domingo, junho 14, 2015

Amphibia Challenge 2015

Acabo de realizar a prova "Amphibia Challenge 2015" com um grupo de colegas e amigos.
Foi uma prova na qual me inscrevi há alguns meses na expectativa de viver bons momentos em grupo e promovendo o trabalho entre os vários elementos para um mesmo objectivo - terminarmos a prova todos juntos.
E assim foi. A prova teve lugar na escola dos fuzileiros, em Vale de Zebro (Barreiro) sendo esta a 2ª edição da mesma.
A prova tem como objectivo superar 9,5 quilómetros de obstáculos sendo que grande parte se desenrola na famosa pista de lodo. Lodo para os mais distraídos é nem mais nem menos que lama. Lama daquela que faz vácuo quando se caminha e que não raro faz com que as pessoas avancem...e os sapatos fiquem para trás. O que, convenhamos, não dá muito jeito.
Para pessoas sem preparação física acredito que a prova tenha parecido dura. O lodo não se atravessa a pé. Atravessa-se de gatas. É a forma mais fácil de progredir rapidamente neste meio. Contudo, o circuito está desenhado de tal forma que muitos dos obstáculos (na quase totalidade construídos com recurso a troncos) ficam rapidamente encharcados e com lama após algumas passagens. Imagine-se agora umas largas centenas de passagens. O risco de acidente é rapidamente incrementado. E aqui reside uma das críticas negativas que faço à organização - supervisão inexistente de muitos obstáculos - e que poderia ter tido como consequência um mau dia para alguém...
Creio que já aqui referi que não sou um nadador exímio. Nunca fui. Nado razoavelmente para me salvar. Dois dos obstáculos envolviam a travessia em meio aquático. O que de resto faz sentido numa prova que tem lugar no campo de treino dos fuzileiros conhecida que é como tropa especial anfíbia (operação em terra e água). Se eu estava mentalizado para esta realidade e idealizei a forma mais expedita de transpôr estes dois desafios...o mesmo não aconteceu com um colega meu. E tivémos uma questão em mãos porque desconhecíamos que tivesse pânico da água. Apenas nos avisou já na boca do obstáculo o que foi manifestamente tarde. Por acaso saltei antes dele e os meus colegas que me viram saltar bem como o salto dele imediatamente após o meu alertaram-me de imediato para o ajudar. Entrou imediatamente em pânico. Teve de ser evacuado para terra por um mergulhador e continuou a prova. Mais tarde, quase no final da prova, mais um obstáculo com água. Aqui um curso mais longo. Entrou em pânico e foi praticamente transportado em braços por um colega meu (eu já ía mais avançado) e escoltado à frente e atrás por outros colegas. Chato.
De resto...assumimos que o obstáculo só era considerado transposto quando todos os elementos da nossa equipa o tivessem transposto. Claro que a prova acabou por ser mais demorada porque nem todas as pessoas têm o mesmo condicionamento físico e têm lugar os incontornáveis atrasos.
Para terminar, o segundo ponto negativo. A prova começou com cerca de hora e meia de atraso. Com uma chuva torrencial (passageira) antes do início da prova a moral das equipas não era a melhor. Talvez uma melhor organização tivesse sido bem-vinda. Mas o saldo é positivo. Veremos se para o ano há mais!!

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