domingo, agosto 30, 2015

Oceanário

Por ocasião da última visita do Afonso a Lisboa acabámos por ir ao Oceanário ali no Parque das Nações.
O Afonso está neste momento com 3 anos. A idade em que se começa a descobrir as coisas. E também a idade em que começa a ser dono de um feitio muito especial em que...tal como o tio, é necessário gastar algum tempo (e ter alguma paciência) para entender. Eu tenho esse tempo e paciência. E por isso mesmo entendemo-nos na perfeição. Ou por outra, eu tento entendê-lo na perfeição.
O Oceanário de Lisboa foi construído em 1998, por altura da "Expo '98". Se a memória não me trai, à semelhança de outros edifícios (e.g. Pavilhão de Portugal), este era um dos que, pelas suas características iria perdurar no tempo no local onde foi edificado.
Por toda uma série de razões e mais alguma, durante todos estes 17  anos acabei por nunca ir ao Oceanário. Nunca foi algo que tenha tido como prioritário ou que em algum momento me fizesse mesmo querer ir. Mais a mais, ajuda o facto de ter sabido sempre que o Oceanário estava a dois passos (e que não ía sair dali tão cedo) pelo que fui deixando andar o tempo.
Já aqui partilhei que tenho para mim que as crianças devem quanto antes ter contacto com os animais. Infelizmente, esse contacto acaba por ser pouco frequente. O meio urbano onde habita o grosso das crianças é pouco propício a que haja essa ligação comparativamente à realidade das crianças que habitam no meio rural ou interior do País onde tipicamente os meios de subsistência são, por exemplo,  a agricultura (em alguns casos ainda com recurso à força animal) ou a pecuária. Em qualquer um dos casos é propiciado o tal contacto "criança-animais" que falei atrás.
Há dois anos atrás já tinha feito um esforço para que o Afonso sentisse a minha excitação e alegria quando visito o Jardim Zoológico. Percebi nessa altura que com um ano de idade, a preocupação dele era mesmo manter a barriga saciada em oposição a ver o gorila sentado no canto da jaula (Nota: desde que me lembro de ir ao Jardim Zoológico vejo sempre este gorila sentado no canto da jaula. Não pode ser o mesmo!).
O Oceanário, para quem, tal como eu nunca tinha visitado em 17 anos de existência, desenvolve-se em torno de um aquário principal. O percurso idealizado para a visita do Oceanário é perfeito por forma a que os visitantes circulem sempre em torno de um aquário central e com uma ou outra curiosidade aquática fora deste circuito. É claro que o Afonso não esteve minimamente preocupado com as demais atracções fora do aquário central. Afinal, é neste último que acontece tudo. Em bom rigor o tio do Afonso também não perdeu muito tempo a ver as lontras ou os sapos ou as cobras marítimas. Desde o momento que os vi pela primeira vez...não consegui mais deixar de olhar para eles: os tubarões.
Confesso que tenho uma paixão não assumida pelos tubarões. Não sei explicar o porquê. Mas que existe...existe. Tentei por diversas vezes que o Afonso olhasse para estes familiares do cação, mas sem êxito. Estava mais interessado em olhar para as estrelas-do-mar e para a areia no fundo do aquário. Já eu dei comigo a pensar quem alimenta os tubarões deste aquário (contei uns 3). Tenho a certeza absoluta que só podem estar bem saciados (ou serem dopados todos os dias de manhã) porque se assim não fosse, o aquário principal era apenas habitado pelos...tubarões. Nada de mantas, nada de "peixes-balão" ou "peixes-palhaço". Só tubarões!
Por outro lado, tenho de reconhecer que esperava mais "spot" obrigatório para o turismo. Compreendo que haja o Oceanário seja um "tubo de ensaio" para a reprodução e manutenção de algumas espécies em vias de extinção mas...a exposição soube a pouco. E deviam fazer um aquário especial só para o tubarão branco.!

domingo, agosto 23, 2015

Descanso

Após 4 semanas de loucura...um período curto (e merecido) de descanso. Vai-me saber muito bem.
Vou também aproveitar estes diazitos para comer o que não devo. E gastá-los a comer os doces, o pão mais branco que conseguir encontrar, todas as bebidas com gás que conseguir beber e os hidratos de carbono que couberem na minha barriga. Tudo isto como se não houvesse o amanhã. 
Em paralelo, também irá ocupar o meu pensamento a minha mais recente aquisição - o"novo-menino-clássico" como referi num dos textos mais recentes. Com tudo isto, não me ocorrem outras razões que me façam estar mais feliz. E pesado!

