domingo, junho 28, 2015

A cerimónia nos casais

Num momento em que estou sozinho (leia-se sem compromisso) é naturalmente maior a minha disponibilidade para pensar um pouco sobre os relacionamentos afectivos. E chego a algumas conclusões interessantes. Uma delas, a cerimónia que há nos casais.
Refiro-me ao caso concreto de nem sempre se dizer tudo no casal. Há detalhes que são omitidos (e que unilateralmente não poderão ser relevantes), mas que quando debatidos poderão ter como consequência uma discussão sadia. Acredito que na base do que refiro esteja, na maioria das vezes, o receio de melindrar ou ofender o outro lado com determinado aspecto ou detalhe. O que não é necessariamente bom.
Os elementos do casal deverão ser sempre cúmplices. Para o bom e para o mau. Encetar pelo caminho do "bypass" ou da omissão...poderá ter consequências menos boas se, mais tarde, o assunto vier à baila. A cerimónia não deve existir. Deve sim ser fomentada uma plataforma de entendimento tal que permita que sempre que haja vontade seja encorajada a partilha. E não o contrário.

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