domingo, agosto 02, 2015

O leão Cecil

Não tenho memória que alguma vez se tenha falado tanto do abate de um leão. Ou talvez não esteja tão atento quanto isso aos blocos noticiosos que transmitem esse tipo de notícias. Há um ano e picos houve uma controvérsia com alguém que tinha colocado no "Facebook" uma fotografia perto de um animal morto. E que gerou uma onda de indignação na comunidade virtual que culminou com um pedido de desculpas público. Como se costuma dizer...as desculpas não se pedem..evitam-se!
Dois simples comentários se me oferecem tecer relativamente a este tema. Um primeiro comentário diz respeito à caça em si. Lamento informar que esta não foi a última notícia do género. Haverá mais. Não irei ser fundamentalista e afirmar que sou contra a caça. Não corresponde à verdade. Agrada-me a caça pela componente da utilização da arma e não tanto pela vertente do gozo que se pode ter tirando a vida a um javali ou outro animal.
No limite, se o objectivo da caça fosse ter um animal desenhado num alvo em papel e acertar no centro...eu também gostava da caça. Porquê? Mais uma vez pela questão da utilização da arma.
Neste caso em concreto, trata-se de algo condenável na medida em que há a caça de uma espécie protegida que estava confinada a um determinado espaço físico (reserva ?). Esta parte ainda não consegui entender bem...Ninguém acredita que o dentista americano que tirou a vida ao leão Cecil tinha conhecimento prévio do local onde estava o o mesmo. Alguém teve de o conduzir até lá. E intriga-me que este "alguém" que terá conduzido o dentista americano ao local do abate do Cecil desconhecesse as regras locais que protegem estas espécies. Será uma avaliação que agora terá de ser realizada pelo Governo e Autoridades locais.
O meu segundo comentário vai para a óbvia dinamização da economia local (e não só) que a caça promove. E esta questão nunca poderá/deverá ser menosprezada. O sector hoteleiro local (e todas as actividades relacionadas) vivem deste tipo de actividade. Chamemos-lhe, se quiserem, "caça grossa". Sendo que estes "safaris" têm lugar no continente africano, que tipicamente não é conhecido pela sua riqueza....não me parece que deixem de se realizar. E que se não fôr devidamente regulado...corre o risco de se perder o capital genético importantíssimo. E que não mais será recuperado.

1 comentário:

Ana Martins disse...

Olá,
Deixo aqui o meu comentário que por ser pessoal vale o que vale.
Sou e sempre fui contra a caça, excepto a justificada para sobrevivência como é o caso dos povos nativos de várias regiões do nosso planeta.
A caça por desporto é injustificável. Ninguém tem o direito de tirar outra vida porque gosta de disparar uma arma e ver um ser vivo morrer.
Gosto de tiro ao alvo e até tenho boa apontaria, mas sou incapaz sequer de pensar em apontar a outro ser por gostar de disparar.
A vida é preciosa quer seja ela humana ou não.
Nós, como espécie dominante, devemos ter consciência de proteger e zelar pelo bem estar das restantes.
Matar para comer é justificável, mas há que haver compaixão e respeito pelo animal que dá a sua vida.
No caso concreto do leão e de outros animais de grande porte que são caçados cobarde mente por indivíduos como este dentista americano, não seria mais bonito levar fotos de animais felizes e vivos?