domingo, agosto 16, 2015

Compra de um clássico

No espaço de duas semanas decidi-me pela compra de mais um carro. Um segundo carro, para uma utilização pontual (passeios e concentrações). E neste caso, como não podia deixar de ser, a escolha recaiu num clássico da minha marca preferida (BMW).
Poderá não ser uma compra racional para quem vê o automóvel que tem à porta de casa como um simples meio de transporte de "A para B". Ou para alguém que não tenha a compra de um automóvel como prioridade (utilizando nesse caso a rede de transportes públicos). Não vejo as coisas assim. Para mim é uma aquisição pensada, estudada e sei bem o que simboliza para mim. 
Durante as próximas semanas irei ultimar os detalhes do negócio daquele que espero ser um projecto que vai durar muitos anos. Parabéns a mim!

domingo, agosto 09, 2015

A semana do inferno

Avizinha-se uma semana muito trabalhosa. Não é surpresa para mim...mas sei que será uma semana em que o "push" terá de ser imenso por forma a se conseguir cumprir calendário, que é como quem diz, atingir objectivos.
Confesso que não gosto de semanas assim. Tenho, não raro, uma planificação mental de tudo o que acontece ou acontecerá. Com um previsível ajuste aqui ou outro ali, as coisas encaixam e consigo, usualmente afastar a pressão. Não sou alheio ao facto da pressão ser necessária no mundo profissional. E até entendo que podia ser evitada assim as pessoas fossem mais organizadas e estivessem focadas num determinado assunto sem a habitual dispersão que usualmente conduz ao habitual "ir a todas e não resolver nada". Resumindo, uma deficiente prioritização das coisas.
Como sempre darei o meu melhor. Veremos como corre!

domingo, agosto 02, 2015

O leão Cecil

Não tenho memória que alguma vez se tenha falado tanto do abate de um leão. Ou talvez não esteja tão atento quanto isso aos blocos noticiosos que transmitem esse tipo de notícias. Há um ano e picos houve uma controvérsia com alguém que tinha colocado no "Facebook" uma fotografia perto de um animal morto. E que gerou uma onda de indignação na comunidade virtual que culminou com um pedido de desculpas público. Como se costuma dizer...as desculpas não se pedem..evitam-se!
Dois simples comentários se me oferecem tecer relativamente a este tema. Um primeiro comentário diz respeito à caça em si. Lamento informar que esta não foi a última notícia do género. Haverá mais. Não irei ser fundamentalista e afirmar que sou contra a caça. Não corresponde à verdade. Agrada-me a caça pela componente da utilização da arma e não tanto pela vertente do gozo que se pode ter tirando a vida a um javali ou outro animal.
No limite, se o objectivo da caça fosse ter um animal desenhado num alvo em papel e acertar no centro...eu também gostava da caça. Porquê? Mais uma vez pela questão da utilização da arma.
Neste caso em concreto, trata-se de algo condenável na medida em que há a caça de uma espécie protegida que estava confinada a um determinado espaço físico (reserva ?). Esta parte ainda não consegui entender bem...Ninguém acredita que o dentista americano que tirou a vida ao leão Cecil tinha conhecimento prévio do local onde estava o o mesmo. Alguém teve de o conduzir até lá. E intriga-me que este "alguém" que terá conduzido o dentista americano ao local do abate do Cecil desconhecesse as regras locais que protegem estas espécies. Será uma avaliação que agora terá de ser realizada pelo Governo e Autoridades locais.
O meu segundo comentário vai para a óbvia dinamização da economia local (e não só) que a caça promove. E esta questão nunca poderá/deverá ser menosprezada. O sector hoteleiro local (e todas as actividades relacionadas) vivem deste tipo de actividade. Chamemos-lhe, se quiserem, "caça grossa". Sendo que estes "safaris" têm lugar no continente africano, que tipicamente não é conhecido pela sua riqueza....não me parece que deixem de se realizar. E que se não fôr devidamente regulado...corre o risco de se perder o capital genético importantíssimo. E que não mais será recuperado.