos portugueses (desejavelmente) contribuintes cientes das suas responsabilidades.

domingo, março 08, 2015

Conterrâneos

Há dias fui renovar o cartão do cidadão e o meu passaporte. Embora só caducassem em Agosto e Abril próximos, respectivamente, fi-lo já para evitar situações de stress desnecessárias. Assim, e após alguns minutos de espera fui atendido por um funcionário que, conversa puxa conversa, percebeu que eu tinha nascido em África.
Não é a primeira vez que isto acontece comigo e fico a pensar que quando se percebe que temos ali um conterrâneo como que o ar "desanuvia". Entre tantos outros portugueses nascidos por cá (Portugal) - aquele passa a ser UM momento importante que necessariamente tem de ser festejado de alguma forma. Tive a sorte de cair nas graças do digníssimo funcionário e consegui tratar de toda a documentação com ele. Poupei tempo e evitei filas sem fim naquele dia. Não deixou de ser curioso e...positivo na medida em que me despachei muito rápido!

domingo, março 01, 2015

Os entas

É verdade. Cheguei há dois dias atrás aos 40 anos. Não me sinto minimamente mal com o facto. Muito pelo contrário. Gosto de ter 40 anos. Ser quarentão. E ter um espírito e um corpo de alguém com menos 20 anos que eu.
Chegado a esta idade importa fazer um primeiro ponto de situação daquilo que já vivi. Terei, como qualquer um de nós, algumas referências. Umas boas, outras nem tanto. Passaram pela minha vida muitas pessoas, sendo que umas deixaram saudade por não ter tido oportunidade de as conhecer mais e melhor e outras que por este ou aquele motivo não deixam saudades. Globalmente tenho uma apreciação bastante positiva daquilo que já vivi. Não direi excelente porque como é sabido, sou demasiado crítico e exigente...mas estou em crer que qualquer outro ser humano à face da Terra avaliaria a minha vivência como bestial e bafejada pela sorte.
O ano em que estamos já começou com a consecução de alguns objectivos pessoais. Mais no campo profissional é certo, mas que naturalmente contribuem de forma directa na minha pessoa.
Sinto-me mais maduro e responsável. É curioso dizer isto quando aquilo que aconteceu foi apenas e só o passar de mais um dia do calendário. Mas o que é certo é isto que sinto.
Posto isto..a todos e todas que me desejaram um feliz aniversário o meu obrigado. Aos que não desejaram, estou certo que estive todo o dia no seu pensamento!! Para o ano há mais!

domingo, fevereiro 22, 2015

Violência doméstica

Por estes dias soube da morte de uma actriz conhecida. Curiosamente da minha idade (40 anos). Embora não a conhecesse - nem tampouco o seu trabalho - interessou-me particularmente pelo facto de ter a minha idade e ainda pelo facto de ser conhecido um passado de violência doméstica.
Custa-me a aceitar que ainda haja este tipo de casos de violência doméstica. Muitos deles que nem sequer são conhecidos (não participados). Pelo que li eram conhecidas perseguições, havia um apoio incondicional da polícia e ainda, nos últimos tempos, o refúgio desta actriz na casa de amigas. Pergunta estúpida: Porque não houve outra acção na raíz do problema? Não me irei naturalmente alongar sobre a resposta. Apenas e só quis partilhar uma dúvida que ficou a pairar na minha cabeça. Para grandes males..grandes remédios, é o meu lema de vida. E revolta-me que não tenha havido alguém que tivesse conhecimento de tudo e não tivesse agido antes desta tragédia acontecer. Mesmo que à revelia. Paz à sua alma.

domingo, fevereiro 15, 2015

Smooth FM

Quando me perguntam qual o tipo de música que mais gosto, costumo responder que gosto de todos os estilos menos a música pimba. Naturalmente que quando responda daquela forma estou a abarcar vários estilos e géneros de música...mas é mesmo assim.
Despertei ou fiquei mais atento para o "jazz" há uns 6 ou 7 anos. Numa altura em que não entendia bem o quão apaziguador pode este estilo musical ser. Principalmente quando ouvido durante um dia de trabalho. Ou uma semana inteira. Mas é a mais pura das verdades. Creio que há 3 semanas que comecei a ouvir a "Smooth FM" que é uma rádio que passa muita música "jazz". Ou seja, passei a ouvir regularmente. E efectivamente noto melhorias significativas no meu humor e raciocínio bem mais expedito e claro. Ou seja, tudo melhor! E só pode ser para continuar, pois claro!

