domingo, outubro 25, 2015

O Programa da Coligação de Esquerda

Depois de todo o esforço, dos sacrifícios de todos os Portugueses, a Esquerda irá conseguir o feito de posicionar Portugal algures no início deste milénio. Mais tarde, quando fôr incapaz de lidar com a (mais que certa) bancarrota deixará o poder e culpará a Direita do estado em que a Nação lhe foi entregue. Já vi este filme. Estarei por cá (como todos estaremos, se Deus quiser) para pagar (mais uma vez) a factura. Comer e calar. A parte boa disto tudo é que já criei uma nota mental para ver troco de carro em Janeiro próximo e aproveitando o embalo compro casa nova. Vai valer mesmo a pena...já não falando do jantar fora todo os dias (o valor do IVA de 13% proposto para a restauração é anedótico). Enfim...

domingo, outubro 18, 2015

Troca-tintas

Há um traço na personalidade das pessoas que me deixa profundamente transtornado: ser troca-tintas. Quase todos os dias (se não forem todos mesmo) lido com pessoas assim. Mas afinal o que é um troca-tintas?
É uma pessoa que, derivado da sua confusão mental e distracção, troca tudo (o termo troca-tintas é metafórico). Baralha tudo. Realiza tarefas que só na sua cabeça têm lógica.  E consequentemente dificulta a coexistência com os demais. Acontece frequentemente profissional e pessoalmente. E para aquelas pessoas que já lidam mal com o seu próprio erro (perfeccionismo), ter de viver com o erro dos outros (ainda para mais erros deste tipo) é uma facada no coração dada com toda a força! 

domingo, outubro 11, 2015

As coligações

Não gosto de coligações. Vejo uma coligação política como um casamento conveniente. E venha quem vier...tenho para mim que o momento inicial de governação não é o início de uma relação. É  o protelar do fim da mesma. E que pode acontecer a qualquer momento.
Não querendo complicar muito o texto de hoje, é sabido que as coligações governam com maioria absoluta ou com maioria relativa. No caso actual há uma maioria relativa obtida no passado Domingo. E aqui tudo muda de figura.
Leio poucos artigos de opinião que refiram que o PS tem, neste momento, um papel determinante na vida política dos próximos 4 anos. Porquê? Simples. Ou aceita que a coligação vá governando nesse tempo e assim que possível "tira o tapete", quando menos se espera - provocando assim as eleições antecipadas - ou, por outro lado aceita fazer governo à esquerda (BE e PCP).
No momento em que vivemos (e independentemente da escolha política que fiz) é importante que o País tenha estabilidade política. Que seja essa a realidade interna e que seja essa a imagem que é passada para o exterior. E que não embarque em fantasias de saída do euro ou de aumentos irrealistas do salário mínimo. Não será normal pedir a uma pessoa que acaba de sair de um coma profundo que vá fazer a corrida da ponte. Ou pedir a um estudante que se preparou afincadamente para um exame que deixe de estudar depois de o fazer. É este tipo de pensamento que as pessoas têm de ter em mente. Foram feitos demasiados sacrifícios para que agora, momento em que temos um "balão de Oxigénio", vá tudo por água abaixo com políticas utópicas. A ver vamos o que nos está reservado nos próximos dias...

domingo, outubro 04, 2015

Dia de Eleições

Os dias de eleições foram para mim, durante muito tempo, rituais. Quase sem ter de combinar nada, quer eu quer um dos meus melhores amigos sempre votámos depois do almoço de Domingo de eleições. E íamos a pé, como se quer, para pôr a conversa em dia.
Não só mudei de casa (e consequentemente de local onde voto) como este "cúmplice votante" vive actualmente em Espanha pelo que fica fora de mão seguirmos o clássico e necessário ritual de irmos votar.
Devo ter sido a 3ª ou 4ª pessoa a votar este ano na minha mesa. E assim foi porque vi informação errada na "internet" e pensei (mal) que a mesa (de voto) só abrisse às 0900H. Afinal abriu mais cedo. Vou ter isto em consideração nas eleições presidenciais e sempre quero ver quem é o eleitor de provecta idade que me vai votar antes de mim. Levo estas coisas muito a sério e vou naturalmente exercer dilingentemente o meu dever cívico. Sendo o primeiro, claro.