domingo, fevereiro 08, 2015

Aniversário do cromo

Quem me acompanha há algum tempo sabe que detesto futebol. Quem começa a ler/acompanhar agora passa a saber. Simpatizo sim com o Benfica, mas nem sequer sei o nome dos jogadores do plantel. E confesso que não tenho qualquer interesse em alocar o (pouco) espaço da minha memória nesse tipo de conhecimento.
Há 3 ou 4 dias atrás foi a data do 30º aniversário daquele que foi considerado o melhor jogador de futebol do mundo. Note-se o detalhe do "30º aniversário". Não teria outra forma de o saber se não tivesse visto, em horário nobre (almoço) um bloco noticioso apenas e só dedicado a este tão importante evento. Aliás, era incontornável, dado o destaque dado por aquele canal em que estava sintonizada a televisão do restaurante. E curiosamente, um evento mais importante do que a recusa da Grécia em pagar o empréstimo contraído com a União Europeia.
Dizem-me que futebol é cultura. Não concordo. Nunca concordei. E não é ser do contra. É ser razoável. É ter dois dedos de testa e ter um gosto diferente. Que haja pessoas que idolatrem jogadores de futebol? Acho óptimo. Que muitos adeptos fiquem doentes com a derrota do seu clube? Acho lindo. Agora...não me venham com a conversa que futebol é cultura. Cultura, para mim, é saber a História de Portugal. Dos Descobrimentos. É saber que foi D. João II e em que feitos participou para que hoje em dia possamos viver num País maioritariamente cristão católico. Mas isso não tem interesse para a generalidade das pessoas.
O pior de tudo é efectivamente a importância dada por um canal televisivo ao aniversário de um jogador de futebol. Tudo bem, o melhor jogador do mundo (e português) consigo dar de debarato. Compreendo. Mas por essa analogia...porque razão não há igual importância dada ao António Damásio? Ou ao Egas Moniz? Ou a outra qualquer individualidade que se tenha destacado pelo bem da humanidade? Isto sim é realmente importante. Não o ópio do povo.

domingo, fevereiro 01, 2015

Wi-fi gratuito

Sinceramente não consegui entender até hoje a razão pela qual não há internet gratuita em todo o lado. Lá fora - nos grandes aeroportos - é raro o que não disponibiliza internet de forma gratuita. Principalmente os aeroportos norte-americanos (ou aqueles onde os USA têm influência) têm este tipo de cultura. Num mundo global em que vivemos não faz sentido. Enfim...os bons exemplos devem ser seguidos!!

domingo, janeiro 25, 2015

Conversas sobre sexo

Há dias vi na televisão, em horário nobre, um programa alusivo às conversas sobre sexo. Não que tenha nada contra...mas acho despropositado, à hora de jantar, depois do telejornal de Sábado conhecer os gostos sexuais de 5 ou 6 pessoas. 
Creio que há momentos para tudo. Não se trata de censura nem te conservadorismo. Trata-se de oportunidade. Trata-se de respeito pelas famílias que a essa hora estão num momento único - refeição em família - e que certamente não têm particular interesse em saber com quantas mulheres se deitou um dos intervenientes.
É triste que algumas estações televisivas recorram a este tipo de programa para (sem êxito) tentar o aumento do "share" (audiência). Péssimo gosto.

domingo, janeiro 18, 2015

Os detalhes

Diariamente lidamos e observamos objectos que fazem parte do nosso quotidiano. Falo do telemóvel. De um casaco. De um par de sapatos. Falo das chaves de casa, do comando da televisão e por aí adiante. São objectos que fazem com toda a certeza parte da nossa vida. O nosso cérebro não faz mais do que processar o que os nossos olhos vêem e identificá-los e nomeá-los como sendo algo nosso. Algo que comprámos para um determinado fim ou propósito.
Por vezes, quando olho para um determinado objecto, penso não só no seu formato (design) mas também tento, com alguma paciência e espírito aberto, tentar perceber o que iria na mente da pessoa (ou equipa de pessoas) quando idealizaram aquele objecto em concreto. Há um exemplo que gosto de dar (por razões óbvias).
Pensem num determinado automóvel. Pode ser o vosso, se tiverem. Se não tiverem também podem pensar num qualquer carro que vos agrade. Um dia que tenham tempo (e se prestem a realizar isto) dediquem 3-4 minutos a olhar para os detalhes. Por exemplo, o formato dos faróis traseiros e o enquadramento com o resto do carro. A grelha dianteira e os faróis dianteiros. A disposição dos instrumentos no interior. O formato do volante. O toque dos materiais. Tudo isto foi pensado por alguém. Depois, tudo isto foi tornado possível por todo um sistema que pegou nessa ideia ou pensamento e o(a) materializou. É isto que realmente é interessante e único. O que temos à nossa frente ser efectivamente o resultado da ideia de alguém. E ser-nos possível pensar no que teria pensado essa ou essas pessoas quando começaram a rabiscar algo no papel. Magnífico.

domingo, janeiro 11, 2015

Atentados Terroristas

Tiveram lugar esta semana atentados terroristas em França. Importa referir que o primeiro dos atentados (perpetrado pelos dois irmãos mais conhecidos da Europa) visou um conhecido jornal parisiense e que teve como resultado a execução de 12 jornalistas que se encontravam na redacção.
Não irei aqui discutir o "como". Creio que esse é um tipo de informação acessória e que toda a gente que acompanhou as notícias durante a semana saberá. Interessa-me mais dar a minha opinião sobre o "porquê".
Quem me conhece de há alguns anos a esta parte sabe que há dois assuntos que não discuto: política e religião. Eventualmente, acredito eu, por ter opiniões muito vincadas sobre qualquer um dos temas. E sei que desvios às mesmas geram discussão acesa. Sim, nestes dois temas  (e fazendo aqui um acto de contrição) fujo da discussão.
Há contudo algo que tenho em mim que é claro. O respeito pelo espaço e pela crença religiosa dos demais. Tenho amigos meus com as mais variadas crenças religiosas. E de vários quadrantes políticos. Asseguro, sem problema algum, que há uma coexistência pacífica com todos eles. Porquê? Porque há respeito. Porque sabemos que não interessa discutir estes temas. Não virá qualquer valor acrescentado para a nossa amizade. Poderei eventualmente interessar-me por algum ritual religioso na medida em que seja diferente do cristianismo católico - minha religião - e pouca mais informação é realmente relevante para mim. Imaginemos agora que sempre que me encontrasse com alguém gozava com a sua opção religiosa. Publicamente humilhasse a sua escolha. Talvez essa pessoa passasse a evitar estar comigo. Ou talvez ponderasse não manter mais a amizade. O mesmo exemplo serve para as opções políticas.
Há vários tipos de jornalismo. Um deles, à semelhança de tantos outros estilos, é o recurso à sátira. Uma coisa é satirizar um determinado evento, pessoa, Nação. É o que os "cartoonistas" fazem usualmente. Satirizam. Utilizam o "cartoon" para criticar algo. Pontualmente. Mas há um jornalismo que vai mais longe. E passam regularmente uma mensagem satírica de condenação pública de algo. Interferindo logicamente com a liberdade individual religiosa/política.
É este o cerne da questão. Da mesma forma que nenhum cristão/católico gostaria que um jornal de outra religião brincasse com aquilo que considera sagrado. Não deixa de ser importante lembrar o que aconteceu há uns anos quando um conhecido humorista português brincou com a "Última Ceia". A condenação imediata pública por parte do Clero Português e que fez com que houvesse um pedido de desculpa público. Agora imaginemos que este humorista continuava a brincar com este importante momento para os cristãos católicos. Que desfecho teria? Eventualmente não seria o melhor. Relembro que também há extremistas religiosos na religião cristã/católica. Embora menos conhecidos, mas há.
O outro ângulo de análise deste tema é que estes atentados têm lugar num País conhecido pela tensão racial latente. Desde há várias décadas. Nunca, nunca poderia ser pacífica uma continuada sátira religiosa em França, que como se sabe tem a sua história marcada por vários confrontos. O que aconteceu a semana passada continuará a acontecer e cada vez com mais violência. As políticas defendidas pela extrema-direita relativamente à imigração nunca foram levadas a sério pela sua impopularidade. O que sucede, a jusante, é que França como que passa a ser o albergue de vários indivíduos referenciados pelas Autoridades como soldados de conhecidas organizações terroristas. E aqui surge-me uma questão enquanto leigo na matéria: Se estão referenciados como membros destas organizações e se é conhecida a sua entrada no País (neste caso França) após um período de ausência em nações que possuem campos de treino de soldados terroristas...o que esperam as Autoridades para agir? Para interrogar as pessoas? Para as questionar acerca das razões que os levaram a esses Países? Parece-me ser uma boa questão.
A questão da liberdade de expressão assume um papel tanto de importante como de ingrato neste caso. É certo que vivemos o tempo da liberdade de expressão mas, como aqui já referi neste blogue, há uma enorme exploração deste tema para condenar, humilhar, satirizar aquelas que são as crenças de outros grupos de pessoas. E naturalmente, entra-se em "zonas de tensão" na medida em que há, na generalidade, uma resposta armada e que tem como consequência as lamentáveis e inocentes perdas humanas.
Com tudo isto, e para terminar, ganha projecção de forma ímpar o partido francês da extrema-direita. Não deixo de concordar que tem ideias que neste momento irão apaziguar e dar conforto à opinião pública francesa. E não só. Há poucos dias e consequência dos ataques em França também a mesquita principal da cidade de Lisboa foi vandalizada com inscrições nazis numa parede exterior. Pessoalmente acho errado. O facto de UMA pessoa ter gozado com a "Última Ceia" não faz com que todos os cristãos/católicos gozem ou vejam piada na sátira. Muitos foram os que repudiaram este episódio. Da mesma forma que a comunidade muçulmana ao nível internacional também repudiou estes últimos atentados. 
Espero estar enganado, mas creio que estes episódios foram os primeiros de muitos que terão lugar em breve. A unidade de combate ao terrorismo britânico (MI5) já avançou a informação de serem esperados ataques em solo britânico. E França já foi avisada que haverá réplicas destes atentados. Independentemente da nossa crença religiosa rezemos para que estas ameaças não se concretizem.

domingo, janeiro 04, 2015

Resoluções de Ano Novo

A passagem do ano é sempre um momento para novas resoluções. Por novas resoluções entenda-se os (novos) objectivos pessoais que são estabelecidos e que nos comprometemos a atingir durante esse novo ano.
Para este novo ano, pedi mais uma vez (a quem quer que receba e registe as minhas preces enquanto enfio as 12 passas na boca) a saúde, paz e amor no mundo. Os habituais pedidos clássicos, portanto.
O principal pedido não preciso de fazer. Porque já estou a trabalhar nele há algum tempo. Continuamente. O meu feitio. Em paralelo com uma introspecção sobre a melhor forma para passar a ter mais poder de encaixe. Ou ainda na capacidade para aceitar os erros dos outros. Tudo aspectos que quero tentar melhorar em 2015 e será por aqui que, pessoalmente, me irei esforçar.
Tudo o resto veremos. O ano que finda foi muitíssimo rico em experiências pessoais e pessoas que por alguma razão deixaram de fazer parte da minha vida. Não lamento. Tenho-me como uma pessoa razoável que consegue avaliar as situações individualmente e perceber o que de melhor (e pior) se pode extrair delas. Retirar os devidos ensinamentos e seguir caminho. É assim mesmo a vida.
Boas entradas e tudo de bom!